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Aprovada a venda do Convento de Santa Iria ao grupo Vila Galé por 703 mil euros

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A câmara de Tomar aprovou hoje, por maioria, a venda do Convento de Santa Iria e do antigo colégio feminino à empresa Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S.A. por 703 mil euros.

Dos sete eleitos da câmara (4PS e 3PSD), apenas a vereadora Célia Bonet (PSD) votou contra por dúvidas e críticas quanto ao procedimento de venda.

Desta forma, aqueles dois edifícios são vendidos por ajuste direto, por cerca de metade do preço base inicial.

A primeira tentativa de venda aconteceu em 2009 e nessa altura o preço base era de 1,5 milhões de euros, valor que a câmara pagara anos antes pela compra dos dois imóveis ao proprietário. O objetivo era a instalação de uma unidade hoteleira com a categoria mínima de quatro estrelas, mas não surgiram interessados.

Em 2019, a câmara aprovou voltar a colocar à venda os imóveis por um preço base de 1 milhão e 350 mil euros, concurso que também ficou deserto.

O processo foi suspenso devido à pandemia e depois de retomadas as negociações com o grupo Vila Galé, chegou-se a um entendimento que culmina com a venda por 703 mil euros.

Está previsto um investimento superior a 10 milhões de euros.

Situado junto ao rio Nabão e à ponte velha, o convento de Santa Iria, do séc. XV, encontra-se em acentuado estado de degradação (foto do interior em baixo). Tem uma área de 3.162 m2. O colégio feminino, pertencente ao antigo colégio Nuno Álvares, foi demolido no seu interior restando apenas as fachadas. Tem uma área de 2.680 m2. A ligar os dois imóveis está o arco das freiras, na rua de Santa Iria.

O Portal e a Capela dos Vales estão classificados como Monumento Nacional, enquanto a capela de Santa Iria, o Arco das Freiras e o Pego de Santa Iria estão classificados como imóveis de Interesse Público.

Quem quer comprar o Convento de Santa Iria?

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. Excelente notícia para a cidade e concelho.
    Foram precisos 8 anos deste executivo para conseguir encontrar um comprador , mas mais importante que o tempo é o perfil do mesmo.
    Grupo nacional, muito conhecedor de hotelaria e recuperação de edifícios históricos para a atividade hoteleira.
    Parabéns, finalmente uma coisa bem feita no âmbito do turismo em Tomar !!
    Agora deixem-nos executar o projeto e não ponham entraves, talvez algum imbecil dos quadros da Câmara ache um plano de pormenor que não permite a reabilitação….

    • A sua boa fé é evidente, ao cair na armadilha montada pela maioria camarária. O problema é que ainda nada é certo. A proposta do grupo Vila Galé foi feita tendo em conta determinados pressupostos que o actual executivo não pode garantir, porque nunca controlou nem controla a burocracia municipal. Nesta fase, portanto, tratou-se apenas de conseguir uma boa imagem de gestores, para conseguirem a reeleição. Caso vençam, vão recomeçar imediatamente as manobras de trabalho de sapa, como tem vindo a acontecer com a Estalagem. E aí o grupo Vila Galé, que não está para sustentar pançudos com apetite exagerado, vai ser obrigado a calçar os patins e ir recuperar ruínas para outro lado.
      Vá esperando que logo verá. Esta gente da câmara sabe tanto de turismo como de escrita cuneiforme.

    • Vão se os anéis e ficam os dedos!!! O desespero para tentar equilibrar as contas é tão grande que se vende ao desbarato!!! E não chega para pagar os encargos com a Tejo Ambiente.

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