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Ditadores frustrados a armarem-se em doidos

Opinião

Numa crónica cuja leitura recomendo vivamente, o brilhante colunista Santana Maia Leonardo escreve que o país está a apodrecer ao sol.

Não podia estar mais de acordo e avanço uma recente série de episódios para ilustrar tão nauseabundo estado de coisas em Tomar.

Publicou Tomar na rede as respostas a um questionário sobre emigração para o Brasil. Calhou ser eu um dos questionados, quando afinal já vivo no Brasil desde 2016. Mesmo assim, foi um sucesso de leitura, que já ultrapassou as 12 mil visualizações.

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E os mastins de serviço, tentando armar-se em doidos, (coisa que manifestamente não são), foram impiedosos. Um deles, acusou cá o escriba de ter emigrado para fugir aos impostos, quando afinal, segundo a respectiva folha de liquidação do IRS, paguei exactamente 34,8 % daquilo que recebi. Se calhar acha pouco, para quem vive fora do país, e portanto não beneficia dos admiráveis serviços públicos à disposição dos cidadãos.

Um outro brilhante comentador, que assina António Branco, saiu-se com esta chalaça: “Emigrou e também podia estar calado. Por acaso não conheço o senhor.” Nem lhe passou pelo bestunto que eu estava calado. O Tomar na rede é que resolveu questionar-me, e manda a boa educação responder.

ERICA ou ERICO, habitual comparsa nestas lides, aproveitou logo a ocasião, que se calhar criou, assinando como António Branco, para destilar veneno sob a forma de prosa escorreita: “Tem razão António Branco. Não imagina o que lhe temos aturado ao longo dos tempos. E se não conhece o senhor, não se preocupe. Garanto-lhe que não perde nada”.

Pois seja! Mas então, se quem não me conhece não perde nada, porque anda a excelsa criatura ERICA a perder tempo comigo? Ódio puro? Recalcamentos mal assimilados? Frustrações várias, designadamente a evidente falta de mundo? Inveja excessiva?

É que, só nesta questão das respostas que escrevi a pedido do Tomar na rede, em 20 comentários de vária índole, 9 são da dita ERICA. Não será um bocadinho exagerado? Sobretudo tendo em conta que, como é bem sabido por quem ainda ousa pensar, o ódio é afinal uma forma de amor.

                                                                                                        António Rebelo

 

22 comentários

  1. Este senhor está lá para o Brasil, mas sempre que pode espalha veneno, será que ainda não se apercebeu que não lhe ligam nenhuma. Este senhor queria outras coisas, mas nunca lhe deram essas abebias. Lá teve que “fugir” para o Brasil.

  2. Mudam-se os pseudónimos, mas mantém-se a pouco habilidosa prática persecutória. Conversa do toscos, com toscas considerações. Debater não lhes interessa. Apenas caluniar, cumprindo ordens., Desta vez, convém desmascarar afirmações inaceitáveis. Discordar, criticar, avançar ideias é como quem “espalha veneno”? Voltou-se ao antigamente? Se não me ligam nenhuma, porque respondem de forma agreste? “Este senhor queria muitas coisas” escreve o preclaro comentador. Mas não apresenta um exemplo sequer. Nunca me deram “abébias”, seja lá isso o que for, porque nunca as pedi, nem tenciono vir a fazê-lo. Quanto à fantasiosa fuga para o Brasil, nem vale a pena acrescentar mais. Os lambe-botas tudo fazem para manter o lugarzito à mesa do orçamento municipal. Bom apetite e bom proveito. Cuidado com as indigestões por excesso de comedoria.

  3. E é por causa destas e outras, que o pessoal com cabecinha foge do Concelho de Tomar.

    SINTRA
    Água (Tarifa Variável)
    1º ESCALÃO 0 – 5m3/30 dias = 0,5602
    2º ESCALÃO 6 – 15m3/30 dias = 1,0138

    MAFRA
    Água (Tarifa Variável)
    1º ESCALÃO 0 – 5m3/30 dias = 0,708300
    2º ESCALÃO 6 – 15m3/30 dias = 1,012200

  4. O sr Antonio Rebelo tem muita razão em muitas das coisas que sempre disse: Tomar com as potencialidades que tem para o Turismo, com o politécnico, o Hospital.. . Arrisca-se a tornar- se numa pequena vila de pessoas idosas, porque os mais novos vão para outras Cidades. Para além de fazer o diagnóstico foi sempre dando sugestões de melhorias. Não é insultando os opositores que Tomar melhora!

  5. Obrigado pelo seu apoio, sr. Miguel. Finalmente, um leitor tem a coragem de escrever aquilo que pensa, sem ter medo dos inquisidores de trazer por casa, ao serviço da maioria instalada e do império dos sentados.
    Bem-haja!

