Um jovem, de 21 anos, residente num bairro social do Entroncamento, morreu no Estabelecimento Prisional de Leiria Jovens na terça feira, dia 30 de junho.
Segundo a APAR – Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso o jovem terá colocado termo à própria vida porque “há muito se queixava de problemas”.
Familiares garantem que tinham alertado, tal como a sua advogada, para essa situação e prometem vingança.
A Polícia Judiciária esteve no local para fazer as necessárias perícias.
Segundo Joaquim Silva, “o jovem teria comunicado previamente que estava a ser ameaçado por outro recluso, tendo essa situação sido denunciada às autoridades e aos responsáveis do estabelecimento prisional. Apesar disso, alegadamente, não terão sido adotadas medidas eficazes para garantir a sua proteção, o que levanta sérias dúvidas sobre o cumprimento do dever de prevenção e segurança”.
O familiar enviou um email às autoridades para “que sejam apurados todos os factos, nomeadamente se existiram denúncias anteriores, que medidas foram tomadas pelas autoridades competentes e se houve alguma omissão de atuação que possa ter contribuído para este desfecho”.
Pede ainda “que sejam investigadas as alegações de entrada de substâncias ilícitas no Estabelecimento Prisional de Leiria e que seja apurado se as autoridades competentes tinham conhecimento dessas situações e que diligências foram efetuadas para as prevenir e combater”.
A família, de etnia cigana, exige “uma investigação rigorosa, independente e transparente, com o objetivo de apurar responsabilidades e garantir que situações desta natureza não voltem a ocorrer”.
O Estabelecimento Prisional de Leiria para Jovens destina-se ao internamento de reclusos jovens adultos dos 16 aos 21 anos.
No início do mês de junho foi notícia o facto de um recluso de 21 anos, a cumprir pena por roubo, coação e furto, ter agredido um guarda no decorrer de uma busca à cela. Não foi possível confirmar se se tratava do mesmo indivíduo.
Agrediu com um murro e com uma dentada no braço, quando a vítima e colegas realizavam uma busca à cela do suspeito, após denúncias de tentativas de extorsão feitas contra o mesmo.


1 comentário
E quantas vezes os pobres cidadãos se queixam dos calés aqui na urbe e nada é feito. Foi azar o rapaz só estava a dar milho aos pombos e foi de cana, se fosse em Tomar de certeza que o outro, ,se não fosse cigano, ia pra solitária, e o calésito lá ia dando milho…….. Contudo nada justifica a morte de um ser humano.