A Feira de Santa Iria, que decorreu em Tomar de 17 a 26 de outubro, registou um saldo negativo de 361 mil euros, segundo o relatório de contas apresentado na reunião de câmara desta segunda feira, dia 12.
Em ano de eleições autárquicas, a câmara socialista decidiu em 2025 investir na contratação de artistas mais caros para a animação da feira e o resultado foi um prejuízo de quase o triplo do que foi registado na feira de 2024. Nesse ano, o evento deu quase 125 mil euros de prejuízo.
Segundo os números apresentados esta semana pelo vereador dos mercados e feiras, Samuel Fontes (Chega) o valor total das despesas de 2025 rondou os 453 mil euros enquanto as receitas se ficaram pelos 91 mil euros.
Do total das despesas cerca de 62 por cento teve a ver com a animação da feira, revelou o autarca.
Em jeito de conclusão, o presidente da câmara, Tiago Carrão (PSD), considerou importante o evento, mas propôs “uma reflexão sobre os modelos quer de despesa quer de receita. Importa que a Feira de Santa Iria, sem perder a sua capacidade cultural, de dinamismo e de atração de pessoas, possa também trazer uma maior sustentabilidade financeira”.
Como tem acontecido em anos anteriores, a produção de espetáculos dos concertos que se realizaram no palco da Várzea Grande. foi entregue pela câmara à empresa Andamento Vivo Produções Unipessoal Lda por 215 176,2 euros (174.940 euros + IVA).
A este valor acresceu a contratação do grupo Némanus por 22.140 euros e os Quinta do Bill por 19.065 euros, entre outros grupos e artistas.
Feitas as contas, a animação da feira de 2025, só com os espetáculos na Várzea Grande e no Convento de S. Francisco, custou mais de 300 mil euros, mais do dobro do ano anterior.


8 comentários
A nove meses do próximo evento é agora a altura certa para rever os moldes a conceção e programação para o futuro deste programa do calendário anual patrocinado pela autarquia .
Vamos vêr a proxima feira deste ano
Talvêz o santo carrão faça um milagre.
Pobre gente ainda não perceberam que a politica é uma aberração.
A Vereadora Filipa, nos seus devaneios passados, é que afirmou que havia excedente.
Para o povo pagar, à boa maneira socialista, é claro.
A cultura, tradição e animação não têm preço.
A feira de Santa Iria, é património dos Tomarenses e não só.
A verba atribuída à cultura, deve ser gasta pelas câmaras em eventos de relevo, essencialmente destinada a maiorias e não para amigos ou minorias.
Acabem com feiras, festas e romarias.
Acabem com a Feira de Santa Iria, Festa Templária, Festa dos Tabuleiros, passagem de ano etc.
Os Tomarenses não têm direito a usufruir de eventos culturais e divertimentos, saí caro.
Chorar o dinheiro gasto com o povo é próprio de personagens com complexos de superioridade.
As élites que esperam o retorno dos seus investimentos, exigem que a cultura e divertimento para o comum Tomarense, terminem.
Têm outros objetivos pessoais.
esta feira e a festa de tabuleiros a pensar assim pague o sr. do seu bolso…comunas vivem bem é a custa dos outros…viva Salazar
Publicação da grande dra engenheira Filipa Fernandes no dia 26/10/2025:
“A gestão e o modelo foram alvo de críticas, sobretudo da oposição, que considerou o investimento na programação um gasto excessivo e um prejuízo, afirmando que não se reviam neste formato.
Sempre defendi o contrário: que esta Feira, neste novo modelo, trazia novas oportunidades de crescimento e que a aposta nos concertos e na diversidade cultural era um investimento na Feira, na cidade e nas pessoas. Agora terão oportunidade de colocar em prática a sua visão e mostrar o caminho que entendem ser o melhor. Aguardarei pela mudança!
A vida é para quem ousa, arrisca e acredita.
E nós findamos esta etapa profundamente felizes pelos resultados alcançados, pela energia vivida e pela forma como Tomar também abraçou esta nova vivência da Feira de Santa Iria.
Obrigada a todos.
Em especial aqueles que nos ajudaram nesta árdua caminhada.”
Enfim, nem é preciso comentar, os próprios dizem tudo.
Kept the receipts
Talvez comecem a fazer como em Ourém onde cobram entrada aos visitantes, mas podem fazer sem qualquer dia gratuito, para garantir o máximo de rendimento, e assim diminuir o prejuízo.
Podem cobrar sei lá: 10 €/ dia.
Para quem comprasse um bilhete, antecipadamente, para a totalidade dos dias podiam então oferecer 1 dia, já que se a festa durar por exemplo 10 dias significaria ainda assim 90 € mesmo com o dia de oferta.