  6. Ele gosta é disto. Gosta que lhe passem a mão pelo pêlo como os gatos. Precisa de atenção. Falta de colinho quando era pequenino, é o que é!

  7. Que engraçado! Muito conseguido! Brilhante! De grande interesse!
    E fundamental para ajudar a ultrapassar a crise nabantina.
    Com comentários assim, não tarda estaremos ao nível de Bruxelas. No mínimo.
    A não ser que entretanto o autor tenha sido contratado por alguma grande cadeia de televisão USA.
    Ou internado no piso adequado do hospital de Tomar…

  8. O REBELO FAZIA FALTA

    Uma pessoa até faz um esforço para não se meter. Mas começa a ser difícil.
    Considero este cromo um a figura bem típica desta terrinha bem típica do Portugal profundo.
    Ao resistir a intrometer-me nesta troca de galhardetes seria por respeito à idade do senhor, e isso bastava.
    O que lá vai lá vai. O cavalheiro já foi tudo e mais alguma coisa e até já quis ser muitíssimo mais do que as possibilidades da sua caricata figura. (No seu curriculum consta um blogue que ninguém leu, tendo depois de o encerrar, vindo para este onde continuou a debitar de acordo com a sua convicta glória e sabichonice. Consta ainda que se foi oferecer a um partideco cá da terra para ser – nem mais! – candidato ganhador à presidência da câmara municipal.
    Lembrado como professor e vulto intelectual por umas quantas alminhas cujos horizontes se ficaram por Tomar e por esta eminência, ele é quanto a mim, o exemplo típico do sabichão. O gajo que sabe tudo, que tem solução para tudo. O gajo que não tem mundo ao seu muitíssimo elevado nível.
    Com o seu olhar crítico e clínico o Doutor Rebelo arrasa toda a “oposição” e divergência adjectivando de imediato com diagnósticos “pissicológicos”. Basta ver os comentários anteriores para vermos quanto os seus comentadores poupam em consultas do foro “psi” ao serem avaliadas por este cavalheiro.
    Mas então, quando o mundo não está ao seu nível, o melhor mesmo é mudar de mundo. E foi o que o excelentíssimo senhor professor Rebelo fez: zarpou para o Brasil. Não chegou a vir cheia salgada ao Nabão pelas lágrimas vertidas de tão sentida ausência. Pelo contrário: caiu uma calma interrompida pelas banalidades da política local e pelas performances recentes de um grupo que se diz de cá e que, para além de sopa e cenas requentadas, acha que está agora a encontrar o santo Graal do que Tomar precisa. Os intelectuais, quando são assim muito inteligentes e ninguém lhes liga peva, dá-lhes para isto. Mas o Rebelo fazia falta, a gente divertia-se mais.
    Mas olhe, senhor professor: essa de ir para o Brasil, tendo a áurea de grandeza e de universalidade, colocando-o quase ao nível de uns Lusíadas, não deixa de nos deixar também algumas preocupações. A gente sabe que o Brasil não é a Espanha, de onde nem vem bom bento nem bom casamento. Pelo contrário, séculos passados, no retorno das naus, vieram agora umas brasileiras muito jeitosas e de bom coração que desinquietaram prá-qui muitas emoções. Em Bragança, as mulheres de pelo na venta revoltaram-se com a perturbação das tradições.
    Por cá, mais para o sul, após uma vaga de corações abanados e lares perturbados, eis que são os homens, já mais decepcionados com a vida que se fazem ao atlântico e rumam a terras de Vera Cruz. Mas cuidado, ó Rebelo! Essa terrinha de onde você agora manda garrafas ao mar a ver se a gente o puxa para cá, é um sítio muito perigoso para os portugueses. Não que as brasileiras ou os brasileiros sejam más pessoas. Não. O problema são mesmo os portugueses. Lembre-se que aqui há uns anitos, uns chefes de família com cabedais da construção civil, foram para aí atraídos por umas mini-férias que envolvia umas “garotas de programa”, coisa que um outro tuga lhes havia organizado, e acabaram aí com uma carrada de cimento em cima. Tinham ido à procura de um mundo mágico e emoções fortes, e… não é que encontraram mesmo? E não foi também aí, em Fortaleza, que o Duarte Lima resolveu uma questão que envolvia uns cobres com uma senhora? (Isto alegadamente, claro).
    Pois é, ó próféssô! Você apareça ou, no mínimo, vá dizendo das suas. Os seus admiradores e fãs, de cada vês que estrebucha qualquer coisinha, vêem renascida a esperança num mundo melhor. Pelo menos numa cidadezita melhor. E os outros, em que me incluo, naturalmente, sempre nos vamos divertindo.
    Mesmo que diga que somos ditadores, que temos Alzeimer e outros epítetos que tais.

