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Abrantes: ex-presidente da câmara ainda não tomou posse como ministra e já é manchete

Maria do Céu Albuquerque, ex-presidente da câmara de Abrantes, secretária de estado do Desenvolvimento Regional e em vias de tomar posse como ministra da Agricultura, é manchete no jornal Correio da Manhã deste sábado, dia 19.

Tudo porque há seis anos, Maria do Céu Albuquerque comprou 30 oliveiras centenárias por ajuste direto no valor de 63 mil euros à empresa do pai e da irmã do secretário de Estado da Valorização do Interior, João Catarino, quando ambos eram autarcas PS em cidades vizinhas.

Foi em 2013 que a autarca pagou 2100 euros por cada árvore, quando Abrantes é um concelho com uma grande área de olival. E no OLX, por exemplo, uma oliveira centenária não ultrapassa os mil euros.

As árvores destinavam-se a ornamentar a Escola Básica Maria Lucília Moita, situada na freguesia de São Vicente, concelho de Abrantes.

O polémico contrato foi assinado entre a autarquia e a empresa Aeroflora, Lda, quando Maria do Céu Albuquerque era presidente da câmara de Abrantes e João Catarino liderava a autarquia de Proença-a-Nova.

Os dois voltaram a encontrar-se, mais tarde, no primeiro governo de Costa. Catarino sobe a secretário de Estado da Valorização do Interior, em outubro de 2018, e Céu Albuquerque vai para a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional, em fevereiro de 2019.

Ainda esta semana, recorde-se, a revista Sábado dava conta de que Maria do Céu Albuquerque fez seis ajustes diretos no valor de 515 mil euros com a empresa de filmes do filho do constitucionalista Pedro Bacelar Vasconcelos, deputado do PS.

Escrita por Redação

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  1. É um paralelismo curioso. A Dª Maria do Céu foi galardoada por aquele forum mundial de mulheres, de origem indiana. A Dª Anabela também. A Dª Maria do Céu era autarca. A Dª Anabela também é. A Dª Maria do Céu comprou 63 mil euros de oliveiras a uma pessoa amiga. A Dª Anabela acaba de comprar 73 mil euros de anúncios no Cidade de Tomar, também a pessoas amigas. A Dª Maria do Céu financiou um filme na ordem do meio milhão de euros ao filho de um camarada. A Dª Anabela anda há anos a financiar uma rádio local, a Rádio Hertz, para transmitir as sessões da Assembleia municipal, que ninguém ouve, e que os tomarenses, entre os quais me conto, até pagariam se fosse o caso, para não ouvirem.
    Cereja no topo do bolo, a Dª Maria do Céu ascende a ministra, numa altura em que a Dª Anabela paga quase 3 milhões de euros a uma empresa de gente amiga para ornamentar a Várzea Grande, e assim conseguir tirar de lá a maior parte dos carros. Belo Serviço.
    Isto para não falar dos mais de 200 mil euros anuais pagos pela autarquia nabantina por pareceres jurídicos, cuja utilidade não é das mais evidentes
    Para quem tenha vagar e saiba ler, talvez possa ter algum interesse esta peça
    https://observador.pt/opiniao/o-sonho-de-portugal-e-fingir-que-e-um-pais/
    Boa leitura e haja paciência, que Outubro 2021 é já ali adiante.

    • Ainda que concordando porquê a esperança em 2021? Acha que a oposição é melhor? A desgraça de Tomar já vem dos tempos do domínio da autarquia pelo PSD. Quem destruiu os fundamentos de séculos da economia tomarense e proclamou o turismo como alicerce de futuro? Ou estaremos em processo de revisão da história?

      • Excelentes e oportrunas perguntas. Passo a responder com satisfação.
        Como sabe, a esperança é sempre a última a morrer. Logo, se nesta altura a esperança não for numa possível mudança para melhor em Outubro de 2021, será em quê? Numa quimera? Num golpe palaciano? No antes assim que pior?
        A desgraça de Tomar não vem dos tempos do PSD. Vem do tempo do sr. Bonet, do PS, que perdeu excelentes oportunidades e nos deixou os ciganos como herança. Uma vez que mencionou uma eventual revisão da história, mais vale ir logo directo ao cerne da questão. Julgo eu.
        É verdade que foi o PSD quem proclamou o turismo como motor para a economia tomarense. Mas o problema não parece ser esse, ou antes só esse. A grande asneira foi ter começado a apostar no “turismo de qualidade”, como se as autarquias, excepto eventualmente LIsboa e Porto, pudessem ter alguma influência nos fluxos de visitantes. Seguiu-se algo ainda pior. A actual maioria continuou a apregoar que o turismo é que é, mas ainda nada fez para implementar ou melhorar as estruturas de acolhimento (sinalização, estacionamento, sanitários, horários, informação). E sem estruturas capazes, é óbvio que o turismo não pode desenvolver-se.
        A não ser talvez o cicloturismo, tantas são as anunciadas pistas cicláveis. Mas isso não é turismo de qualidade.
        Deixei para o fim a questão da oposição. É claro que não acho que seja melhor. Mas numa perspectiva dinâmica, como deve ser sempre, quem lhe garante que daqui a 2 anos não vão aparecer outras pessoas, outras ideias e outras atitudes?
        Mal de todos nós se assim não acontecer.

  2. Sobre a ex autarca de Abrantes ainda não veio para a praça a questão da falência do maior construtor civil local, ao que parece por não alinhar em favores.

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