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Três vertentes de uma opção controversa

Opinião de António Rebelo

É do domínio público que a maioria PS, liderada por Anabela Freitas, foi eleita e reeleita sem qualquer programa digno desse nome. Seria por conseguinte normal que fosse partilhando com os eleitores, caso a caso, as suas ideias para o futuro de Tomar. Infelizmente não optou por esse caminho. Pelo contrário. Num recente programa da rádio financiada pela autarquia, que pode ouvir aqui, Hugo Cristóvão anunciou a intenção de  erguer junto ao Convento de S. Francisco um edifício destinado a reunir os serviços administrativos da autarquia.

Segundo informações colhidas, foi a primeira vez que os tomarenses em geral ouviram falar de tal coisa. O que não impediu o vereador Delgado, do PSD, parceiro do programa radiofónico, de imediatamente apoiar a ideia “para melhorar as condições de trabalho dos funcionários”. Nem mais nem menos.

Cada vez se percebe melhor o que levou os eleitores a preferirem o PS ao PSD. Entre o original e a cópia, preferiram o original, o que se compreende.

Esta desde já polémica opção camarária, mais uma, tem pelo menos três vertentes que convém discutir, para tentar perceber melhor e depois tomar posição sobre a cruzinha no papel, em Outubro próximo.

A primeira questão que se coloca parece ser a do processo de lançamento do investimento. A segunda é a sua pertinência e prioridade. A terceira, finalmente, é relembrar o que está para trás, dado que Cristóvão falou em “pagar uma renda ao ministério”, de um terreno que pode muito bem já ter sido doado à câmara, nos idos de oitenta do século passado.

É sobre tudo isto que tenciono escrever nas próximas tribunas. Por ora fico por aqui, para não cansar demasiado o leitor.

                                                   António Rebelo

Escrita por António Rebelo

Comentários

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  1. Arre isto é só vergonhoso mas será que não há mais nenhum terreno para erguer tal edifício e ainda para mais já está o projeto concluído da Várzea Grande mas será que isso não deveria ter sido pensado antes até para não ficar tão caro a obra da Várzea Grande.
    Enfim não há palavras para tal desgoverno a não ser favorecer o ministério da defesa de um terreno que até já é um jardim que teve um projeto e que está em fase de conclusão??? Aqui há gatoooo…
    Agora digo o PDM de um terreno que tinha metade como estando dentro do perímetro urbano agora está todo definido segundo o novo PDM para pôr couves…🤬
    Será que a presidente me vai lá deixar fazer uma casa 🏡 também ou terei de lá por uma rulote.
    Cada vez estou mais desapontado com o caminho inviesado que Tomar está a levar.
    😭

  2. Em consequência agora ainda vão chegar a conclusão que o projeto não foi bem pensado por falta de um parque de estacionamento incluído no projeto e ainda vão arrancar a Várzea Grande de novo 😜

    • Ainda não é bem o caso.
      Mas a srª presidente já resolveu “desincluir” a prevista remodelação dos sanitários junto aos Serviços municipais de higiene e limpeza”. Segundo a Rádio Hertz, estavam previstas apenas obras superficiais e a câmara prefere obras de fundo. Agora só falta saber duas coisas: Quando começam e quando estarão acabadas as ditas obras de fundo.
      Entretanto os cidadãos que se aliviem onde puderem.

  3. A Câmara, subjugada pelos socialistas, não existe enquanto polo de racionalidade. A atuação do vereador Cristóvão ilustra isso mesmo. Constrói aqui e constrói acolá, porque acorda para aí virado. Se lhe desse para recuperar o edifício camarário onde esteve a PSP, também servia.
    A Presidente, ocupada com os cargos que é-lhe caíram no regaço, aqui e ali, pensa no melhor veículo para fugir de Tomar, e deixa o futuro presidente, Cristovao, que lhe vai suceder, sonhar e dizer o que se lembra e lhe parece boa ideia.
    Enquanto houver dinheiro dos nossos impostos para fazer obras, façamos companheiros, que é fácil.
    O PSD, representado na Câmara por um franco atirador que não conhece a disciplina partidária e faz e diz o que lhe dá na real gana, não existe. Na gana, e na necessidade de assegurar suportes para a atividade que exerce, e que terá que exercer no futuro.
    E sobramos nós, os chamados cidadãos eleitores. Pagantes, alegres e rindo.

  4. Em Tomar, a cada dia, mês e ano que passa nota-se uma crescente falta de siso na classe política.

    Quem gere os destinos da autarquia fa-lo como se estivesse por conta própria ao invés da causa pública, quem está na oposição finge-se de morto, e, o cidadão Tomarense parece que também perdeu massa crítica.

    A comunicação social (alguma) está ao serviço de uma autarquia que a subsidiou.

    Portanto é razoável concluir que Tomar é uma ilha onde casa vez menos querem viver.

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