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Aprovado o “divórcio” entre Serra e Junceira

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Quase 10 anos após um “casamento forçado” entre as freguesias de Serra e Junceira, a assembleia de freguesia aprovou o fim da agregação das freguesias.

20 de outubro de 2022 vai ficar na história daquelas freguesias por ter sido aprovado em sessão extraordinária, com cinco votos a favor e quatro abstenções, a “proposta de desagregação da União das Freguesias de Serra e Junceira”.

A proposta partiu de um movimento de cidadãos, apartidário, que deu voz ao descontentamento e ao bairrismo das populações da Junceira. Desde 2013, quando entrou em vigor a “Lei Relvas” de agregação das freguesias, os moradores da Junceira dizem-se abandonados e sem investimentos no seu território. Falam em “situação de decadência a que foi votada toda a área territorial da antiga freguesia”.

Não é de admirar, por isso, que a sessão da assembleia de freguesia tenha suscitado o interesse dos habitantes, cerca de 80 marcaram presença.

Para já está dado o primeiro passo para a separação de Serra e Junceira. O processo segue agora para a Assembleia Municipal de Tomar e, caso seja aprovado, é enviado para a Assembleia da República que tem a palavra final na “declaração de independência”.

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Fotos de Luís Marques

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8 comentários

  1. Neste País os políticos estão sempre atentos a qualquer possibilidade de mais “tachos”. Isto é o resultado dos “maus” políticos pensarem primeiro neles e depois no País.
    Com o acesso à informatização disponível neste País, qual a real necessidade de voltarmos atrás no tempo!?
    Esta junção de freguesias foi uma das boas reformas que o PSD de Passos Coelho fez, e o PS devia aproveitar e fazer o mesmo ao nível das Câmaras Municipais.
    Não faz qualquer sentido num País pequeno como Portugal ter 308 Municípios com o que isso implica de boys partidários e consequente despesa.
    Exemplos como Constância, Barquinha, Mação , Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Alvaiázere entre muitas outras não faz qualquer sentido, e devia-se redimensionar todo o território no sentido de os Municípios terem uma dimensão com cerca de 200 mil habitantes, pois é o numero de referência na esfera internacional.
    Estou convicto que um número próximo dos 125 concelhos ou até menos, seria o suficiente para Portugal, com a consequente redução de Boys políticos e de despesa para os contribuintes.
    Já agora, vale a pena pensar nisto
    Obrigado

    1. Já andam a falar em regionalização ao tempo, para arranjar mais tachos.
      Acha mesmo que vão reduzir o número de municípios?

      Ainda se dissessem: vamos acabar com as juntas de freguesia e com os municípios e agora passa a ser por regiões administrativas, aí era outra conversa… menos tachos não é necessariamente melhor, porque poucos conseguem roubar tanto como muitos, é só terem essa vontade… mas pelo menos teoricamente poderiam começar a ver o grande esquema das coisas em vez de cada sítio querer ter o seu estádio, piscina e por aí em diante.

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