A Central Elétrica de Tomar, também chamada “fábrica da luz”, foi inaugurada a 1 de julho de 1901, nos terrenos do “Lagar de Pedro d’Évora e calhas”, na Levada, junto ao rio Nabão.
Foi, portanto, há 125 anos que a iluminação pública elétrica chegou à cidade. Nesse tempo eram apenas 100 lâmpadas de 16 velas que iluminavam as ruas da cidade, alimentadas pela energia hidroelétrica gerada pela passagem das águas do rio.
Esta primeira central elétrica começou a ser construída a 9 de dezembro de 1900, nos terrenos do antigo “Lagar de Pedro d’Évora e calhas”, na zona da Levada. O projeto e a inauguração da infraestrutura ficaram a cargo da empresa Cardoso d’Argent.
Em 1910 a empresa Mendes Godinho adquiriu a central e a concessão da energia elétrica até meados do séc. XX.
Dizem os historiadores que Tomar foi a terceira cidade do país a dispor de iluminação pública elétrica, depois de Elvas e Vila Real.
O edifício histórico da “fábrica da luz” está classificado como Património de Interesse Público. O espaço foi reabilitado e desde 2020 funciona como Núcleo Museológico da Central Elétrica de Tomar, integrado no Complexo Cultural da Levada.
Ali pode-se explorar a história da eletrificação da cidade e observar equipamentos originais que mostram três formas diferentes de produção de energia: hidráulica, a vapor e a diesel.

