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Tabuleiros a mais da Junta urbana obrigam pares a desistir depois de inscritos

Rafaela Ribeiro nasceu no Minjoelho tem 19 anos e inscreveu-se para pela primeira vez levar tabuleiro. Era um orgulho e para isso fez despesas, em fato e aplicou-se nos treinos.  Quem ia ser seu par era seu pai  motorista profissional da Rodoviária do Tejo.

Desde criança que via seus pais estarem “presos à causa do associativismo” e participação pública. Seus pais dançaram no rancho do Minjoelho e a Rafaela treinava em Tomar indo buscar um tabuleiro à junta da União de Freguesias. Porém recebeu agora a triste noticia e conta-nos “ recebi ontem um telefonema por parte da União de Freguesias de Santa Maria dos Olivais e São João Batista que a menos de 15 dias do grande cortejo a minha inscrição foi cancelada. A explicação que me deram foi que só AGORA a câmara municipal reparou que havia 10 tabuleiros a mais e que não havia espaço para estes tabuleiros na praça da República. E como consequência estão a cancelar a inscrição dos últimos pares de cada faixa etária. Como eu era o penúltimo par a minha inscrição foi cancelada.

Depois de ter gasto dinheiro no fato, nos sapatos, na rodilha, no parque de estacionamento, nas bancadas para a minha família me poder ver é que me avisam já para não falar dos meses e horas investidas em treinos para poder dar o meu melhor na festa da minha cidade.

E agora estão a ligar-me para eu participar só nos parciais e se estava disponível a ir no cortejo principal apenas trajada e se alguém se sentir mal eu ir substituir. Ao qual eu neguei esta proposta no mínimo ridícula porque parece que ainda estão a fazer pouco desta situação dando a sensação que eu sou algum ponto de socorro.

Acho lamentável o que estão a fazer pois isto é gozar com as pessoas”

A chorar, lamenta. O caso não é para menos. Contactada a mordoma a mesma refere que não pode fazer nada e que foi avisado no devido tempo a Junta na pessoa do seu presidente que só podia levar 260 tabuleiros + 40 de oferta dos pares ou seja, 300 e que nem mais um, pois não cabem na Praça e põe em causa o “enrolar” e o desenrolar do Cortejo/Procissão. Erros todos podemos cometer e , em tantos tabuleiros, cujo limite da festa no total não deveria passar os 500-600 tabuleiros, a Junta Urbana não poderia levar mais que 150 a 200.

A desculpa que é a Câmara não faz sentido, são exigências de ordem logística. Ninguém está interessado em ver um Cortejo de 748 pela sua morosidade e depois estão em causa dinheiros públicos gastos desmesuradamente em pão e feitura de tabuleiros. Não estamos a concorrer ao Guiness dos Records.  Fazia sentido Augusto Barros e o seu executivo em vez de culpabilizar as funcionárias ao que nos dizem, deixar ir quem quer ir a primeira vez e pedir aos repetentes usuais e a quem já passou muito para além dos 55 por exemplo, que desse lugar aos mais novos.

Em causa está o futuro da festa e por este andar hão-de vir edições em que querem jovens e não os têm, como há anos se via!

Consta que Augusto Barros, face ao erro e com tabuleiros a mais, está a solicitar a outras juntas que os incorporem, mas o resultado final seria o mesmo e os presidentes de Juntas que aceitassem seriam criticados por pares que ficaram de fora das suas freguesias. Por vezes não é fácil gerir e,  erros e enganos são próprios do homem e só não erra quem não faz ou participa, mas caramba, há soluções!

                                              António Freitas

Escrita por António Freitas

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