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Forcado de Tomar condenado por violência doméstica

violencia mulher
Imagem ilustrativa

O caso é notícia no jornal Correio da Manhã de hoje. Um elemento do grupo de Forcados Amadores de Tomar foi condenado a três anos e meio de prisão, com pena suspensa, por dois crimes de violência doméstica contra a ex-companheira e um filho desta.

Pelo que apurámos, o tribunal de Santarém julgou o caso e o acórdão foi lido no final de julho, mas o arguido recorreu para o tribunal da Relação.

Segundo o acórdão, a que tivemos acesso, os juízes deram como provado que o arguido, de 30 anos, sujeitou a companheira e o filho a agressões físicas graves e humilhações verbais constantes ao longo dos cerca de seis anos do relacionamento amoroso.

O arguido estava ainda acusado do crime de violação agravada, pelo qual foi absolvido.

É retratado como sendo ciumento e desconfiado, o que o levava a, em ataques de fúria, provocar discussões, ofender e a ameaçar de morte a companheira e o filho desta, além de partir o recheio da casa onde habitavam. Acusava-a de ter amantes e de pagar favores com sexo.

Neste contexto de terror, o tribunal considerou que o arguido quis perturbar a vida privada e provocar medo à ofendida, além de molestar física e psicologicamente o menor, mesmo sabendo dos seus problemas de saúde.

O acórdão refere ainda que o agressor controlava as chamadas e as mensagens escritas do telemóvel da companheira e usou uma soqueira de metal para a ameaçar.

Além da pena de prisão, suspensa, o homem foi condenado a pagar uma indemnização de 4 mil euros e ficou proibido de se aproximar da vítima, da sua residência e do seu local de trabalho, com fiscalização por meios eletrónicos.

 

Terror: Forcado ameaçava mulher com soqueira de metal e controlava chamadas e mensagens do telemóvel

 

Escrita por Redação

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Comentários

Responder
  1. Pena suspensa ?
    Por alma de quem, como se diz ?
    E se a mulher e o filho fossem filha e neto dos magistrados ?
    Também seria a mesma pena ?
    Mas como os togados senhores não prestam contas a ninguém, podem passear à vontade a sua má ou deformada formação ética e social…
    Até quando esta impunidade, a que alguns chamam “liberdade e independência” ?

    • Sem querer discordar da sua posição relativa à pena , pois verifica-se que estes comportamentos no fim de penas suspensas algumas vezes acabam em homicidio das vítimas, daí devia ser obrigatório a pena de prisão efetiva e com avaliações psiquiátricas do agressor para permitir o regresso à liberdade, lembro também que neste momento 70% dos juízes de 1ª instância são MULHERES !!!! Não sei se foi o caso mas provavelmente sim.

  2. Um Homem que inflige agressões físicas e verbais de forma consecutiva e deliberada durante “n” tempo, e no fim tem pena suspensa e a pagar uma indeminização ridícula de 4 mil euros aos ofendidos!!?
    É esta a justiça que os Portugueses querem!??
    Até quando os portugueses vão permitir esta impunidade na justiça em Portugal???
    Será que o Governo e os diversos partidos políticos não têm vergonha perante a justiça que Portugal tem ???

  3. NÃO DEIXA DE HAVER UM PADRÃO

    Toda a gente sabe que a cultura marialva é a cultura de toureiros e desse mundo agrário mais a puxar à nobreza à valentia e à festa brava, como dizem. Uma componente fulcral desse universo cultural e psicológico é precisamente a indiferença face ao sofrimento alheio. O toureiro pode ficar com a jaqueta ensanguentada do animal que torturou e feriu, mas até exibe isso como sinal do seu heroísmo. E até há quem bata palmas e diga olé.
    Mas quando já se está nesse patamar da indiferença resvala-se facilmente para a baixeza do prazer com o próprio sofrimento alheio. Seja o sofrimento físico, seja o sofrimento sociopsicológico da humilhação, esse que acontece no buling nas escolas, nos locais de trabalho ou, neste caso, na violência doméstica.
    Tudo isto, da tourada à porrada nas mulheres, são indicadores bem óbvios de uma sociedade doente e deformada, em que a afirmação individual e a construção da identidade, em vez da ternura e do encanto, têm no machismo e na “grunhês” a principal via e bitola de afirmação.
    Temos também alguns indicadores que o mundo está a mudar. Mas muito devagarinho, para o meu gosto e desejo.
    No dia onze parece que vai haver outra tourada em Tomar.
    Mas é bom que se saiba, é bom que aqueles que participam naquilo saibam, que a grande maioria da população que gosta dos animais e da natureza e que não precisa de um animal com cornos para afirmar a sua normal identidade, os vê precisamente como eles são: grunhos primários.
    Não posso, a terminar, deixar de deixar uma mensagenzinha às senhoras que acompanham os respeitáveis maridos a tão valentes manobras e espectáculo. Elas lembram-me as “chocas” que cumprem um papel subalterno na tourada. São relativamente importantes para que aquilo se faça, mas não contam para nada. Mas no que refere às senhoras é um bocadinho diferente. Como se vê no caso em apreço, algumas, depois em casa, ainda levam porrada.

    • E depois tambem temos aqueles andam a publicar fotos com baton nos labios pelos direitos da mulher mas que depois sao acusados de violencia domestica , incluido deputados do BE.

  4. E diz muito bem.

    Eles podem pintar as beiças ou o olho do dito, que não são essas encenações patéticas que fazem deles melhores ou piores “defensores” das mulheres. Dá-lhes um ar de maricas de mau gosto, mas é só isso.
    Mas o problema que você coloca é o da politização deste assunto.
    Tem-se que, normalmente mais à esquerda são anti-touradas. E os aficionados são o tendem a ser de direita. E quem se deixa enredar por esta tótózada de raciocínio, dificilmente sai dela.
    Ora – falo por mim – considero-me bem de direita, tenho familiares toureiros, em miúdo achava piada àquilo, e agora procuro ser racionalmente contra aquilo. Há causas em que há toda a vantagem em despolitizar, por muito engulho que inicialmente nos cause.

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