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Família de tomarense assassinado pede justiça

“Esperamos que a justiça possa ser feita lá (no Brasil) e que ele pague pelo mal que fez”, diz um familiar de Luís Filipe Nunes, tomarense assassinado a tiro numa rua do Entroncamento a 28 de janeiro de 2007.

Nessa madrugada Luís tinha acabado de sair de uma casa de alterne acompanhado por um amigo ucraniano quando foi confrontado pelo dono do estabelecimento por causa de uma alegada dívida de 25 euros. Os dois amigos estavam já no carro quando começou a discussão. Nessa altura o brasileiro Sandro Rogério da Silva, que geria o espaço de diversão com a sua mulher, começa a disparar atingindo os dois. O ucraniano foi atingido sem gravidade, enquanto Luís foi alvejado na cabeça. Ainda conseguiu colocar o carro em andamento, mas acabou por ter um acidente mais à frente.

Assistido pelo INEM, foi transportado para o hospital de Torres Novas, onde acabou por morrer no dia 2 de fevereiro.

O autor dos disparos fugiu primeiro para Espanha e depois para o Brasil. Segundo o Correio da Manhã, o homem refugiou-se no Estado de Mato Grosso, vindo a ser detido em junho deste ano, mais de 13 anos depois do crime, em São Paulo, em sequência da cooperação entre a Polícia Judiciária portuguesa e a Polícia Federal brasileira.

Como não há extradições de brasileiros para Portugal, o processo judicial foi transferido para aquele país, onde o suspeito se encontra preso preventivamente.

“Tomar na Rede” apurou que a família da vítima, que na altura tinha 40 anos, não pretende acompanhar o julgamento até porque isso seria apenas voltar a passar pelo drama. Pede apenas que se faça justiça, apesar de tardia.

Luís Filipe Nunes era filho de Rosa Ferreira, proprietária das padarias Rosa, e irmão do advogado Paulo Carecho Ferreira.

Escrita por Redação

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