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Presidente de Junta defende maior reconhecimento ao General Oliveira

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O presidente da junta de freguesia de Serra/Junceira, Américo Pereira, defendeu no seu discurso no dia da cidade, 1 de março, que o poder político devia “ter coragem de assumidamente reconhecer a obra ímpar deste verdadeiro tomarense e lhe preste a devida homenagem colocando o seu busto em local de destaque na cidade”.

O autarca referia-se a Fernando Oliveira, que foi presidente da câmara de Tomar entre 1946 e 1957, e que deixou na cidade obras como o mercado municipal, o palácio da justiça, o bairro 1º de maio, o estádio municipal, entre outras.

Américo Pereira destacou o papel do general Fernando Oliveira “que tão brilhantemente serviu a sua cidade que muito amava”. Considera que a figura do antigo autarca tal como outras figuras nabantinas de dimensão local e nacional “têm sido muito mal tratadas nos últimos anos pelos tomarenses”.

“Muitos que nunca nada fizeram pelo país e muito menos pela terra que os viu nascer, viraram de repente heróis de pés de barro e outros que muito contribuíram para o desenvolvimento e prestígio de Tomar, foram lançados às calendas gregas da história, diabolizados e excomungados sem direito a contraditório”, criticou Américo Pereira.

Fernando de Magalhães Abreu Marques e Oliveira nasceu em 25 de junho de 1903 em Tomar e faleceu também nesta cidade a 12 de maio de 1975. Além de presidente da câmara, foi provedor da Santa Casa da Misericórdia, vice-presidente da Casa do Concelho de Tomar, chefe da Legião Portuguesa e comandante nacional da PSP, entre outros cargos.

No jardim da Várzea Pequena, e por iniciativa da Casa do Concelho, foi erigido em 2003 um busto em sua homenagem.

O discurso de Américo Pereira pode ser lido aqui

Escrita por Redação

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Comentários

Responder
  1. Pelos vistos então, um distinto fascista.
    Tribunal, polícia, Legião Portuguesa e Bairro Salazar (e não 1º de Maio).
    Mas Ó Sr. Américo: o que é que você quer? As pessoas não o elegeram. Foi lá posto pelo regime. É natural que ninguém se lembre dele.
    O que você não pode nem deve é vir agora apelar a uma memória que manifestamente não existe.
    Não estou a dizer que foi mau homem. Só estou a dizer que nem pode ter sido um democrata escolhido pelo povo, nem talvez amado pelo povo, como pelos vistos é por si.
    Agora estimado pelo regime de então, isso não divido. Nem você duvida, pois não?
    É que esta coisa de quererem que alguns dos “nossos” fiquem na história por qualidades que não tinham é muito aldrabice. Por mais solene que seja o discurso em que são debitadas.
    Há aí um outro casozito, ainda que menor.
    À rua onde está o Centro de Formação puseram o nome de um cromo, qualquer coisa Correia.
    Foi outro pintas salazarento que serviu o regime com amor e dedicação.Era professor primário mais a mulher. Até tinha casa do regime fascista.
    Então não é que no silêncio da coisa tentam também passar a imagem de que foi um enorme benemérito do concelho a que se deve… o quÊ?

  2. Os “heróis” que amaram Tomar foram, por azar, os fascistas. O grande chefe da Legião merecia substituir, talvez, o Gualdim Pais na Praça da República.
    Para o bom nome da cidade melhor fora que tivessem odiado Tomar. Mussolini, Hitler e Franco teriam sido aqui os maiores.
    Os políticos pequeninos de algumas Juntas de Freguesia de Tomar fazem cada figura triste. Que parolos.

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