Pelo terceiro ano consecutivo, as recriações históricas Termo de Payalvo, que se realizam habitualmente por esta altura em Paialvo, foram canceladas.
O evento, organizado pela junta de freguesia, estava previsto para de 28 a 30 de maio, mas não se vai realizar.
Em 2019, não houve Termo de Payalvo devido aos preparativos da festa dos Tabuleiros. Em 2020, a justificação foi a pandemia, tal como em 2021.
Um pouco de história
A vila de Paialvo teve o seu foral em 1500. Teve Câmara, Cadeia e Pelourinho, ou seja, autonomia e justiça própria.
O Concelho de Paialvo foi considerado extinto em 1836 mas, a 23 de Fevereiro de 1837 ainda não tinha entregue o seu cartório. A documentação relativa ao cartório do concelho foi depositada na Câmara de Torres Novas, tendo posteriormente desaparecido num incêndio.
Com a extinção legal do concelho de Paialvo, a Freguesia de Paialvo passou a ficar ligada ao concelho Tomar.
Apesar da sua extinção como Concelho só se ter efectuado em 1836, há indicações de que a Vila de Paialvo já não funcionava como tal. Em 1764, a área ocupada pela Freguesia era a mesma de hoje. Nessa altura o seu nome era Freguesia de Igreja Nova, Nossa Senhora da Conceição ou Santa Maria era o Orago da Freguesia, cujo cura, o prior da Matriz de Santiago de Torres Novas, da qual era filial, anualmente apresentava o seu rendimento que rondava os 100.000 réis, pagos pelos Fregueses. Não se sabe a data em que o concelho de Paialvo deixou de funcionar como tal, mas sabemos que quando terminou a função passou para o concelho de Torres Novas até 1836, passando depois a pertencer ao concelho de Tomar como Freguesia de Paialvo. Pela leitura do Alvará de D. Henrique se percebe facilmente as divergências entre Tomar e Paialvo, o que terá levado a que o povo de Paialvo passasse para o concelho de Torres Novas.
Em 1757 tinha 361 fogos com 1019 habitantes. Em 1774, foi construída a Igreja Nova em Carrazede, que ainda hoje existe. As relíquias do velho concelho, como o Pelourinho e o edifício onde funcionou a sede do concelho, podem ser apreciados na sua plenitude, visto encontrarem-se em bom estado de conservação.
A freguesia de Paialvo foi território senhorial de 1798 a 1857. A 16 de Janeiro de 1798, o Príncipe Regente D. João, criou o título de Conde de Linhares, a favor de D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, e concedeu-lhe o Senhorio do Termo de Paialvo. O primeiro Conde de Linhares faleceu a 16 de Janeiro de 1812, no Rio de Janeiro.
O último Donatário de Paialvo foi o segundo Conde de Linhares, D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, nascido em Turim (Itália) a 25 de Julho de 1790 e falecido a 29 de Julho de 1857.
In http://freguesiadepaialvo.pt/