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Câmara volta a contratar gabinete criticado por erros de projeto

O gabinete de arquitetos autor do projeto da av. Nuno Álvares Pereira, em Tomar, voltou a ser contratado pela câmara para outro projeto.

Apesar de uma série de erros apontados pelos tomarenses e alguns reconhecidos pela própria câmara em relação ao projeto da av. Nuno Álvares Pereira, o autor do projeto voltou a ser contratado por ajuste direto desta vez para fazer o projeto de requalificação da rua José Raimundo Ribeiro (Nabância), “no cumprimento das normas de acessibilidade”.

Estranha-se que a câmara contrate novamente o gabinete Domitianus Arquitetura Lda, de Lisboa, sem concurso público e depois dos erros cometidos na av. Nuno Álvares Pereira, desconhecendo-se qual o critério de escolha do gabinete.

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Para o projeto da rua José Raimundo Ribeiro, o custo é de 13.800 euros + IVA.

Entre outras falhas no projeto da av. Nuno Álvares Pereira, aponta-se o impedimento de acesso a algumas garagens e oficinas, a não previsão de alguns lugares para cargas e descargas, o excesso de árvores e pilaretes e o curto espaço para estacionamento de cada viatura, erro este que já foi corrigido obrigando à retirada de dezenas de árvores.

Outro erro crasso foi projetar a ciclovia em calçada grossa, impraticável para skates e trotinetes e pouco cómodo para bicicletas.

13 comentários

  1. A notícia deixa perceber que o jornalista seu autor ignora a realidade camarária. Sucede que não é o caso, ao que consta. Deve portanto saber que em matéria de projetos, licenças de obras, planos de pormenor ou de urbanização, etc. Os eleitos responsáveis limitam-se a obedecer ao que lhes diz um grupinho camarário, que há longos anos vem asfixiando a economia local com as suas exigências excessivas, tendo em vista a obtenção de vantagens por baixo da mesa.
    No início do primeiro mandato PS, o então chefe de gabinete e o vereador-arquiteto tentaram acabar com esse “polvo”. Criaram a “unidade de queimados”. Foram banidos em 2015, sem qualquer explicação pública. Ainda hoje os poucos tomarenses interessados na questão continuam à espera de saber o que realmente se passou. Entretanto a rapina impune continua. Com a colaboração dos jornalistas locais. Só O MIRANTE é que já teve coragem de falar de “luvas de pelica”, indisoensáveis para convencer alguns quadros técnicos camarários tomarenses.

  2. Tem a força da verdade que é possível mencionar no estado atual das coisas. Mostra a cobardia dos eleitos, que apenas pretendem chegar ao final do mandato, dos jornalistas que têm de comer todos os dias e não têm onde publicar, dos funcionários cúmplices, que só querem evitar problemas maiores, e da população em geral, mais interessada nas novelas e na 1ª liga do que na evidente e grave crise local. Por este caminho, o inferno para a maioria é já ali adiante.
    Nos últimos 50 anos, o concelho manteve praticamente a mesma população, enquanto Leiria passou de 50 mil para 140 mil habitantes… Depois há umas anedotas a exigir o regresso da urgência médico-cirúrgica. Para menos de 100 intervenções semestrais?
    Era Ourém que justificava tal valência em Tomar, mas entretanto conseguiram autorização para recorrer a Leiria, outra gente com outros meios…

  3. O problema de Tomar é mais profundo. O Politecnico já teve 3500 alunos em cursos de licenciatura. Hoje, nem 2000 tem. No Politécnico de Leiria passou-se de 5 mil para 10 mil. E aqui não é uma questão camarária.

  4. Tem razão! O problema de Tomar é mais profundo. Mas não deixa de ser o problema de Tomar. Está tudo ligado. Os atores são os mesmos e a assistência também. Muda, quieta, à espera que os outros avancem, que isto nunca se sabe e é melhor ter cautela.
    O politécnico de Tomar tornou-se desde há mais de uma década o viveiro do refugo do refugo. Tanto professores como alunos, salvo raras exceções, quem não consegue ir para outro lado, mesmo mais longe, vem para Tomar. Isto porque, de compromisso em compromisso, Tomar deixou de ser cidade templária, como dizem, para passar a ser a cidade da impunidade. Na câmara, no politécnico, ou em qualquer outro serviço público, ninguém é castigado, repreendido, ou sequer inquirido. E depois ainda há quem se admire que cada funcionário vá fazendo o que lhe dá na real gana. Sobretudo quando há hipótese de arrecadar algum à margem das leis em vigor, de resto já feitas em muitos casos com essa intenção. Serem contornadas por quem sabe mediante incentivo BCE.

