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Rio Tejo faz duas vítimas em dois dias na nossa região

Em Abrantes e Santarém

Tejo Santarem

Um jovem de 15 anos está desaparecido no rio Tejo desde as 19h51 de domingo, dia 13, numa zona de praia fluvial natural, junto à Ribeira de Santarém.

O alerta foi dado por um familiar, tendo os bombeiros mobilizado para o local 28 operacionais, entre os quais 10 mergulhadores, auxiliados por uma embarcação, bombeiros sapadores de Santarém, bombeiros municipais de Alpiarça e Cartaxo e bombeiros voluntários de Salvaterra de Magos.

Nas operações estão também elementos da PSP, uma viatura médica de Santarém e apoio psicológico do INEM e do município, explicou fonte do CDOS à agência Lusa.

As buscas serão retomadas na manhã desta segunda feira, dia 14.

No sábado, dia 12, por volta das 18 horas, aconteceu outra situação semelhante em Barreiras do Tejo, junto ao Aquapolis, em Abrantes, mas neste caso, o menino de 10 anos foi retirado do rio Tejo em paragem cardiorrespiratória.

Depois de ser reanimado, foi transportado para o hospital de Abrantes e depois para o hospital de Santa Maria em Lisboa, em estado considerado muito grave.

 

Os perigos do Tejo

A propósito destes dois casos, é bom lembrar os perigos que o rio Tejo apresenta. Repescamos um alerta lançado à população em 2020 pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Santarém.

Aconselha-se “todos aqueles que pretendam frequentar as praias fluviais do concelho de Santarém a adotar sempre uma cultura de segurança e prevenção, redobrando os cuidados junto à linha de água, tendo igualmente presente que as praias fluviais do concelho não se encontram vigiadas nem contêm sinalização especifica relativa ao estado do curso do Rio, locais exatos de fundões ou poços abertos pelas correntes e correntes fortes”.

“O SMPC de Santarém alerta para o perigo de se adotarem comportamentos de risco, devendo as medidas de prevenção e segurança serem respeitadas com maior rigor e recomenda que as pessoas não arrisquem, em caso de dúvida relativamente ao estado do Rio Tejo e Afluentes”, lê-se no comunicado.

O SMPC deixa ainda recomendações de autoproteção:
• Se não sabe nadar, entre na água só até à cintura;
• Se nada mal, não se afaste das margens do Rio observando os possíveis fundões ou poços;
• Não hesite em pedir socorro quando em dificuldades;
• Se sentir frio saia imediatamente da água;
• Vigie as suas crianças permanentemente e não permita que se afastem, mantendo-as na sua proximidade e procurando as zonas mais baixas do Rio e sem correntes;
• Após demorada exposição ao sol entre na água lentamente;
• Evite ou proteja-se durante o período de mais exposição solar (11h – 16h);
• Procure sempre tomar banhos ou nadar acompanhado;
• Se se sentir cansado, procure flutuar (boiar);
• Nade sempre, com água pela cintura, não se afastando em demasia das margens do Rio;
• Nade em locais sem correntes e sem Jacintos de Água (eichhornia crassipes), limos ou outra vegetação habitualmente existente no Rio;
• Tome banho em locais onde a corrente não seja forte, remoinhos, fundões ou poços;
• Opte por refeições ligeiras e respeite o intervalo de 3 horas após uma refeição normal antes de tomar banho;
• Nunca tome banho e/ou nade sob o efeito (ou ressaca) de drogas ou álcool;
Caso haja uma situação de afogamento na praia fluvial, deve contactar imediatamente as autoridades e não deve entrar na água para prestar auxílio se não possuir formação adequada.

 

Abrantes: menino retirado do rio Tejo entre a vida e a morte

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. Talvez seja caso de pedir a Espanha para cortarem o fornecimento de água a Portugal do Rio Tejo, e desviar a água toda para os campos agrícolas espanhóis. Eles (políticos espanhóis) já tiveram esse plano, mas os chatos dos políticos portugueses foram dizer que não aceitavam ficar sem qualquer água, e o espanhóis acabaram por desistir da ideia. Talvez estas duas vítimas pudesse estar vivas ainda, se a água do Tejo vinda de Espanha já estivesse toda a correr para os campos agrícolas de lá.
    Atenção que aparentemente os Espanhóis ainda tentam ajudar, mantendo o caudal baixo sempre que possível, mas depois às tantas começam a receber reclamações dos políticos portugueses e lá acabam por enviar um pouco mais de água para os calar.

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