O fenómeno de ocupação ilegal de casas que tem acontecido um pouco por todo o país, já chegou a Tomar.
Na terça feira, dia 30 de junho, registou-se um desses casos de tentativa de invasão ilegal de casas na zona da Choromela / Casal dos Frades, perto do quartel militar.
Segundo o relato de uma moradora, “há já alguns dias que um grupo de pessoas percorria a Choromela com perguntas sobre casas (algumas delas em ruínas), a quem pertenciam e se estavam para alugar. Não foi só perguntas a um morador, foram a vários. Não obtendo grande resposta, conseguiram abrir à força, pelo menos duas casas”.
Alertados para o que se estava a passar, alguns moradores chamaram a PSP, mas os agentes “pouco fizeram, até porque as pessoas em questão, puseram-se em fuga”.
“Resta apenas avisar, não só os moradores da Choromela, como os tomarenses em geral que a ideia deste grupo é, de facto, ocupar as casas de forma ilegal”, alerta uma moradora.
“Caso consigam ocupar as casas, é muito difícil serem retirados. Fora a sensação de perigo, se partem portas para viver em casas a cair, nós, como moradores, tememos também, pelo nosso património. Escusado será dizer, a etnia a que pertenciam”, acrescenta.
Um caso em Torres Novas:
Outro caso no Carregado:


1 comentário
A realidade por quase todo o mundo é a mesma, raramente alguém que decide viver numa casa que não é sua pode ser retirado da mesma imediatamente, por vezes demora anos, em Portugal se tiverem crianças são mesmo anos.
Basta dizerem que vivem lá e apresentar um documento qualquer falsificado a dizer que é arrendado ou assim, e a casa é de quem fizer a falsificação por sabe-se lá quantos meses/ anos até o tribunal finalmente expulsar as pessoas… e claro que tudo o que desapareceu e foi destruído entretanto fica por conta dos verdadeiros proprietários, e quem o faz pode fazer o mesmo logo a seguir na mesma casa ou em outra casa qualquer, logo após ser concluída a expulsão, a menos que os consigam impedir de entrar novamente, e se entrarem novamente é todo um novo processo e mais meses/ anos à espera.