O número de abortos no centro hospitalar do Médio Tejo (Tomar, Abrantes e Torres Novas) aumentou de 258 em 2024 para 285 em 2025, segundo dados do Relatório do Registo das Interrupções da Gravidez publicado esta semana pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
De acordo com esse documento, todas as interrupções da gravidez foram feitas por opção da mulher.
Nesta estatística, e a nível nacional, as mulheres de nacionalidade estrangeira representaram 44,2% das interrupções da gravidez em 2025. Aliás, o número de interrupções da gravidez por opção realizadas por mulheres estrangeiras tem aumentado nos últimos cinco anos. Passou de 3.567 em 2021 para 8.059 em 2025.
Ou seja, mais de quatro em cada dez interrupções da gravidez por opção da mulher realizadas em Portugal em 2025 envolveram mulheres de nacionalidade estrangeira. A percentagem atingiu os 44,2%. As nacionalidades mais representadas foram a angolana, com 20,9%, a brasileira, com 19,7%, e a cabo-verdiana, com 14,6%.
No total do país, foram registadas 18.869 interrupções da gravidez no ano passado, praticamente o mesmo número de 2024, quando foram contabilizadas 18.871. Destas, 18.239 foram realizadas por opção da mulher nas primeiras 10 semanas e 495 devido a doença grave ou malformação congénita do nascituro.
Perante esta evolução, a DGS defende a “necessidade de respostas acessíveis, inclusivas e adequadas à diversidade linguística, social e cultural, contribuindo para a redução de barreiras no acesso à informação e aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva”.
Em 2025, o tempo médio entre a consulta prévia e a interrupção da gravidez por opção foi de seis dias. A idade média das mulheres manteve-se nos 28,5 anos e a interrupção ocorreu, em média, às sete semanas de gestação.
A maioria das interrupções da gravidez por opção da mulher foi realizada no setor público, que representou 66% do total.
No setor privado, a Clínica dos Arcos, em Lisboa, registou 6.204 casos, o equivalente a 34% de todas as interrupções por opção realizadas no país em 2025.
O relatório identifica também diferenças territoriais no acesso. Alentejo e Açores foram as regiões de onde mais mulheres se deslocaram para realizar o procedimento noutra região.
Centro Hospitalar do Médio Tejo:
| Ano | Nº de abortos |
| 2025 | 285 |
| 2024 | 258 |
| 2023 | 278 |
| 2022 | 309 |
| 2021 | 228 |
| 2020 | 236 |
O relatório completo pode ser lido aqui


