Rendas continuam a subir no distrito de Santarém. Santarém, Tomar e Entroncamento lideram os valores por metro quadrado
O mercado de arrendamento habitacional continua a registar uma trajetória de crescimento na região. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao 1.º trimestre de 2026, mostram um aumento generalizado do valor mediano das rendas dos novos contratos face ao mesmo período de 2025, confirmando a pressão crescente sobre o mercado de habitação.
Entre os concelhos analisados, Santarém mantém-se como o mais caro para arrendar, com uma renda mediana de 7,27 euros por metro quadrado, acima dos 6,86 €/m² registados no primeiro trimestre de 2025, o que representa uma subida de cerca de 6%.
Logo atrás surge Tomar, onde o valor aumentou de 6,04 para 7,15 €/m², registando um dos maiores crescimentos da região (+18,4%). Também o Entroncamento continua entre os mercados mais valorizados, passando de 6,83 para 7,10 €/m², um acréscimo de cerca de 4%.
Ourém reforçou igualmente a tendência de subida, com a renda mediana a crescer de 5,98 para 6,85 €/m² (+14,5%), enquanto Torres Novas evoluiu de 6,00 para 6,65 €/m², refletindo uma valorização próxima dos 11%.
Nos restantes concelhos da região, as rendas também aumentaram, embora de forma mais moderada. Abrantes passou de 5,15 para 5,82 €/m² (+13%), Ferreira do Zêzere de 4,54 para 5,48 €/m² (+20,7%), Alcanena de 4,53 para 4,83 €/m² (+6,6%), Golegã de 4,45 para 4,87 €/m² (+9,4%) e Chamusca de 3,72 para 4,25 €/m² (+14,2%).
Em Constância, os dados disponíveis indicam um aumento de 4,44 para 5,60 €/m², embora não existam valores para alguns trimestres intermédios, enquanto Vila Nova da Barquinha apresenta um valor de 5,41 €/m², igual ao observado no primeiro trimestre de 2025.
Os concelhos de Mação e Sardoal não dispõem de informação suficiente para comparação, devido à reduzida dimensão da amostra de novos contratos.
No conjunto da região, os números confirmam uma valorização do mercado de arrendamento, em linha com a tendência nacional, onde a renda mediana dos novos contratos atingiu 9,46 €/m², mais 9,1% do que um ano antes.

Fonte: INE

