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“Têm tudo e mais alguma coisa e ainda assaltam”

O assalto às instalações da Cáritas de Tomar foi tema de debate na reunião de câmara do dia 11.

Na madrugada do dia 8 foram assaltadas as instalações da associação Thomar Honoris e da Cáritas que se situam no mesmo pavilhão, no recinto da rodoviária.

Levaram 2.680 latas de atum, mas foram recuperadas 784 que estavam nas traseiras do armazém “provavelmente porque os assaltantes tiveram que fugir”, relata Célia Bonet, presidente da Cáritas. Ou seja, no total a organização humanitária ficou sem 1896 latas de atum, 151 garrafas de azeite e 120 embalagens de creme vegetal de barrar num prejuízo superior a 2.500 euros.

Do lado da Thomar Honoris, associação que já tinha sido assaltada no dia 26 de março, desta vez levaram duas armaduras e uma máquina de soldar. No total dos dois assaltos, o prejuízo ronda os 10 mil euros, segundo Filipe Pires, presidente da associação.

Na reunião, o problema dos assaltos em Tomar foi levantado pela Vereadora Célia Bonet, para quem a crise que vivemos “não tem precedentes” e adverte: “temos de nos preparar para o que vem aí”. Na opinião da presidente da câmara, este tipo de criminalidade “tem origem numa crise social que vai aumentar”.

Para a dirigente da Cáritas, “quem assalta já é apoiado com casas, com rendimento, com alimentos, justamente para não assaltar. Têm tudo e mais alguma coisa e ainda assaltam. O problema aqui é a falta de valores”.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Se o local está sem segurança de jeito é claro que os intrusos vão lá furtar sempre que lhes apetecer, já perceberam como é a (falta de) segurança e agora é ir buscar o que quiserem sempre que lhe(s) apetecer… se é de graça com pouco trabalho porque não haveriam de querer lá voltar?

    Ponderem:
    – Portas de segurança exteriores com certificação europeia: EN1627:2011, nível: RC4, RC5, ou o máximo: RC6. Abaixo de RC3 nem resiste a pé de cabra… mas partindo do princípio que os intrusos já têm alguma experiência abaixo de RC4 é uma falsa sensação de segurança… mas se já usaram ferramentas eléctricas para entrar anteriormente então tem de ser RC5 ou mesmo RC6.
    – Portas de segurança com boas fechaduras/ canhões tipo “EVVA MCS”. Das mais difíceis de superar sem destruir mesmo por especialistas em abrir canhões, e quase impossível de copiar sem o cartão original devido à forma como funciona com ímanes calibrados;
    – Grades de segurança nas janelas e outras aberturas;
    – Portadas interiores de aço ou similar, para que mesmo que ultrapassem a janela e as grades ainda tenham a portada a impedir o caminho;
    – Sistema de detecção de intrusão com câmaras de vigilância integradas ao sistema.

    – Como qualquer porta pode ser ultrapassada, mesmo uma de segurança certificada, e porque os intrusos podem entrar por outro lado (janelas, parede, telhado, chão) é boa ideia certificarem-se que independentemente de por onde possam eventualmente entrar terem sempre pelo menos uma porta de segurança extra no interior por onde tenham de passar, para atrasar a progressão o tempo suficiente para dar tempo da polícia chegar, se o sistema de detecção de intrusão estiver a funcionar correctamente e conseguir comunicar a intrusão… claro que tais portas e tudo o mais pode também dificultar a vida à polícia, pelo que alguém deve ser capaz de estar lá rapidamente para as abrir. Para serem mais difíceis de bloquear por dentro poderá ser boa ideia abrirem para o lado exterior… o que também dificulta o seu arrombamento se forem portas de segurança bem concebidas.

    Existe ainda uma última consideração: parti do princípio que não existe ajuda interna de “funcionários”/ “voluntários”/ “sócios” quem têm legitimamente acesso ao espaço… se souberem o código do alarme/ aparelho de desactivação, e tiverem acesso à chave original, ou a janela, grades e portadas são deixadas convenientemente abertas e o alarme de intrusão desligado então nada vai impedir o acesso a intrusos, nem sequer atrasar o acesso ilegítimo. A tecnologia e barreiras físicas só dificultam até certo ponto, mas mesmo estas podem ser comprometidas por alguém interno que pode simplesmente anular as mesmas.

  2. A senhora presidente da câmara opina que estes assaltos “têm origem numa crise social que vai aumentar.” Não acredito. De todo. A senhora está só a tentar sacudir a água do capote, pois quem anda à chuva molha-se.
    Já antes da pandemia havia em Tomar assaltos deste tipo e a lojas de roupa. Os autores e autoras até são bem conhecidos. No caso das lojas de roupa, abandonam os estabelecimentos a pé e devagar. E ninguém os incomoda.
    Deduzo que a PSP não intervém porque terá ordens nesse sentido. Tal como sucede com a GNR. Estes assaltos são portanto consequência da errada política local do PS. Não da crise social. Que eles fome ou necessidade não passam.
    Convém até realçar que os locais assaltados pertencem em geral a entidades ou pessoas ditas “da direita”, que ousam criticar o modelo de vida dos ciganos. Nunca são de gente de esquerda. Porque será?

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