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Quem dá mais? Autarquias em concorrência pela captação de médicos

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Várias câmaras da região estão a aprovar incentivos para a fixação de médicos nos seus concelhos, como forma de combater a falta de médicos e apoiar a sua fixação.

Numa ronda feita pelos municípios da nossa região, identificámos esses apoios nos concelhos de Torres Novas, Ourém, Mação e Chamusca, sendo que uns já têm os respetivos regulamentos em vigor e outros ainda estão em fase de aprovação.

A ânsia de resolver o problema da falta de médicos é tal que há câmaras a pagar 2.500 euros por mês a cada um para se manter no concelho, como é o caso de Mação.

Há autarquias que disponibilizam habitação aos profissionais de saúde, outras comparticipam nas despesas com arrendamento ou no crédito à habitação, ajudam a pagar serviços básicos e até cobrem despesas de deslocação para quem resida fora do concelho.

Torres Novas

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No caso de Torres Novas, “apesar das várias diligências que têm sido efetuadas, com múltiplas solicitações, pressões, reivindicações e propostas junto das entidades competentes, não foi possível resolver ou até minorar os problemas sentidos no concelho ao nível dos cuidados de saúde primários, que afetam diretamente a população do concelho”, reconhece a autarquia.

Cada médico de medicina geral e familiar que se fixar na cidade do Almonda recebe um incentivo no valor máximo de 400 euros, não paga IMI e beneficia de outras regalias conforme regulamento municipal já em vigor.

 

Ourém

Em Ourém, os incentivos podem chegar aos 600 euros por mês. Há apoios financeiros para o pagamento de despesas com arrendamento de habitação ou comparticipação no crédito à habitação (até ao limite máximo de 400€ por mês), bem como com serviços básicos como luz, água, gás e internet (até 200€ por mês).

Mas o regulamento que prevê estes apoios ainda não está em vigor. Foi aprovado pela câmara a 6 de março, segue-se o habitual período de discussão pública, e só depois é remetido para aprovação na Assembleia Municipal.

 

Mação

O mesmo acontece em Mação que só agora iniciou o processo, com a aprovação do regulamento na câmara na reunião de 8 de março

Este é o município mais generoso. Vai atribuir até 2.500 euros por mês a cada médico que se fixe no concelho.

 

Chamusca

No caso da Chamusca, os apoios são mais abrangentes, abarcando não só os médicos como os enfermeiros e os assistentes técnicos, conforme prevê o regulamento.

O apoio concedido é de mil euros mensais para cada médico, 500 euros para cada enfermeiro e 300 euros para cada assistente técnico.

Para já, 10 profissionais de saúde (dois médicos, cinco enfermeiros e três assistentes técnicos) da USF da Chamusca assinaram o protocolo, comprometendo-se a manter o vínculo durante os próximos 24 meses, “não podendo requerer mobilidade para outras unidades ou serviços nos dois anos subsequentes”.

O incentivo será atribuído aos profissionais de saúde que ocuparem as vagas até ao limite considerado necessário pelo ACES, para o funcionamento da USF: 5 médicos de medicina geral e familiar, 5 enfermeiros e 4 assistentes técnicos.

 

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3 comentários

  1. E depois vem a Ordem dos Médicos dizer que há médicos suficientes em Portugal. Deviam dizer é que não querem mais médicos para os que existem “sacarem” o máximo. O Estado paga o curso e sujeita-se a estes golpes. É o fartar vilanagem.

  2. A imagem de ilustração da notícia é um corredor hospitalar. A notícia é sobre captação de médicos de família.
    Tem tudo a ver…

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