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Ela é a nova dona da fábrica do Prado

Por estranho que possa parecer, a empresa que comprou as instalações e terrenos da fábrica do Prado, a Lunovanok – Unipessoal Lda., com sede em Lagoa, no Algarve, tem como única sócia-gerente uma jovem que trabalha no departamento de marketing e comunicação digital do Lagoa Business Center. É uma jovem de Silves, que estudou Comunicação Social no Instituto Politécnico de Setúbal, criou uma marca de marketing digital, a Boomori, e dedica-se a promover workshops sobre problemas menstruais.

Chama-se Katarina Vargas Fonseca e é a empresária que apresentou a proposta de compra da fábrica do Prado por 750 mil euros, cuja escritura deve ser assinada dentro de dias.

A sua empresa, a Lunovanok foi constituída em março deste ano e tem como capital social apenas 100 euros.

Todo este processo de venda no âmbito da insolvência da Prado causa estranheza e levanta dúvidas aos trabalhadores que lamentam a venda do património imobiliário da fábrica por menos de metade do valor base.

Pedro Pidwell é o administrador de insolvência.

Fábrica do Prado em vias de ser vendida por 750 mil euros

 

9 comentários

  1. Nada estranho.
    1) a falência do Prado Tomar deveu-se ao processo de privatização porque esta empresa, como outras, foi entregue “a quem deu mais” e não a quem percebia do negócio. Quando se soube que a gerência era gente da banca (a que só o lucro importa) logo foi vendido o património possível e logo se desconfiou do futuro. A empresa faliu e foi vendida a pataco como sucata.
    2) esta nova proprietária dos terrenos resulta da chamada “livre iniciativa”. Cria-se uma empresa com 2 centavos, fazem-se compras de milhões, a origem do dinheiro é desconhecida e a nova “empresa” dará prejuizo durante anos para não pagar impostos. A venda acontecerá quando oportuno e o lucro será enviado para o exterior. É o que se chama gente de sucesso, apesar das dores menstruais.

  2. Concordo plenamente com o texto. O património industrial tem sido abandonado e deixado ao sabor de de gananciosos. Que projeto terá a fedelha qua a adquiriu? Lavar dinheiro e … Porra! Confiem nela porque e uma jovem empreendedora
    Uma mer.. Desculpem a linguagem.

  3. Acima de tudo temos que compreender que quando um cidadão deposita dinheiro num banco vai ser investigado até ao tutano pelas autoridades da forma como obteve esse dinheiro.
    Nestes casos parece que aceitam tudo, porque ou a Sra. é herdada ou então a sua actividade deve ser muito rentável para ter esse montante ou merecer o seu crédito, porque não se afigura um investimento que lhe vá dar proveito a medio prazo.
    Também é um ramo que extravasa a sua área profissional.
    Mas enfim, de administradores de Insolvencia já vi tudo …

  4. Onde foste buscar essa informação?
    Não encontro informação nenhuma sobre essa tal empresa que falas nem da relação dessa rapariga com o caso da venda da fábrica.
    Isso que estás a falar é verdade?

  5. É muito estranho ter escolhido precisamente aquele lugar. Será que quer fazer alguma fábrica relacionada com comida veggie? Tomar está mais ou menos no centro do país, embora Pombal seja um local normalmente preferido pelas empresas para se estabelecer porque tem melhores acessos (A1, A34, N1, linha ferroviária do Norte).

    Mas a mulher de 22 anos lá saberá… se lhe emprestaram dinheiro, ou se investiu dinheiro da família, ou é dinheiro próprio, é porque alguma ideia deve ter para aquele local… ou alguém lhe impingiu alguma ideia (também há essa, de gente que é rica e depois juntam-se ou dão-se com alguém com “grandes” ideias e quem fica pobre são elas).

  6. Tomar não merece ter investimentos por parte de empresários de fora.

    Tomar continua a ser uma cidade com aumento de criminalidade violenta

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