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Habitação: os outros “Flecheiros” que a câmara ignora

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Vamos iniciar a publicação de uma série de artigos sobre os bairros de Tomar. E começamos com o chamado bairro Borda da Vala ou da Horta do Perú, situado atrás da antiga fábrica da Fiação de Tomar, entre as ruínas desta unidade industrial e o rio Nabão.

É um bairro clandestino, sem água canalizada e com poucas condições de habitabilidade, onde moram várias famílias. Existiam ali alguns barracões que foram adaptados a habitação. Algumas delas não têm casa de banho. Os moradores usam o campo para as suas necessidades.

Para banhos e lavagens, a água, não potável, é captada através de um furo com uma bomba (foto em baixo). Já houve casos em que moradores foram parar ao hospital por ingerirem aquela água.

Na Estratégia Local de Habitação aprovada pela câmara de Tomar em março de 2021, não há qualquer referência a este bairro. Está longe dos olhares de todos, mas é uma realidade social que importa conhecer e solucionar.

Porque não é só no Flecheiro que há problemas de habitação. Nos arredores da cidade há outros “Flecheiros” que a câmara ignora e que vamos dar a conhecer.

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2 comentários

  1. Claro que a CMT ignora estes casos, porque não passa cartucho a pobres, se eles tivessem BMW, Mercedes ou audis e não trabalhá-sem já estavam acantonados, enfim é o que temos é o que escolheram.

  2. Não é um bairro de lata mas não lhe falta muito. Como não está à vista não interessa intervir porque não dá votos. O que a vista não vê o coração não sente, lá diz o povo. É habitado por pessoas que não dão nas vistas. Como diz o comentador anterior, não andam por aí de Mercedes-Benz ou Audi a assapar a mais de 100 à hora pelas ruas da cidade com a polícia a assobiar e a olhar para o lado, nem a pôr música em altos berros durante a noite.
    A propósito disso, lembro-me que aconselhei recentemente as pessoas que moram na rua António Joaquim de Araújo a fazerem queixa do barulho dos ciganos do bairro calé ao Ministério do Ambiente e ao comando distrital da PSP de Santarém. Espero que já o tenham feito. Se uma vez não chegar, queixem-se dez vezes. Se não chegar façam-no 100. Se 100 não chegar façam-no 1.000 vezes. Hão-de vencer por exaustão. Resulta sempre…

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