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Cáritas de Tomar apoia cerca de 700 pessoas carenciadas

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Está a aumentar o número de pedidos de apoio à Cáritas de Tomar, fruto da conjuntura económica difícil em que o país se encontra.

Em Tomar, a Cáritas apoia cerca de 700 pessoas com a distribuição de bens alimentares uma vez por mês no armazém junto à rodoviária e quinzenalmente na cave da Nabância.

Além da distribuição nestes dois espaços, ainda apoiam mais 10 famílias nas suas próprias casas por serem pessoas que não têm capacidade de mobilidade.

“Tomar na Rede” acompanhou a última distribuição de alimentos no armazém da rodoviária em que uma equipa de oito voluntários, entre eles o presidente Jorge Vieira, preparam, um a um, os carrinhos de bens alimentares consoante a dimensão do agregado familiar.

Conservas, arroz, massa, frango congelado, legumes congelados, leite e cereais são alguns dos produtos que fazem parte do kit em alimentos.

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Na Nabância são também distribuídas refeições confecionadas que sobram de superfícies comerciais. São recolhidas à noite e distribuídas na manhã seguinte. O mesmo acontece com o peixe fresco que não é vendido no dia, com o prazo de validade prestes a expirar.

A área de abrangência da Cáritas é a freguesia urbana de Tomar e as freguesias de Madalena e Areias, em Ferreira do Zêzere.

Apurámos que nesta altura há um aumento de africanos e sul-americanos, nomeadamente brasileiros, a pedir apoio.

Há também o caso de alguns estudantes do Politécnico de Tomar, oriundos de países africanos, e que deixaram de receber apoio do seu país de origem, sendo obrigados a recorrer à ajuda da Cáritas.

Segundo a Pordata, a nível nacional, o número de pessoas pobres, no limiar da pobreza ou em risco de pobreza, ultrapassa neste momento os quatro milhões, quase metade da população portuguesa.

Distribuição mensal de alimentos no armazém da Rodoviária, um retrato da pobreza em Tomar

 

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3 comentários

  1. “….Segundo a Pordata, a nível nacional, o número de pessoas pobres, no limiar da pobreza ou em risco de pobreza, ultrapassa neste momento os quatro milhões, quase metade da população portuguesa.”

    Esta últimas frase escrita com dados concretos e obtidos através de uma entidade independente e credível, deveria provocar uma séria reflexão aos milhões de pessoas que em Portugal têm direito ao voto….

  2. Das 700 pessoas supostamente carenciados, 70%não são carenciados mas sim pessoas com bom corpo e saúde para trabalhar mas segundo eles próprios não querem pois recebem subsídios e as associações dão-lhes tudo o que necessitam para comer.Penso que deveria haver uma selecção criteriosa de quem de facto necessita, para que as pessoas tenham vontade de ajudar.

  3. Bem dito lopes.. ha muita mão estendida porque é mais fácil pedir que trabalhar.. outros inventam trabalhos para saquear os cofres da câmara… e as presidentas que lá estão só pensam em festas e paroladas..

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