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Vacina contra a Covid-19 não impediu que Tita fosse contagiado (c/ áudio)

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Este é o exemplo raro de alguém que foi vacinado contra a Covid-19 mas que, mesmo assim, foi infetado.

O antigo bombeiro Vitor Domingos, figura conhecida em Tomar por Tita, acaba de viver uma experiência dolorosa da qual não estava à espera. Há cerca de dois meses recebeu a vacina da Janssen (dose única) e nunca pensou que fosse apanhado pelo vírus e que o levasse a ficar de cama quase duas semanas.

Aos 72 anos e com uma vida saudável e sempre ativa, cuidadoso no cumprimento das regras sanitárias, foi surpreendido quando, na noite de 16 de julho, começou a ter sintomas da doença.

Nesse fim de semana estava a trabalhar no apoio à organização dos espetáculos de animação no parque do Mouchão, tarefa para a qual foi contratado durante todo o programa. Começou a sentir frio, calor, dores nas costas e vómitos, mas conseguiu terminar o seu serviço.

Foi para casa mas as dores apertavam cada vez com maior intensidade, a que se juntava alguma tosse e febre alta. Passou a noite em branco e na manhã seguinte o seu filho levou-o para o hospital onde se confirmou a infeção.

Foi medicado e mandado para casa onde permaneceu 12 dias isolado e a melhorar progressivamente, com os primeiros dias a contorcer-se de dores que se espalhavam pelo corpo todo.

Apesar de tudo, não perdeu o paladar nem o olfato. Tita acredita que o facto de ter sido vacinado contribuiu para que os sintomas não fossem mais graves. Seja como for, agora que já pode sair de casa, diz notar que não tem “o mesmo andamento” que tinha antes.

Não sabe determinar como é que foi contagiado. Do grupo de pessoas com quem trabalha, apenas sabe que o funcionário encarregue da desinfeção das cadeiras no Mouchão também foi apanhado pelo vírus e teve de ficar de quarentena.

Supõe-se que tenha sido Tita que infetou dois familiares, sem sintomas relevantes.

Segundo os especialistas, existem 5 por cento de hipóteses de uma pessoa que já tenha sido totalmente imunizada, ser infetada, como foi o caso de Tita que fica com mais uma história para contar aos seus netos.

 

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. Raro? São milhares de pessoas vacinadas infectadas com o vírus, milhares com efeitos secundários graves em Portugal, milhares de pessoas a morrer depois de levar a vacina pelo mundo todo.
    O que é curioso é como um meio de informação não têm acesso à informação

  2. Luís Soares, por favor não confunda “efeitos secundários graves” com “reação normal do corpo a uma vacina”.

    Efeitos secundários graves são aqueles que podem levar uma pessoa ao hospital, e regra geral resultam de reações alérgicas, que podem ocorrer com qualquer medicamento. Há dores de cabeça ou no corpo e um ou dois dias de febre são respostas normais do corpo a uma infeção, que é exatamente o que uma vacina simula. Os segundos são comuns, os primeiros são raríssimos.

    E nenhuma vacina, seja para que doença for, oferece 100% de imunidade contra a doença. Mas TODAS as vacinas garantem proteção em relação a formas graves da doença, e no caso das vacinas contra o Covid, essa proteção ronda os 100%.

    Muito provavelmente o Sr. Domingos deve a sua vida à vacina, pois se mesmo com vacina teve alguns sintomas mais graves, sem a vacina estaria, na melhor das hipóteses, em coma e entubado numa ECMO, e na pior, sete palmos abaixo de terra.

    Os factos mostram que as hospitalizações diminuíram drasticamente desde o início da vacinação e as mortes igualmente.

    Já em junho a DGS revelava que a taxa de infeção entre os vacinados é menor do que 0,07%. Destes, só 3% foram hospitalizados (portanto, 0,0021% dos infetados) e entre os hospitalizados, 22% vieram a falecer (ou seja, 0,000005% dos infetados). E entre os falecidos, todos sofriam de outras doenças, todos tinham mais de 70 anos e mais de 90% tinham mais de 80 anos.

    A taxa de LETALIDADE em Portugal, que chegou a ser superior a 3% antes da vacinação começar, está neste momento em 1,8%. E se pegarmos apenas na última semana, a taxa de letalidade foi de 0,4%!

    Os meus dados vêm da DGS e da Organização Mundial de Saúde. E os seus Sr. Soares, de onde vêm esses “milhares de pessoas a morrer depois de levar a vacina”? Já agora, quanto é que são esses “milhares” que cita? Mil, 10 mil? 900 mil?

    Se não quer usufruir da proteção da vacina, esteja à sua vontade – é um direito de qualquer pessoa recusar tratamento que lhe possa salvar a vida. Mas por favor não tente iludir as pessoas com “diz que disse”, “acho que é assim” e “vi numa publicação do facebook”.

  3. Não é por falta de conhecimento , pois é sabido e confirmado que a vacina não impede o contágio com Covid, o que faz na esmagadora maioria dos casos é evitar a evolução para doença grave e mortal, mas nem sempre.
    Em especial em pessoas já com mais de 70 anos , como foi o caso.
    Ter uma Câmara que ao invés de proteger os munícipes, promove palhaçadas PAGAS por todos nós e ainda incentiva os ajuntamentos para ” ajudar” os artistas!!
    Tomar no caminho certo!!! Lembrem-se vocês é que votaram nestas e nestes imbecis!!!

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