Pescadores amadores e profissionais têm capturado cada vez mais siluros no rio Tejo. É o predador mais comprido deste rio que se alimenta de muitas das espécies nativas.
Helder Silva é um pescador de Tomar que, nos seus barcos pelo rio acima, continua a capturar exemplares cada vez maiores e em mais quantidade.
Só no dia 29 de dezembro, com dois jovens que nunca tinham pescado, conseguiu retirar do rio oito exemplares (na foto 3).
Nos primeiros dias deste ano pescou um exemplar com 1,50 de comprimento e 27 kg (fotos 1 e 2).
Helder está disponível a receber pessoas interessadas na pesca e também comercializa siluros a 2,5 euros o quilo.
Através do projeto Life Predator, com o apoio de pescadores profissionais e recreativos, já foram capturados mais de 450 siluros no rio Tejo.
É uma espécie invasora e predadora que constitui uma ameaça de muitas espécies ibéricas que têm vindo a declinar nos rios.
Segundo um levantamento feito no final do ano passado através daquele projeto, foram identificados os locais com mais espécies nativas do Tejo principal:
1- Porto Muge – 15 espécies nativas (e 9 invasoras)
2- Almourol – 14 espécies nativas (e 9 invasoras)
3- Porto da Courela – 13 espécies nativas (e 8 invasoras)
4- Santarém – 13 espécies nativas (e 8 invasoras)
5- Constância – 13 espécies nativas (e 10 invasoras)
A boa notícia é que a partir de Constância até Valada as nativas continuam a ganhar às invasoras em termos de espécies e de número de ocorrências.
A má notícia é que não ganham por muito e acima de Constância, infelizmente, as invasoras já ganham em Abrantes, em Alvega e em Belver.