  9. Que pobreza de espírito. Um post destes de bate-boca no Facebook caía mal mas é ainda mais estranho neste caso.

    Adoro sobretudo as teorias de conspiração de terrinha, em que claro que quem discordou devia ser a mesma pessoa com nomes diferentes. Os Americanos é que não conhecem Tomar… quais conspirações sobre o Kennedy, qual quê. Haha.

  10. Fausto Granja… bem dito! Estas novelas são muito construtivas, sem dúvida. A preocupação #1 dos tomarenses é a briga entre um doido qualquer e uma pessoa nos comentários, claro!

  11. A salganhada-emaranhada supra, (Duarte Lima matou alegadamente a viúva de Tomé Feteira em Saquarema, a mais de dois mil quilómetros de Fortaleza), da respeitável criatura SAMORA não tem categoria para merecer qualquer resposta. Todavia, caso não respondesse, ficaria aquela alma marcísica a celebrar de forma cabotina uma suposta vitória, por derrube certeiro da ave perseguida, de forma a angariar mais umas benesses municipais. Portanto, aqui fica consignado que não respondo de forma detalhada, não por falta de munições, mas apenas por causa do cheiro. Sempre fui abstémio, e o cheiro das bebidas alcoólicas sempre me desagradou. Por isso nunca mantive até hoje qualquer debate, diálogo ou conversa com alcoólatras e semelhantes. Samora será decerto uma honrada pessoa sóbria, que apenas bebe “um copinho às refeições”. Não duvido. Sucede contudo que, na política como na escrita, “aquilo que parece é”. Com a agravante de na escrita contar mais aquilo que se lê, do que aquilo que foi escrito. E este aglomerado de insanidades, encabeçado por A. SAMORA, mostra sem margem para dúvidas que foi escrito com a ajuda de adjuvantes, se calhar nem só alcoólicos. Tem todo o direito, anote-se. Mas isso não me obriga a dissecar matéria tão repugnante para mim. Aqui fica, por conseguinte, a minha posição: Diálogo com Samora, só quando mostrar o rosto, com cópia do CC ao lado. E para debater assuntos tomarenses sem pessoalizar. Entretanto pode continuar a divertir-se, conforme escreveu. No TITANIC a orquestra de bordo continuou a tocar, e alguns passageiros a dançar, enquanto o barco se afundava.

  12. NÃO DESISTA NUNCA.

    Agora é porque não tenho categoria, bebo uns copitos, não sei medir os quilómetros, tenho coadjuvantes e benesses municipais.
    Seja o que for, dou tudo de barato. Mas por favor, Sr. Rebelo, não desista nunca. Não é que eu tenha particular interesse em “dialogar” consigo. Sou um bocadinho parvo, mas não tanto.
    A questão é que as suas intervenções aqui neste espaço mediático -você pode não acreditar – mas são mesmo do melhor que se pode arranjar.
    Do mais patético-divertido, pelo menos.

  13. SAMORA lê bem e interpreta bem aquilo que lê? Lê mal? Interpreta mal? Limita-se a simular quando lhe convém?
    Seja como for, a sua resposta acima manifestamente toma os leitores por parvos. Poupando tempo, limito-me a tentar esclarecer as inverdades contidas no seu primeiro parágrafo:
    1 – “Porque não tenho categoria”. Se fizer o favor de voltar a ler, notará que é a salganhada emaranhada que não tem categoria.
    2 – “Bebo uns copitos”. Que tem de mal? A minha frase é “Samora será decerto um honrada pessoa sóbria, que apenas bebe uns copinhos à refeição. Não duvido”.
    3 – “Não sei medir os quilómetros.” Você interrogou: Não foi em Fortaleza que Duarte LIma resolveu uma questão que tinha…” Não foi em Fortaleza – Ceará, não senhor. Foi em Saquarema-Rio de Janeiro. Chama a isto não saber medir Kms?
    4 – O texto em causa denota realmente ter sido escrito sob a influência de adjuvantes de natureza a determinar, e ter como objectivo defender a maioria municipal. É a minha interpretação. Em vez de se fingir ofendida/o, não seria melhor explicar-se? Não seria mais útil deixar-se de ataques pessoais, tentando alardear qualidades que não tem, e passar a criticar os problemas locais. Porque se obstina a não dar a cara e depois se arma em vítima? “Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.”

