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A última edição da revista Visão publica uma reportagem sobre os produtores nacionais de insetos para alimentação. Há quem diga que o futuro da nossa comida tem de passar pelos insetos por mais que custe “engolir” esta realidade.
Nessa reportagem, surge o depoimento de Francisco Marques, 27 anos, que tem família em Tomar. Há poucos anos criou a empresa BugLife “um projeto ambicioso e inovador que vem centrar-se no conceito eficiente de produção e comercialização de insetos vivos, secos e processados, para a alimentação animal e humana”.
Em Tomar não existe qualquer incubadora de empresas, por isso, Francisco vai apostar em Penela como sede da empresa. Mas enquanto isso, é numa casa abandonada que era da família, algures no concelho de Tomar, que cria 15 mil grilos.
Transcrevemos aqui a referência:
“Francisco Marques, 27 anos, prefere apostar nos grilos Acheta Domesticus na sua startup Buglife, porque esses insetos têm uma enorme capacidade de conversão em proteína, alto teor de ferro e ómega. A sede há-de vir a ser em Penela, numa incubadora, mas entretanto vai “safando à coisa” numa casa de família, abandonada, em Tomar. Na sala, escurecida e de acústica isolada, ouvimos o cantar dos cerca de 15 mil grilos que ali estão. Mudam de caixa de cartão, consoante crescem, durante perto de três meses. “A sua morte, no congelador, é indolor, pois há que respeitar o bem estar animal” realça. Também já tem vários restaurantes interessados em servir esta iguaria como um snack inovador e que seja apetecível para câmaras dos smartphones. “São ótimos, não têm sabor, apenas o crunchy”. No entanto, Francisco não se fica pelo inseto desidratado: já experimentou, por tentativa e erro, fazer pão, massa e barrinhas de cereais. “Queremos ser fornecedores de proteína premium”.”