A Tejo Ambiente enviou uma carta a todos os empresários e comerciantes a informar que, a partir de 1 de janeiro de 2026, a taxa de resíduos deixa de estar associada ao consumo de água, passando a ser aplicada uma tarifa fixa que pode ascender a três centenas de euros.
Para clientes não domésticos com consumo médio mensal de água entre os 18 e os 115 metros cúbicos, é cobrada uma tarifa mensal de 121,17 euros + IVA, correspondente à disponibilização de um contentor de 800 litros com duas recolhas semanais.
O grito de revolta dos pequenos e médios empresários já começou.
Por exemplo, o proprietário do restaurante Adhoc, situado na rua Voluntários da República em Tomar, partilhou no Facebook a carta da Tejo Ambiente, criticando as consequências deste aumento.
“Será que o nosso lema é só pagar? Onde vamos parar? Como continuar a combater estes abusos? Os comerciantes não têm de ser ouvidos? Onde querem pôr o comércio? Será que não é hora de fazer ouvir a nossa opinião, a opinião de quem diariamente luta para manter a cidade um pouco mais digna!”, lê-se na publicação.
No Sardoal, o assunto também foi abordado na reunião de câmara através do vereador Miguel Alves (PS) que criticou o novo tarifário da Tejo Ambiente para a recolha de resíduos urbanos, alertando para um impacto “injusto” nos pequenos e médios comerciantes do concelho
O autarca apresentou um exemplo concreto de dois estabelecimentos comerciais do concelho que utilizam um contentor colocado na via pública, partilhado com cerca de 10 habitações, sem qualquer exclusividade ou controlo. Apesar disso, cada estabelecimento será chamado a pagar o valor integral da tarifa, que pode chegar aos 300 euros, segundo o eleito citado pel’O Mirante.
A aplicação deste novo tarifário da Tejo Ambiente para a recolha de resíduos urbanos promete gerar muitos protestos numa altura em que setores como o da restauração atravessam sérias dificuldades.

Nova tarifário da Tejo Ambiente: maior aumento é na “taxa do lixo”

