Helder Silva, pescador da Charneca da Peralva, no concelho de Tomar, capturou um peixe Siluro no rio Tejo com 1.80m de comprimento e cerca de 45 quilos.
O exemplar foi pescado no dia 24, perto da barragem de Belver, na praia fluvial de Ortiga, concelho de Mação.
Paixão pela pesca e capturas invulgares
Já não é a primeira vez que Helder Silva pesca Siluros, uma espécie predadora e invasora, originária dos grandes rios da Europa Central. “Já apanhei muitos com 30Kg e 1,60m”, relata.
Só naquele dia apanhou seis siluros e depois disso já capturou mais alguns apesar de serem um pouco mais pequenos. Também tem pescado Fataças e Lúcios.
Helder tem a paixão da pesca já há alguns anos e passa dias seguidos nos seus barcos no rio Tejo, acampando nas margens. Considera não ter lógica a lei que obriga a abater todos os exemplares desta espécie invasora que capturar.
O siluro: gigante e invasor
O Silurus glanis, conhecido como Siluro, é originário dos grandes rios da Europa Central e é considerado o maior peixe de água doce da região, podendo alcançar até três metros e 150 quilos.
Apesar da imponência que desperta curiosidade, este peixe é uma espécie invasora em Portugal. O seu carácter predador está a afetar gravemente a fauna nativa dos rios nacionais, incluindo o Tejo, o Zêzere e o Guadiana. Este facto preocupa pescadores e ambientalistas, que alertam para o impacto no equilíbrio ecológico.
Um vídeo que está a dar que falar
O vídeo da captura rapidamente despertou interesse, não só entre a comunidade local, mas também entre quem acompanha a pesca desportiva. Histórias como esta reforçam o debate sobre os desafios que o rio Tejo enfrenta com a presença crescente de espécies invasoras.
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8 comentários
Parabéns ao pescador. Aproveito a oportunidade para lhe pedir que “pesque” um candidato credível para a câmara de Tomar…!!!
Sendo um peixe exótico, invasor e um predador terrível da fauna ictiológica nativa, depois de capturado qualquer indivíduo desta espécie deve ser pura e simplesmente eliminado, nunca mais voltar ao rio, ao estado selvagem.
É uma questão de controlar a espécie, pior que o siluro só a espécie humana.
Tb não consigo perceber como o pescador não percebeu que não existe predador para este peixe, colocando em risco as nossas espécies. Aliás até percebo, quem não se preocupa com o ambiente e com as espécies autóctones em Portugal coloca o prazer acima das consequências e revela uma profunda ignorância. Entendo que a maioria dos portugueses possa não perceber o que está em jogo, mas a um pescador é inacreditável e imperdoável.!!!!
Estou de acordo em estudar este peixe .
Se nao faz mal à saude e dá para comer,é a melhor maneira de controlar a espécie.
Acho eu sem querer ofender os peritos
Voces falam mas se apanha-sem 1 peixe maior que vocês, já com 1 certa idade, eu queria ver vocês a mata-lo , vocês nao percebem , que é 1 questão de respeito!!! O siluro é bom mas nem toda a gente o sabe cozinhar!!!! Nós quando vamos para outros países tambem somos espécies invasoras!!!!! E não é por isso que temos que morrer!!! Por isso respeitem!!! O achega é 1 especie invasora , o lagostim tambem etc………quem quiser matar não será julgado. Mas não julguem quem nao quer matar!!!!!
Vocês, na vossa inteligência infinita, não acham que se “introduzirem o peixe à nossa gastronomia” vai criar uma necessidade previamente inexistente para a criação destes peixes? É à vossa sabedoria estúpida que se chama de VELHICE. Calem-se, burros!
Este peixe é carnívoro e também é canibal. Se não for erradicado, acaba com a fauna aquícula das águas onde habita e depois, os siluros que sobreviverem, acabam a comerem-se uns aos outros até transformarem essas águas num deserto. Como pescador lúdico e desportivo também me custa muito não devolver os peixes à água. Mas estamos num novo paradigma…tem mesmo de ser feito, por muito que isso nos custe