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Fechou o minimercado Casa dos Rapazes

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É mais uma loja histórica que encerra em Tomar. O minimercado Casa dos Rapazes, na esquina da rua Silva Magalhães com a Corredoura, fechou portas no final do mês de maio.

O espaço comercial situado perto da praça da República era explorado desde 1976 pela empresa Marçal, Martins & Matias Lda.

Escrita por Redação

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  1. A sangria continua e vai acentuar-se cada vez mais. Menos habitantes são menos consumidores e com cada vez menos consumidores, a iniciativa privada não pode sobreviver. Desgraçadamente em Tomar, terra de analfabetos funcionais, com a mania que sabem, nem os que ocupam lugares de governação parecem entender essa situação tão simples. Nem sequer dão sinais de tentar compreender. Preferem atacar quem ousa alertar para a crise que se agrava a olhos vistos, porque já viram que daí vem o perigo para a sua gamela.
    Tal como vem acontecendo no Alentejo profundo e em toda a faixa raiana, só os funcionários municipais é que vão sendo cada vez mais, numa desesperada tentativa para suster o despovoamento. O que se entende, mas a experiência demonstra que é prejudicial. Estudando atentamente os dados disponíveis, constata-se que em cada concelho, quanto maior é a percentagem de funcionários municipais, mais acentuado é o despovoamento, a sangria demográfica. É bem conhecido o exemplo da nossa região: O concelho de Ourém, que vem crescendo acentuadamente em relação ao de Tomar, emprega muito menos funcionários que o de Tomar. Menos de metade.
    É um dado que só pode surpreender os incautos. Não foi decerto por falta de funcionários de toda a ordem, estaduais, regionais e municipais que os regimes comunistas europeus colapsaram nos anos 80 do século passado.
    A certa altura, a cadela não tem tetas que cheguem para alimentar tanto cachorro. Portanto, para uns poderem continuar a mamar, outros ou se vão ou morrem à fome. OU PROCURAM SUBSTITUIR A CADELA PÚBLICA POR MUITAS CADELAS PARTICULARES, COMO TÊM VINDO A FAZER NA EUROPA CENTRAL E DE LESTE.

  2. Concordo com o sr. Costa. Há até no concelho de Tomar um caso que não engana nem oferece dúvidas. Terra de eventos com fartura, sobretudo na primavera e no verão, todas as festas são organizadas por particulares, e dão lucro por essas aldeias fora. Só a Festa dos Tabuleiros, a nossa Festa Grande, organizada pela Câmara através de um mordomo, é que dá sempre prejuízo. E um prejuízo que não é nada pequeno. São centenas de milhares de euros de quatro em quatro anos.
    Porque será? Alguma maldição? Ou uma simples questão de objetivos e de mentalidade?

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