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Thomar Boutique hotel contesta venda do Convento de Santa Iria à Vila Galé

Deu entrada no dia 15 de setembro, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, uma providência cautelar apresentada pela empresa Ninho do Falcão – Actividades Hoteleiras Lda, do Thomar Boutique hotel, contra a venda do Convento de Santa Iria e do antigo colégio feminino à empresa Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S.A. por 703 mil euros.

A câmara de Tomar aprovou no dia 13 de setembro, por maioria, a venda daqueles edifícios ao grupo hoteleiro, num processo que levanta muitas dúvidas e fica marcado pela falta de transparência, factos que motivaram o voto contra por parte da vereadora Célia Bonet (PSD).

Na primeira fase do concurso de venda, antes da pandemia, as duas empresas estavam na corrida para a compra dos imóveis para aí instalar uma unidade hoteleira, mas depois de retomado o processo, já em 2021, apenas foi apresentada a proposta do grupo Vila Galé, segundo a autarquia.

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Basta consultar o site da câmara para perceber que há muita informação que falta. Estão apenas disponíveis os documentos referentes ao concurso de 2019 e não há qualquer documento sobre o processo que levou à venda dos edifícios à Vile Galé.

No processo administrativo interposto pela empresa Ninho do Falcão – Actividades Hoteleiras Lda, o Município de Tomar é réu e como contrainteressado está a Vila Galé-Sociedade de Empreendimentos Turísticos S.A.

“Providências relativas a procedimentos de formação de contratos” é a designação da espécie de processo.

A providência cautelar foi admitida pelo tribunal e agora a câmara e a Vila Galé têm sete dias para contra-argumentarem.

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Aprovada a venda do Convento de Santa Iria ao grupo Vila Galé por 703 mil euros

4 comentários

  1. É bastante estranho que sendo já a segunda vez que tal acontece e protagonizado pelos ´mesmos intervenientes acontece outra vez um incidente processual que venha colocar de novo em causa a venda do Convento ao grupo Vila Galé´.
    Mais , sabemos que os proprietários do Thomar Boutique em conjunto com outra empresa do ramo ficaram com a Estalagem do Mouchão também de um processo no mínimo estranho.
    Qual o interesse deste não concorrente em travar o processo , visto que nem entregou documentação que lhe permitisse ser considerado concorrente? Terá informação interna privilegiada para afastar o único concorrente credível ?
    Para evitar mais especulações , e sabendo que virão argumentar com o segredo do negócio apesar de ser uma alienação de um bem público, é fundamental que publiquem os documentos e em especial qual a fundamentação que o Thomar Boutique usou para colocar uma providência cautelar que ainda por cima foi aceite pelo tribunal.
    A concorrência é sempre muito boa , mas se não for connosco!!

  2. O mais estranho é o município não estar a mandar abaixo um edifício que está literalmente ao lado do rio! Obviamente sujeito a inundações. Porque não faz o município o que lhe compete e manda aquilo abaixo, em nome da protecção civil (prevenção). Preferem ganhar dinheiro e arriscar uma futura desgraça.

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