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Há cada vez mais pobreza em Tomar

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, a realidade em Tomar mostra que a pobreza está a crescer a olhos vistos. Basta ver as filas de distribuição de alimentos na Cáritas, basta ver as filas de distribuição de refeições junto aos bombeiros, basta ver os apelos desesperados nas redes sociais.

Desde março, altura em que a pandemia chegou à nossa região, a Cáritas duplicou o número de pessoas que apoia. São agora 750 com tendência para aumentar. A previsão é que até final do ano se chegue aos mil beneficiários de apoio alimentar.

No dia 15, quando se iniciou de novo o estado de contingência, a polícia teve de intervir na fila e no ajuntamento de pessoas à porta do armazém da Cáritas, no terminal da Rodoviária. Testemunhas falam em mais de 100 pessoas à espera de comida e há quem vá para lá às 7 da manhã. Numa ação mais pedagógica, a polícia apelou a um maior distanciamento entre as pessoas.

Na fila viam-se pessoas não só da classe baixa e mas também da classe média, pessoas que estavam empregadas ou tinham os seus negócios e que já nem sequer têm dinheiro para comer.

Esta situação social já é grave, tem tendência a agravar-se e merece uma reflexão por parte dos responsáveis, neste Dia Mundial da Erradicação da Pobreza.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Independentemente da crise associada ah pandemia, Tomar deixou de ser uma terra de oportunidades como foi durante séculos. Um processo que se iniciou no fim dos anos 70 e se agravou nos últimos 30 anos.

  2. O título da notícia não me parece o mais adequado. Devia ser HÁ CADA VEZ MAIS PEDINTES EM TOMAR, porque é essa a realidade. Vendo bem, em termos de mentalidade, até os autarcas são pedintes. Estão sempre a contar com a ajuda do Estado, diretamente ou por intermédio do executivo. O qual, por seu turno, considera que a salvação da cidade e do concelho só pode vir do orçamento do estado. Para essa gente, a iniciativa privada não conta nem é bem vinda. Só proclamam que pretendem atrair investimento e criar empregos no setor privado por simples demagogia. O partido disse-lhes que tem de ser assim para conseguirem votos.
    Política porca, a quanto obrigas!

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