Uma assistente operacional da junta de freguesia de Pelmá, no concelho de Alvaiázere, foi condenada pelo tribunal a uma pena de dois anos de prisão suspensa por dois anos, por ter ateado um incêndio florestal em outubro de 2025.
Além da pena de prisão, o Tribunal de Leiria determinou que a arguida deve continuar o tratamento psiquiátrico que está a receber e terá de pagar ao Estado as despesas relacionadas com o combate às chamas, estimadas em 554,73 euros.
Na primeira sessão do julgamento realizada no tribunal de Leiria no dia 17 de setembro, a mulher de 58 anos assumiu a autoria do fogo que deflagrou na madrugada de 4 de outubro do ano passado.
Tudo terá acontecido após um desentendimento com a mãe, com quem “estava muito chateada”, afirmou em tribunal, num depoimento citado pela Lusa.
Segundo esta agência noticiosa, a arguida descreveu ter agarrado num isqueiro e numa acendalha, ateando com eles fogo a uma área de mato e eucalipto, mas negou ter ficado no local para confirmar a deflagração e propagação, ao contrário do que é acusada pelo Ministério Público (MP).
De acordo com a acusação do MP, o ato da funcionária da Junta de Freguesia fez com que ardesse “uma extensão de cerca de 3.000 m2 de área florestal”, com valor estimado de quase 525 euros.
A leitura do acórdão foi feita no dia 1 de outubro, no Tribunal de Leiria.
Tribunal de Leiria condena funcionária de junta por fogo posto
Notícia da agência Lusa
Funcionária de Junta do concelho de Alvaiázere assume autoria de fogo posto

