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Não havia necessidade

Opinião

O aproveitamento da pandemia para fins políticos ou partidários tem sido alvo de críticas de vários quadrantes da sociedade portuguesa.

Aquilo que a câmara de Tomar fez com o desdobrável que reproduzimos é um lamentável exemplo desse aproveitamento.

À primeira vista até parece um normal panfleto de campanha eleitoral, com a fotografia da candidata. Só falta o apelo ao voto.

Quando, a pretexto da pandemia, a presidente da câmara de Tomar manda fazer e distribuir desdobráveis deste género, estamos perante uma abusiva utilização de dinheiros públicos. Mais ainda quando Anabela Freitas já anunciou a sua recandidatura à autarquia e quando estamos a um ano e poucos meses das eleições autárquicas.

Mandava o bom senso que não usasse a sua imagem num folheto deste género. Também não nos parece ingénuo que este desdobrável tenha sido distribuído apenas nas freguesias rurais.

A intenção pode ser boa (divulgar os restaurantes e outros estabelecimentos que têm serviço take away e entrega ao domicílio, bem como as farmácias que entregam medicamentos ao domicílio), mas o aproveitamento político é triste e vergonhoso. “Não havia necessidade”, como dizia o outro.                 

Comentários

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  1. A srª chegou ao poder sem saber bem como. Depois deslumbrou-se e até correu com o parceiro, num golpe palaciano ainda por esclarecer cabalmente. Foi um mandato “para arrumar a casa”, segundo declarou mais tarde.
    Nas eleições de 2017 conseguiu manter-se no poder, não por mérito próprio, mas graças à candidatura de recurso do PSD e ao desmoronamento do IpT/Pedro Marques, com quem celebrou um acordo de repescagem do cabeça de lista, que passou 4º na candidatura da srª.
    Nestas condições, estão à espera de quê? Não há programa, nem ideias, nem fio condutor. Apenas e só o apego ao poder para justificar todas as ações de propaganda eleitoral e de compra de votos.
    Sendo os eleitores tomarenses como se sabe, só o PSD pode salvar-nos do descalabro anunciado e já em curso. Tomar está a definhar de dia para dia, e perdemos todos. Até a srª, que infelizmente não se dá conta disso. Ou finge que não, o que vai dar ao mesmo.
    Quem nos acode?

  2. Pois, aproveitam a COVID para temas fáceis e populares – farmácias e take away.
    Se quiserem enriquecer a tomada de posição, era importante saber o que pensam os membros das autarquias sobre o regresso dos emigrantes para fárias.
    Vão fazer quarentena? Não há riscos acrescidos? Vão fazer mais testes para quem chega?
    Vão mobilizar mais profissionais de saúde?
    E as forças de segurança, que vão fazer para manter distanciamento social?
    Nota: se fizer um panfleto sobre isto, pode pôr à mesma a fotografia – dela e da vereação toda.

  3. É triste como o sistema deixa que uma saloia destas e as suas aias estejam na câmara, ou como um básico entra na assembleia da república.. um não!que há la vários..

    • A senhora realmente deixa muito a desejar. Erra com fartura e nem sempre respeita a verdade. Mostra também tendência para abusar nos gastos de dinheiros públicos para compra encapotada de votos. Como neste caso.
      Agora de saloia não tem mesmo nada. Pelo contrário. É até bastante avançada para o meio nabantino, em termos de propaganda política e promoção pessoal. O grande problema dela é que não tem qualquer programa e por isso não sabe para onde ir nem para onde levar a cidade e o concelho.
      Está numa posição parecida com a do condutor de um carro que sabe ter centenas de quilómetros para percorrer, mas ignora por onde, para onde, e a que velocidade.

  4. “O Templo dos guerreiros”, lê-se no folheto desdobrável. Caso para perguntar Qual templo? Quais guerreiros? Qual batalha?
    Quem pode põe-se na alheta, ou vai procurando lugar à mesa da já superlotada gamela municipal.
    Batalha em Tomar? Só se for a batalha da mama, num ambiente de fim de reinado.
    Estes publicitários, armados em spin doctors, são cá uns exagerados! Por uns milhares de euros, até o céu prometem, se necessário for. É no que dão os ajustes diretos sem qualquer controlo. Mas como o governo é da mesma cor…

  5. Um homem na presidência, poderia ser a solução, mas o que não falta por esse país fora são homens à frente que depois também deixam muito a desejar na obra feita. Isto de navegar à vista parece ser o normal.
    Por de trás de um grande homem, geralmente está uma grande mulher… no recato do lar.

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