  5. Tem razão! O problema de Tomar é mais profundo. Mas não deixa de ser o problema de Tomar. Está tudo ligado. Os atores são os mesmos e a assistência também. Muda, quieta, à espera que os outros avancem, que isto nunca se sabe e é melhor ter cautela.
    O politécnico de Tomar tornou-se desde há mais de uma década o viveiro do refugo do refugo. Tanto professores como alunos, salvo raras exceções, quem não consegue ir para outro lado, mesmo mais longe, vem para Tomar. Isto porque, de compromisso em compromisso, Tomar deixou de ser cidade templária, como dizem, para passar a ser a cidade da impunidade. Na câmara, no politécnico, ou em qualquer outro serviço público, ninguém é castigado, repreendido, ou sequer inquirido. E depois ainda há quem se admire que cada funcionário vá fazendo o que lhe dá na real gana. Sobretudo quando há hipótese de arrecadar algum à margem das leis em vigor, de resto já feitas em muitos casos com essa intenção. Serem contornadas por quem sabe mediante incentivo BCE.

  6. Os funcionarios são os responsaveis principais…é cómoda, esta explicação.
    Falta de coragem, ausência de visão, tacanhez e vaidade, dos responsaveis politicos, contam?

  7. por falar em urgência médico-cirúrgica, anda lá uma senhora que merecia ser condecorada.. como é que a camara ainda não lhe entregue a chave da cidade, deve ter quase 80 e continua na luta… as vezes ha doentes que a confundem com colegas..tal é o seu estado..

  8. Tomar é o que os tomarenses querem. E transformou-se no que os tomarenses quiseram. Falamos de escolhas locais sucessivas nos últimos 40 anos. Quanto à impunidade de que fala o Sr. Nestor Martins, cabe perguntar: quem a avalia e quem a corrige? Quem penalisa? Talvez o Sr. Nestor, desde que convencido que para isso está mandatado por Deus.

  9. Dois habilidosos desvios para canto. Um do sr. Dias outro do sr. Pina.
    O primeiro acha cómoda a explicação de que os funcionários são os responsáveis. Realmente, se assim se tem escrito… Ocorre que não. O que foi dito é que os funcionários são reis e senhores, sem qualquer controlo ou avaliação, o que se lastima. Quanto aos responsáveis políticos, falta de coragem, ausência de visão, tacanhez, vaidade, presunção e intolerância, são realmente adjetivos que lhes assentam muito bem, salvo uma ou outra excepção.
    Indo agora à impunidade referida pelo sr. PIna, o assunto é límpido e pode resumir-se nalgumas perguntas:
    O sr. PIna já alguma vez ouviu falar em avaliação periódica de desempenho, inquérito administrativo, sindicância, processo disciplinar, e correlativos nos serviços públicos tomarenses, a começar pela câmara? Será por falta de escândalos e outros incidentes? Ou por falta de coragem, e porque os eleitos precisam dos votos dos funcionários?
    Só para ter uma ideia das diferenças por esse mundo fora, sr. Pina: Ainda há pouco a companhia aérea privada Easy Jet tentou despedir duas hospedeiras, porque comeram duas sandes e dois pacotes da batatas fritas, tudo no valor de 8,60€, e não pagaram. Os sindicatos acharam naturalmente a punição um bocado exagerada e não houve seguimento.

  10. Sr. Esmeraldo. Que eu saiba nenhum dos procedimentos de controlo autárquico previstos na Lei, foi “bloqueado” em Tomar. É mais provável que nada aconteça face à irrelevância da urbe que de compadrios com o poder central. Repito: os tomarenses têm que assumir as suas responsabilidades quando votam. A comparação do funcionamento de um organismo de serviço público, eleito, com uma empresa privada em que só se pretende o lucro para o dono, é descabelada.

  11. Absolutamente de acordo consigo, sr PIna. Excepto no que se refere à comparação com uma empresa privada. No meu entendimento, para além da questão do “lucro para o dono”, não vejo que inconvenientes haveria em praticar na administração pública, nomeadamente nas autarquias, o mesmo tipo de gestão que no setor privado. Com a mesma fiscalização apertada.
    Sobre os “procedimentos de controlo autárquico”, creio que, para além da evidente irrelevância da urbe há também e sobretudo o sentimento de que, havendo inspeção adequada, ia aparecer esterco com fartura e por todo o lado. Mais nuns serviços que noutros. Mas muita gente apanhada a abusar das luvas, mesmo em pleno verão, o que dá muito nas vistas…
    Porque naquele casarão da praça, já houve de tudo. De pagamento de reembolso de faturas de gasolina para carros a gasóleo, a concursos lançados por um departamento e logo considerados ilegais pelos departamentos ao lado. Isto para não falar naquelas lérias dos “planos de pormenor”, agora em fase de retorno aos “planos de urbanização”. Depois de tanto mal feito, resta desinfetar as feridas e esperar que as vítimas continuem caladas. Pode contudo muito bem acontecer que Santa Iria ainda venha a dar muita polémica. Tanto a estalagem como o antigo convento…

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