Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, apresentado esta semana, a criminalidade registada no distrito de Santarém em 2025 aumentou 3% em relação ao ano anterior.
Em 2024 no distrito foram registados pelas autoridades 14.005 crimes, número que subiu para 14.430 no ano seguinte.
Este aumento também se fez sentir em Tomar que passou de 1143 participações registadas em 2024 para 1221 em 2025.
No top dos concelhos com maior índice de criminalidade estão, por ordem, Santarém, Benavente, Ourém e Tomar seguido de Torres Novas, Abrantes e Entroncamento.
Apesar de tudo e comparativamente, em 2024 Tomar era o terceiro concelho com mais criminalidade e no ano seguinte baixou para o 4º lugar (1º Santarém, 2º Ourém, 3º Benavente e 4º Tomar).
Em Tomar aumentou a criminalidade geral, mas baixou a criminalidade violenta, o mesmo acontecendo a nível distrital.
O RASI salienta que o distrito de Santarém está entre os cinco que apresentaram maior incidência de participações criminais quanto a fogo posto, havendo um aumento do número de incêndios de origem criminosa.
Também as burlas informáticas, onde se enquadra o “Olá mãe, olá pai”, aumentaram 25,8% no distrito onde se registaram 507 casos em 2025.
Na mesma área territorial, o crime de extorsão sexual registou um aumento de 31% (38 casos).
Dentro da criminalidade violenta, um dos crimes mais participados é o de rapto, sequestro e tomada de reféns que aumentou 50% no distrito (24 casos).
Maior aumento (52,1%) teve o crime de resistência e coação sobre funcionário com um total de 73 casos.
Nas estradas do distrito, a condução de veículo com uma taxa de álcool superior a 1.2g/l TAS aumentou 16,9% (990 casos).
Houve um ligeiro decréscimo dos casos de violência doméstica contra cônjuges ou análogos (-4,2%), mesmo assim foram registados 858 casos, um número preocupante e que nos faz refletir.
Outro tipo de crime que baixou no distrito foi o de roubo na via publica (60 casos em 2025).
De resto, aqui ficam algumas tabelas e gráficos que retratam a criminalidade na região segundo o relatório oficial.
(Fonte: RASI)
Comparação dos dados de 2024 e 2025. (Fonte: RASI)
A realidade dos números da criminalidade a nível nacional:
Teve lugar no dia 31 de março o Conselho Superior de Segurança Interna, no qual foi apresentado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025.
A criminalidade violenta e grave participada diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1%. Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras.
Ao longo da última década, Portugal continua a não registar oscilações muito expressivas, tendência que o RASI de 2025 confirma.
Em 2025, o país permanece globalmente seguro, pese embora com indicadores que exigem atenção.
Destacam-se os principais indicadores:
Criminalidade geral
- Aumento de 3,1%, resultante, em parte, de uma maior proatividade ao nível da deteção e prevenção de comportamentos ilícitos
- Crimes contra o património: 50,5% do total da criminalidade
- Crimes contra as pessoas: 25% do total da criminalidade
- Furto mantém-se como o crime mais participado
Maior descida: abuso de garantia ou de crédito (-17,8%)
Aumentos em:
- Condução com álcool = 1,2 g/l
- Condução sem habilitação legal
- Burlas na aquisição/aluguer de bens móveis
Criminalidade violenta e grave
- Diminuição de 1,6% (˜ 4% do total da criminalidade participada)
- Roubo representa 61,6% da totalidade da criminalidade violenta
- Descidas em algumas tipologias de roubo
- Aumento do crime de resistência e coação sobre funcionário
Outros indicadores
- Violação: valor mais elevado da última década
- Violência doméstica: diminui pelo terceiro ano consecutivo
- -1,9% (29.644 participações)
- 69% das vítimas são mulheres
- Maior incidência: Lisboa, Porto e Setúbal
Tráfico de estupefacientes
- Aumento de participações, detenções e apreensões
- Crescimento das quantidades apreendidas (+102,6% no caso do haxixe)
- Exceção: heroína (-33,7%)
Auxílio à imigração ilegal
- Aumento de participações, arguidos constituídos e detenções (+225%)
Criminalidade económico-financeira
Aumento do número de inquéritos iniciados, arguidos constituídos e detenções (+154%)
Delinquência juvenil e criminalidade grupal
Registo, pela primeira vez desde a pandemia, de ligeiras descidas
Distribuição geográfica
Criminalidade geral:
- Maior descida: Açores
- Maiores subidas: Coimbra (+11%), Leiria (+10,7%), Bragança (+9,2%)
Criminalidade violenta e grave:
- Aumento na maioria dos distritos
- Destaque: Vila Real e Beja
- Maior descida: Portalegre (-26%)
O relatório completo pode ser consultado aqui








