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Cine-esplanada de Tomar: quem se lembra?

Os Canhões de Navarone, A Túnica, Os 10 Mandamentos, Ben-Hur, a Ponte do Rio Kway. São alguns títulos de filmes que esgotavam o Cine-Esplanada de Tomar, um espaço do cinema ao ar livre que existia entre o estádio municipal e o rio Nabão, onde atualmente se encontra uma praça usada para estacionamento e alguns eventos, ao lado do campo de andebol de praia.

Há cerca de 15 anos (a 16 de dezembro de 2004), por causa das obras do programa Polis, o Cine-Esplanada foi demolido pela câmara, decisão muito criticada na altura. Era o fim de um espaço cultural que marcou várias gerações de tomarenses.

Além das sessões de cinema, o Cine-Esplanada recebeu outros espetáculos, desde noites de fado a atuações de Maria João Pires, Mário Laginha ou Carlos do Carmo, só para dar alguns exemplos.

Escrita por Redação

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  1. Revivalismo doentio. Parem com isso.
    Sim, houve o Cine-Esplanada, ao lado do então estádio. Mas houvera também antes o Cine-Esplanada no Mouchão. Naquele canteiro do lado esquerdo de quem entra pela ponte da Av Marquês de Tomar. Com ecrã virado para a estalagem. E então?
    As condições objectivas (para usar a linguagem da esquerda dura) que permitiram essa existência, bem como a do cine-teatro com gestão privada, deixaram de existir. Foi-se a tropa. Faliram as fábricas por má gestão. Veio a era digital e o entretenimento em casa. O caduco funcionalismo local não dá para manter salas ou recintos de espectáculos. A não ser com substanciais subsídios da autarquia.
    Cidade e concelho definham a olhos vistos.
    Inconscientes uns, manhosos outros, os tomarenses em geral gostam assim, ou fingem que está bem assim. A melhor prova da manifesta incapacidade geral para repensar Tomar é aquela interrogação, ranhosa de todo, quando se critica a actual gestão camarária, sem ideias nem projectos aceitáveis e úteis à comunidade: “E a oposição é melhor?”
    Como se o facto de não haver uma oposição capaz, ou de a anterior gestão PSD ter sido desastrosa, pudessem justificar a nossa triste caminhada para o abismo. Sem um ai nem um ui. Até parecemos passageiros daqueles camiões carregados de animais para abate, que não se revoltam porque ignoram para onde vão.
    Lopes Graça clamou em tempos Acordai!!! Já nem peço tanto. Limito-me a desejar que pensem um bocadinho antes de cada almoço ou jantar, à borla ou em casa.
    Só os tomarenses podem salvar Tomar, se quiserem.

  2. Muitos olham para trás em vez de olhar para a frente, mas isso quando não adianta sequer pois está tão escuro que nada se vislumbra.
    Algumas fábricas faliram por má gestão, outras por “má gestão política”, outras por obsolescencia de equipamento e pensamento, outras ainda porque o orgulho vingou sobre a razão.
    Infelizmente nada do que se passa hoje na cidade é surpresa para por quem aqui viveu e trabalhou, se for verificar os inúmeros quadros superiores e empresários daqui originários e que nem querem ouvir falar da cidade ficarão surpresos. Junte-se a isso quem frequentou o Colégio Nun´Álvares e apure-se que Tomar não tem Tomarenses que queiram jogar em casa porque esta terra á mãe para os de fora e madrasta para os sues filhos.

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