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Médico de Tomar acusado de crimes de participação económica em negócio e falsificação

Um médico de Tomar é acusado pelo Ministério Público de crimes de participação económica em negócio e falsificação, durante o tempo em que exerceu funções na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Urqueira, Ourém, entre janeiro e outubro de 2014.

Segundo a acusação, naquela altura, “a pretexto de não lhe ser permitido emitir atestados médicos para renovação de carta de condução no centro de saúde, o arguido solicitava para si próprio 20 euros por cada atestado que emitia na sua clínica privada, deixando tal documento no centro de saúde onde cobrava aquela quantia a cada utente, à revelia do centro”.

Noutra ocasião o arguido emitiu um atestado sem ter consultado ou sequer visto o utente, a pedido de uma escola de condução.

Na acusação, deduzida pela 2.ª secção de inquéritos de Tomar especializada em crimes económicos e financeiros, também foi promovida a aplicação de pena acessória de suspensão de funções no serviço público e a condenação do arguido ao pagamento das quantias indevidamente recebidas.

A investigação foi executada pelo Departamento de Leiria da Polícia Judiciária e está em curso o prazo para abertura de instrução que, a não ser requerida, determinará a remessa do processo para julgamento perante tribunal singular.

O médico de 63 anos tem consultório particular em Tomar.

Comunicado do Ministério Público

 

Escrita por Redação

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