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Pobreza em Tomar “está a aumentar e muito” (c/ fotos)

Os números falam por si: 436 pessoas, 160 famílias, sete voluntários e várias toneladas de produtos alimentares. Manhã de quinta feira, dia 19 de novembro. Começa mais um dia de distribuição mensal de produtos alimentares pela Cáritas de Tomar no armazém situado junto ao terminal da Rodoviária. Há quem chegue às 5 da manhã para serem dos primeiros a serem atendidos, mas a distribuição só começa às 8h30.

A pouco e pouco vai-se juntando cada vez mais gente. São mais mulheres do que homens, mas também há jovens e crianças algumas em carrinhos de bebé. Os estratos sociais ali representados não se limitam à classe baixa ou média baixa. Gente de classe média que perdeu o seu emprego ou que teve de fechar o seu negócio está ali à espera de ajuda.

O trabalho de distribuição é feito por sete voluntários que preparam tudo e tentam pôr ordem cá fora, dando instruções sobre os critérios de distribuição.

Munidos de máscaras de proteção, os beneficiários tiram senhas conforme vão chegando e assim se define o critério de prioridade no atendimento, num processo nem sempre pacífico. No mês passado a polícia teve de serenar os ânimos e ordenar que as pessoas se afastassem mais umas das outras por causa da pandemia.

No interior do armazém é um corrupio com os voluntários a colocarem os produtos alimentares nos carrinhos, consoante o número de pessoas do agregado familiar. As pessoas colocam depois os produtos nas suas viaturas ou levam em sacos.

Uma vez por mês, o ritual repete-se. O número de pessoas a precisar de ajuda “está a aumentar e muito”, conforme nos testemunha um voluntário. Pode atingir os mil até ao fim do ano.

E àquele local desloca-se apenas uma parte das famílias carenciadas. Também há distribuição para mais 100 famílias na cave da sede da Nabância (por baixo do café) e na Freguesia da Madalena.

No armazém da Cáritas, ao longo do dia as paletes vão ficando vazias e o objetivo é que o armazém fique completamente vazio ao fim do dia, para que volte a encher de produtos no mês seguinte. São várias toneladas de produtos que são distribuídas.

Durante o dia, os voluntários fazem apenas uma curta pausa para almoçar num restaurante ali perto. É um dia cansativo em que distribuem bens a 160 famílias, depois de entregarem também produtos às equipas de Ferreira do Zêzere (onde são beneficiadas 100 pessoas) e da freguesia de Madalena.

Com este gesto solidário, pelo menos durante um mês as famílias têm algo para comer.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. É naturalmente para pensar e lamentar. Mas convém também ter sempre em linha de conta que a pior pobreza é a pobreza de espírito. Sobretudo quando o infeliz pobre de espírito ignora essa sua condição. Há imensos casos desses na cidade e no país. Infelizmengte.

    • Tem razão. A pobreza de espírito é a mais perigosa…e volátil. Às vezes atravessa os mares e instalar-se noutros continentes!

    • Imensos? São quase todos, aqueles que não deixam o seu espírito os guiar, mas em que o que guia é o seu intelecto limitado que proveniente da matéria morta só pode originar algo que já na sua origem é morto e como consequência trás essa morte, essa falta de durabilidade de suas obras.

      É preciso procurarem a Verdade, aceitarem-na quando a encontrarem, e viverem de acordo com a mesma… suas obras passariam a ser trespassadas pelo espírito vivo o que traria com o tempo obras com durabilidade e muito mais belas… ainda não conheci alguém que siga vivendo a Verdade de forma consciente de facto, se existe nunca conheci.

  2. É bem conhecida entre os especialistas a síndrome de Jerusalém, perturbação mental mais ou menos transitória, que afeta sobretudo cristãos e judeus de visita a esta bela e sagrada urbe onde habito e a partir de onde escrevo.
    Não seria por isso estranho que semelhante maleita, agora sob a designação de “síndrome templária”, pudesse afetar gente com pseudónimo nórdico, cristã, mas nascida longe das margens nabantinas. Os sinais aí estão, para quem saiba e os queira ver. O principal sintoma é a ideia fixa de que tudo o que se escreve na net tem origem comum -uma pessoa que odiamos e pretendemos transformar em bode expiatório das asneiras e outras trapaças por outros cometidas.
    Aqui fica o alerta para os cidadãos menos atentos

  3. Dá gosto realmente ler o que escreve uma criatura incapaz de alinhar quatro linhas originais, a não ser para difamar alguém. Para tudo os resto limita-se a frases feitas e curtas, tipo arrota postas de pescada mas afinal comeu foi feijoada mal cozinhada.
    Agora, procurando ofender não sei quem, acusa essa pessoa de saber o que não sabe, o que fundo seria uma virtude. O erro consistiria no contrário. Julgar que se sabe o que na realidade se ignora. Resta citar o Aleixo:
    Prá mentira ser segura
    E atingir profundidade
    Tem que trazer à mistura
    Qualquer coisa de verdade

    E façam o favor de passar muito bem, ou o melhor possível, que com comentários ERICA Tomar na rede está transformado numa esterqueira, o que me força a rumar a outras paragens mais saudáveis.

  4. Não é de admirar. As zonas com atividade industrial, construção ou de serviços públicos estão a aguentar melhor o colapso econômico devido ah pandemia. Em Tomar há alguns serviços públicos (pequenos) e a aposta desde os anos 90 foi a economia baseada no turismo. Por isso, se o Algarve está agora no olho do furacão, Tomar vai viver momentos preocupantes.

  5. Do Observador, a propósito de gastos de dezenas de milhares de € das autarquias em programas da treta:
    “A autarquia de Tomar, por exemplo, para garantir uma gala de semi-finalistas pagou 85 mil euros à EIPWU e cerca de 10 mil euros à Sandokan Unipessoal para garantir os geradores necessários para a gala. Fica por esclarecer se, à semelhança de outras autarquias, teve que assegurar alojamento e refeições para as equipas envolvidas.”
    Bonito e exemplar. A combater a pobreza e a eleger futuras candidatas.

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