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Empresa Tonera fechou

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Uma das maiores empresas da zona industrial de Tomar, a Tonera Metalomecânica Lda, fechou por insolvência.

A empresa dedicava-se ao fabrico e montagem de produtos de metalomecânica e serralharia desde 1991.

Perante as crescentes dificuldades financeiras, a empresa acionou um Processo Especial de Revitalização em abril de 2023, numa altura em que ainda tinha 28 trabalhadores. Desde então o quadro de pessoal reduziu para 19 trabalhadores.

Segundo o relatório do administrador judicial, Nuno José Faria Lobo, “uns trabalhadores suspenderam o contrato, outros por decisão da gerência para redução de pessoal, outro por opção própria devido ao atraso no pagamento dos vencimentos”.

Em 2022 os prejuízos registados ascendem a mais de 800 mil euros, de acordo com as contas do administrador judicial que aponta como principal problema a gestão da empresa.

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“A Gerência revelou-se incapaz de tomar medidas de adequação dos custos ao volume de vendas não tendo sido possível no decorrer do período de negociação atingir o equilíbrio de exploração. Assim continua a destruir valor todos os dias”, explica.

Perante este cenário propôs ao tribunal que fosse “decretada a insolvência e o encerramento imediato da empresa”.

O administrador judicial refere no seu parecer que “a Tonera envolveu-se num esquema de faturas falsas com a finalidade de gerar liquidez”. Explica que “este esquema foi posto em prática através de contratos de factoring e de confirming que fez subir exponencialmente o endividamento bancário, porque uma parte das faturas emitidas e descontadas nem sempre foram pagas ao banco onde tinham sido descontadas e as faturas de fornecedores eram apresentadas ao banco para pagamento e nem sempre pagas pela empresa”.

Resultado: “um valor elevado na conta de clientes o qual nem sequer está a ser tentada a cobrança”.

O administrador judicial lamenta a dificuldade na obtenção dos dados contabilísticos para a realização do seu parecer sobre a situação da empresa.

Em 2019, a câmara atribuiu a Medalha de Honra do Município à Tonera, empresa que possui quatro pavilhões na zona industrial de Tomar.

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7 comentários

  1. Quando havia fábricas eram conhecidos de muitos tomarenses pelos serviços que prestavam. Agora se não há industria em Tomar, como pode uma empresa destas sobreviver? Não há industria nem os políticos locais a querem. Curiosamente o Município atribuiu está semana medalhas aos antigos autarcas de Paiva a Anabela que só se interessaram por atrair turismo e levaram a economia tomarense à miséria que é hoje.

    1. Boa tarde Sr. António.
      Clarifique-me aqui uma coisinha, o que têm os políticos a ver com a má gestão desta empresa????!!!!
      Pelo que li da noticia, parece ter sido o administrador desta empresa que não teve capacidade para resolver a questão.
      A tal empresa acionou um PER, você sabe se foi também elaborado e presente ao administrador judicial e ao tribunal um plano de recuperação que o deveria acompanhar?
      Nestes casos não é só acionar o PER, os responsáveis da empresa devem sempre ter um plano de investimentos para acompanhar o PER de forma a que quando este for discutido com os credores, e aos olhos dos tribunais, estes vejam vontade da empresa em resolver os problemas que tem, nomeadamente as dividas e continuar o mais rápido possível com o normal funcionamento da mesma.

      1. É verdade sim, havia uma certa aversão ás papeleiras e ás indústrias do grupo Mendes Godinho, da população em geral e os políticos abanavam-lhes o rabo, por causa da poluição. A cidade não morreu do mal mas morreu da cura.

    1. chegue-se á frente meu caro. Vai de certeza comprar barato e fazer um bom negócio. E muitos parabéns, eu estou muito contente porque o senhor Tonera é, eu espero que ainda seja vivo e com saúde, uma excelente pessoa que não merecia este desfecho pelo que tanto lutou.

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