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ACORDAI!!! 

Opinião

Corredoura- 20-03-2020, 11h42

“Tomar registou, durante o período de um mês (finais de Março a finais de Abril), o nascimento de dezasseis bebés na Maternidade de Torres Novas, crianças que foram, então, registadas em território nabantino. Segundo indicação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, desde o regresso da referida valência ao Hospital Rainha Santa Isabel já nasceram oitenta bebés, trinta dos quais pertencentes ao concelho “anfitrião”, ou seja, Torres Novas. A título de curiosidade, refira-se que Abrantes ocupa o segundo lugar desta lista mensal, com um total de dezassete nascimentos. Recorde-se que a maternidade foi transferida para a unidade hospitalar torrejana no contexto da pandemia em que vivemos sendo que – e a administração do CHMT já garantiu esse cenário – o serviço irá regressar a Abrantes assim que as condições de saúde pública o permitirem.”

Esta notícia está site da rádio Hertz que, como todos sabemos, na prática diária é a voz oficial da Câmara nabantina. Aqueles camaristas mais paranóicos, que vêem inimigos e perseguições por todo o lado, não poderão portanto alegar tratar-se de propaganda ou fakenews adversas. Se, mesmo assim duvidarem, podem ter a bondade de conferir, clicando aqui:

Cumpre acrescentar, a bem da verdade toda, que o negrito e o itálico são de minha autoria, não da redação da Hertz.

Qual a substância da notícia? Que no espaço de um mês, mais coisa menos coisa, nasceram na maternidade de Torres Novas, e foram posteriormente registados no concelho de residência habitual dos progenitores, 30 bebés torrejanos, 17 bebés abrantinos e 16 bebés nabantinos.

O que configura e exemplifica uma vertente importante da tragédia tomarense. O cada vez mais acentuado e inexorável definhamento de Tomar e do seu concelho. Torres Novas tem menos população que Tomar e apesar disso regista quase o dobro dos nascimentos.

Até Abrantes, concelho encravado no interior profundo e cheio de problemas, ultrapassa Tomar, embora tenha só 32.378 eleitores inscritos, contra 34.326 em Tomar.

Esta sombria realidade mostra uma vez mais, se necessário fosse, que é urgente agir. Com os atuais atores e a ausência de argumento sólido e exequível, está à vista que vamos de mal a pior.

Se Lopes Graça ainda fosse vivo, certamente que gritaria de novo ACORDAI Só que desta vez, tratando-se da sua terra e dos seus conterrâneos, que ele bem conhecia, ajustaria a linguagem ao trágico contexto:

ACORDEM PORRA!!! MEXAM-SE!!! FAÇAM ALGUMA COISA PELA NOSSA TERRA!!!

 

José Manuel Alcobia, nome suposto, porque o importante é o texto. Não quem o escreve.

 

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