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Comerciantes e moradores desesperados com atraso nas obras da av. Nuno Álvares Pereira

Nem a própria presidente da câmara de Tomar acredita que a empreitada de requalificação da av. D. Nuno Álvares Pereira esteja concluída até ao final do ano. Anabela Freitas, numa entrevista a uma rádio local, manifestou a sua falta de confiança nos técnicos da câmara que lhe garantem a conclusão das obras até 31 de dezembro.

Basta passar pela avenida e ver o atraso das obras. Há pouco trabalhadores e em alguns dias não há ninguém a trabalhar, para angústia dos comerciantes que continuam a ver os seus negócios prejudicados. Além do incómodo que é a poeira, a lama e a falta de estacionamento para os moradores.

As obras começaram em julho de 2019 e era suposto estarem terminadas no prazo de nove meses. Em agosto último, a câmara aprovou prorrogar o prazo até dezembro. Mas, pelos vistos, vai ser necessária nova prorrogação do prazo.

A empreitada está adjudicada à empresa Carlos Gil – Obras Públicas, Construção Civil e Montagens Elétricas Lda., da Lousã. Tem um custo superior a 870 mil euros.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. O empreiteiro percebeu que em Tomar, lubrificando onde é conveniente, não há limites nem prazos a respeitar. Exagero? Nesse caso, o que leva os tão competentes técnicos camarários a garantir à presidente, contra a evidência, a conclusão das obras até 31 de Dezembro? É só para ela não perder a coragem? Ou será antes com outro objectivo menos lícito, que me abstenho de mencionar?
    Em política, o que parece é. E estamos perante um caso de política local.
    Segundo a notícia, as obras começaram em Julho de 2019, e deviam estar concluídas nove meses mais tarde. Em Abril de 2020, por conseguinte. Ou seja, o atraso é já igual ao prazo dado para fazer a obra. Porque motivo ou motivos? De quem é a responsabilidade? Quem paga os custos adicionais? Quem vai compensar os prejuízos dos comerciantes e dos moradores?

  2. Ficam bem patentes:
    1) O exemplar funcionamento da Presidencia da Camara Municipal e (aparentemente, pois não os ouvimos) alguns dos seus Serviços, desde as Obras, à Fiscalização, passando pelos Juridicos)
    2) O notavel apreço e consideração do Municipio (Assembleia incluida) pelso seus Municipes, em particular pelos Empresarios (essa corja que só existe para fazer lucros).

  3. Publicitando a especialidade da casa, a srª Dª Anabela já falou aqui há tempos, numa rádio local subsidiada pela autarquia, em organizar eventos na zona da avenida, para atrair clientes. Verdade seja dita, logo a seguir também acrescentou que as actividades daquela zona são pouco sensíveis a eventos culturais. Esqueceu-se de referir que os habitantes daquele bairro estão cansados e fartos dos eventos musicais e outros, organizados pelo pessoal do acampamento do Flecheiro.

  4. E preparem se para o caos do transito depois de terminadas as obras. Não vai haver estacionamento suficiente para carros e o estacionamento paralelo vai aumentar. Se pensam (ou querem obrigar) que as pessoas vão andar a pé é um erro de gestão social.

    • As pessoas vão passar a andar de bicicleta, graças às duas ciclovias da avenida e às bicicleta gratuitas a fornecer pela comunidade intermunicipal do Médio Tejo. Já estou a ver daqui os tomarenses deslocando-se em duas rodas para ir ao Continente, ao Intermarché, ao Convento, à Senhora da Piedade, ou às Algarvias. Tudo subidas que se fazem com uma perna às costas… em veículo motorizado, claro está.
      Não temos sorte nenhuma. Até no antigo Egipto as pragas vieram uma de cada vez. A nós caíram-nos logo duas ao mesmo tempo, a atual câmara PS e a covid 19.

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