O jovem de 27 anos que atropelou a sua irmã para a tentar matar no dia 31 de janeiro de 2024 na alameda Um de Março em Tomar foi condenado a seis anos de prisão.
O indivíduo só foi detido pela Polícia Judiciária cerca de três meses depois do crime por estar “fortemente indiciado pelos crimes de homicídio na forma tentada e condução perigosa”.
Testemunhas do atropelamento garantem que o condutor do Fiat Punto estava a perseguir a irmã e subiu o passeio para tentar colhe-la, versão confirmada pelo tribunal.
O carro percorreu cerca de 20 metros no passeio e acabou por embater num dos pilares da Alameda, em frente ao banco Santander, num cenário de grande aparato que juntou dezenas de populares.
A mulher atropelada ficou ferida, sem gravidade, e foi transportada para o hospital de Abrantes.
Dentro do carro estavam também a mulher do arguido e os filhos que ficaram em estado de choque com o sucedido.
No primeiro julgamento no tribunal de Santarém, o homem foi condenado por várias crimes, mas foi absolvido do crime de homicídio qualificado, na forma tentada, mas essa decisão foi alterada no tribunal da Relação.
No recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, os juízes conselheiros condenaram-nos pelo crime de homicídio qualificado tentado, revogando a condenação apenas pelo crime de ofensa à integridade física qualificada.
Foi mantida a pena de seis anos de prisão tendo em conta também os antecedentes criminais do arguido por crimes de resistência e coação, ofensa à integridade física simples e qualificada e coação sexual por abuso sexual de crianças.
O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça pode ser lido aqui
Este caso foi analisado no programa “Em cima da Hora” da TVI, nesta quinta feira, dia 27. O apontamento pode ser visto aos 24 minutos e 37 segundos.

