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Câmara de Tomar “despeja” refugiados ucranianos

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A câmara de Tomar enviou cartas aos refugiados ucranianos que acolheu em março de 2022. a intimar para que abandonem até ao fim do mês as instalações onde estão alojados.

O assunto foi abordado na sessão da assembleia municipal de 19 de dezembro através da deputada municipal Célia Bonet (PSD).

Foi confirmado que as cartas foram enviadas pela câmara no final do mês de novembro dando um prazo de um mês para que os refugiados saiam das casas onde estão.

Em março de 2022, a câmara chegou a acordo com a Santa Casa da Misericórdia para a cedência da casa que era de Nini Ferreira situada no recanto da rua Miguel Ferreira com a rua Lopo Dias de Sousa, perto do antigo Colégio Nuno Álvares, e um apartamento na rua Cavaleiros de Cristo, imóveis propriedade daquela IPSS.

Quase dois anos depois e sem qualquer contacto pessoal por parte das assistentes sociais, os refugiados recebem nesta quadra natalícia uma carta de “despejo”.

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Uma das pessoas que recebeu essa carta é uma ucraniana que vive num quarto com um filho deficiente. Uma mulher que não sabe ler português, que pediu ajuda para traduzirem a carta e não pára de chorar sem saber para onde ir com o filho e sem dinheiro para alugar uma casa.

Célia Bonet questionou o presidente da câmara se achava que isto era “correto, justo e humano”.

Hugo Cristóvão (PS) passou a responsabilidade para a Misericórdia argumentando que se tratava de “um formalismo” e que o assunto estava “a ser trabalhado com as várias entidades”. “Não quer dizer que o município não venha a encontrar soluções”, concluiu o autarca.

Bandeira da Ucrânia hasteada na casa de Nini Ferreira

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2 comentários

  1. Concordo plenamente. creio que já houve tempo para a SSocial resolver este e outros assuntos, mas como a mesma não resolve nem os dos naturais como vai resolver daqueles que vêem de fora?

  2. Sou brasileiro, trabalho desde os 15 anos, terminei o liceu, um curso técnico e uma licenciatura no Brasil a trabalhar em turno integral. Vim para cá fazer uma licenciatura em 2018, e desde então tentei financiar um imóvel ja a dar os 10% de entrada que se pedia. depois mudaram para 15%< e me mantive em proposta. Hoje já pedem 20% e continuam a dificultar.
    Em 2018, no meu primeiro ano, alegaram que eu não possuía um IRS. em 2019 alegaram que meu IRS era baixo. Em 2020, já com um negócio aberto e 3 pessoas a trabalhar comigo, a alegação foi que "como havia pego um valor em empréstimo para abrir o negócio, estava incapaz de financiar um imóvel"….
    Seis anos se passaram e o sistema português se mantém a me empurrar para fora, mesmo eu estando a trabalhar e a estudar 16hs/dia e ter pago todo tipo de impostos, taxas, coimas, comissões, adjudicações, propinas, parking's abusivos, flanelinhas do Estado, parasitas de um Estado apodrecido por burocratas improdutivos que nada produzem e vivek hoje como escravagistas de 700, 800 anos atrás.
    Os ucranianos que fomentaram, aceitaram, e entregaram suas terras hiper produtivas para que a Europa não tivesse mais que sucumbir com a quebra das cadeias de transporte executadas pelos chineses, e fim da histórica compra barata na África, América do Sul, e Ásia. Se estes tolos corruptos estão tendo, ou se estavam tendo estas benesses por toda a Europa até então, dado a uma crença da EU que esse golpe nos acordos de produção, compra e venda da Ucrânia com a Rússia e que esta guerra seria rápida, e que esses mimos aos tolos seria por pouco tempo.
    Agora os tolos vão cair na real e perceber que nada disso é de graça, nem as casas em Tomar, nem os apartamentos em Lisboa… venderam a alma pelas supostas benesses que na verdade nunca existiriam. Tolos ucranianos caíram no mesmo golpe dos outros.

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