Pelas contas do PCP, no concelho de Tomar foram 16 as escolas que encerraram nesta quinta feira, dia 11, dia de greve nacional contra o novo pacote laboral.
Mas nem tudo correu bem, como denunciou uma encarregada de educação que tem um filho a estudar na escola Santa Iria.
Aqui fica o testemunho de Susana Margarida:
“O fecho repentino da Escola Santa Iria deixou uma marca profunda na comunidade escolar, as crianças foram literalmente colocadas na rua, sem qualquer aviso prévio aos pais ou encarregados de educação. Para mim, o choque não foi pela decisão em si, mas pela forma abrupta e desprotegida como todo o processo ocorreu.
A situação tornou-se ainda mais grave para os alunos do segundo ciclo, que estão proibidos de utilizar telemóveis dentro da escola. Muitos deles, cumprindo as regras estabelecidas, não tinham qualquer forma de contactar os pais ou pedir ajuda. Para agravar, também não havia transportes preparados para os levar em segurança para casa ou para outro local.
Da minha perspetiva, o que se verificou foi um abandono por parte da coordenação — não numa perspetiva de desumanidade intencional, mas num falhanço profundo do dever de proteção que a escola tem perante as crianças que lhe são confiadas. Afinal, o mínimo que se espera de qualquer instituição educativa é que garanta a segurança, o bem-estar e a dignidade dos seus alunos, independentemente das circunstâncias.
Proteger crianças não é opcional, é uma responsabilidade absoluta. E o que aconteceu hoje foi tudo menos proteção. Foi desorganização, falta de comunicação e, acima de tudo, uma quebra de confiança que dificilmente será esquecida por quem a viveu.”