  14. Pelos vistos não estou sozinha na “adoração” que tenho pela eminência Rebelo. Também acho que a cidade está mais cinzenta desde que saiu de cá. Ao que me disseram, Tomar tinha uma particularidade: ao longo dos tempos teve sempre pelo menos uma figura típica. Rebelo era uma figura típica, ao que me disseram…digo isto porque durante muitos anos estive longe de Tomar e do país.
    Agora estamos órfãos. Faça-nos um favor, Rebelo. Escreva todos os dias para nosso gáudio. Sem você isto perde metade da piada

  15. Está outra vez a atirar ao lado do alvo. Mesmo disfarçando.
    Antecipando-me ao seu pedido, não só escrevo como até já cá estou de novo. Por apenas dois meses, é verdade, mas é o que se pode arranjar.
    Tal como você, também eu estive longe de Tomar e do país durante largos anos, sobretudo em Paris, em Beirute e no Cairo, embora na sua opinião, que respeito, me falte mundo. Nem todos podem ter uma inteligência semelhante à da Samora. Donde a minha manifesta falta de capacidade para assimilar. Fui evacuado do Egipto aquando da “guerra dos seis dias”, tendo até fotografado o bombardeamento israelita do aeroporto militar do Cairo, sem me der conta do que estava a fazer. Também estive e participei no Maio de 68, conjuntamente com com a minha companheira de então, fundadora e dirigente da 4ª Internacional. Todavia, apesar destas e de muitas outras voltas, que até incluíram mais de uma dezena de passagens pelo “check point Charlie” do Muro de Berlim”, aprendi pouco, devido à já aludida incapacidade relativa para assimilar.
    Quanto à figura típica que terei sido, julgo que para Samora, também Tomar é típica, como acontece com todos os turistas, sobretudo com os raros de longa e forçada duração.
    Como disse em tempos o Sacha Guitry, “Ah chère madame! Si vous m’aimiez comme je vous aime, alors je vous aimerais vraiment!”

  16. Está outra vez a atirar ao lado do alvo. Mesmo disfarçando.
    Antecipando-me ao seu pedido, não só escrevo como até já cá estou de novo. Por apenas dois meses, é verdade, mas é o que se pode arranjar.
    Tal como você, também eu estive longe de Tomar e do país durante largos anos, sobretudo em Paris, em Beirute e no Cairo, embora na sua opinião, que respeito, me falte mundo. Nem todos podem ter uma inteligência semelhante à da Samora. Donde a minha manifesta falta de capacidade para assimilar. Fui evacuado do Egipto aquando da “guerra dos seis dias”, tendo até fotografado o bombardeamento israelita do aeroporto militar do Cairo, sem me der conta do que estava a fazer. Também estive e participei no Maio de 68, conjuntamente com com a minha companheira de então, fundadora e dirigente da 4ª Internacional. Todavia, apesar destas e de muitas outras voltas, que até incluíram mais de uma dezena de passagens pelo “check point Charlie” do Muro de Berlim”, aprendi pouco, devido à já aludida incapacidade relativa para assimilar.
    Quanto à figura típica que terei sido, julgo que para Samora, também Tomar é típica, como acontece com todos os turistas, sobretudo com os raros de longa e forçada duração.
    Como disse em tempos o Sacha Guitry, “Ah chère madame! Si vous m’aimiez comme je vous aime, alors je vous aimerais vraiment!”

  17. Numa alegre tertúlia a que tive o prazer de pertencer, em tempos, havia um poeta espontâneo que uma vez versou o seguinte:
    “Se m’amares como eu t’amo
    e m’achares com’eu t’acho
    t’acharás com’eu m’acho!”

  18. ESTE SENHOR…
    Se o curriculum e a aprendizagem que se gaba ter tido tivessem efectivamente permitido o crescimento e o “ter mundo”, este senhor não teria vindo prá-qui debitar esta baba amarelada. Ter-lhe-iam permitido uma consciência mais lúcida do mundo e de si próprio.
    Mas esta coisa de, nestas fases da vida, se viver mais numa bolha de memórias, sem contraponto nem contraditório, faz parecer mesmo real e em vigor, um mundo de que já só somos uns dinossáurios vivos. Não confunda, Sr. Rebelo, como se fosse glória e lucidez, a anuência silenciosa de quem se cala ao pé de si, ou mesmo o elogio patético de quem se quer ver valorizado por si.
    Uma vez que está por cá, tente aproveitar a palavra amiga de um familiar que esteja para isso, ou de alguém amigo que você não tenha ainda apoucado com tanta grandeza que sempre achou que tem.

    PS. Eu não sou o/a Erica. Mas não posso deixar de registar que considero das escritas mais lucidas dos comentadores deste blogue.

  19. Pois é! Pois é! Palmas para SAMORA e para ERICA! E eu que, pobre anão intelectual, ainda nunca consegui chegar a tais píncaros do entendimento antropológico e político. Que sorte ter cérebros assim! Ou será só presunção e conversa para confundir?

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