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Tomar perdeu mais de 10 por cento da população em 10 anos

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Corredoura- 20-03-2020, 11h43

Parece imparável a sangria demográfica no concelho de Tomar e restantes concelhos do distrito de Santarém.

Segundo os dados preliminares do Censos revelados esta semana, na última década, Tomar registou a perda de 4.233 residentes, com uma diminuição de 40.677 para 36.444 (-10,4 por cento);

E só não perdeu mais graças aos imigrantes que continuam a chegar a Tomar, sejam brasileiros, britânicos ou africanos, origens com maior preponderância.

Quanto às freguesias, as que registaram maior quebra populacional no concelho de Tomar foram as de Asseiceira e Além da Ribeira/Pedreira.

De acordo com as estatísticas oficiais, entre 2011 e 2021 o distrito perdeu 28.215 pessoas, passando de uma população de 453.646 habitantes para 425.431 (-6,2 por cento). Em 2001, os 21 concelhos do distrito tinham uma população global de 454 527 habitantes.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que, dos 21 municípios do distrito de Santarém, apenas Benavente registou uma subida da população residente, passando de 29.019 para 29.747 habitantes entre 2011 e 2021, o que corresponde a mais 728 residentes e a uma variação de 2,5 por cento.

Os restantes 20 concelhos do distrito de Santarém registaram perda de população residente na última década, com o maior decréscimo a verificar-se na Chamusca, em que o número de habitantes caiu de 10.120, em 2011, para 8.536, em 2021, ou seja, menos 1.584 residentes e uma variação de -15,7 por cento, segundo os mesmos dados.

O concelho de Santarém perdeu 2.982 residentes na última década, passando de 61.752 para 58.770 habitantes entre 2011 e 2021, com uma variação de -4,8 por cento, mas continua a ser o mais populoso do distrito.

O município com menos população residente no distrito de Santarém também continua a ser o Sardoal, que passou de 3.939 para 3.526 habitantes na última década (-10,5 por cento).

Além da Chamusca, entre os municípios com maior decréscimo populacional destacam-se Coruche, que passou de 19.944 para 17.375 habitantes entre 2011 e 2021, o que representa menos 2.569 residentes e uma variação de -12,9 por cento; Abrantes, em que o número de habitantes caiu de 39.325 para 34.351 (-12,6 por cento); e Mação, que registou uma descida de 7.338 para 6.417 (-12,6 por cento).

De acordo com os dados do INE, na última década, Tomar registou a perda de 4.233 residentes, com uma diminuição de 40.677 para 36.444 (-10,4 por cento); Alcanena teve uma descida de 13.868 para 12.478 residentes (-10,0 por cento); Ferreira do Zêzere perdeu 816 habitantes, com um decréscimo de 8.619 para 7.803 (-9,5 por cento); e Alpiarça que verificou uma quebra de 7.702 para 6.986 residentes (-9,3 por cento).

Com uma variação da população residente superior a -5 por cento, entre 2011 e 2021, estão ainda Golegã (-8,7 por cento), Torres Novas (-7,0 por cento), Constância (-6,3 por cento), Almeirim (5,7 por cento) e Cartaxo (-5,1 por cento).

Com decréscimo inferiores, Vila Nova da Barquinha (-3,9 por cento), Ourém (-3,0 por cento), Salvaterra de Magos (-2,4 por cento), Rio Maior (-0,8 por cento) e Entroncamento (-0,3 por cento), revelam os resultados preliminares dos Censos 2021.

Segundo os Censos, Portugal tem hoje 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011, dos quais 4.917.794 homens (48%) e 5.430.098 mulheres (52%).

A fase de recolha dos Censos 2021 decorreu entre 05 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril.

 

Mais dados aqui

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Escrita por Redação

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Comentários

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  1. A redução de residentes, em %, é muito maior em Tomar que no distrito e, dentro do distrito, é um concelho com um dos valores mais altos. A razão só pode ser porque morrem os mais velhos (reformados do tempo em que Tomar era uma cidade próspera e atrativa e por cá ficaram) e porque agora os mais novos só encontram trabalho, quando o há, na distribuição e hotelaria. O que tem que ser tem muita força, por mais que PS e PSD tenham andado nos últimos 30 anos a vender como boas as suas opções de política económica para a cidade.

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