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Pais dos alunos das escolas Infante D. Henrique e Gualdim Pais rejeitam mudanças

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Mais de 100 pais e encarregados de educação dos alunos da EB1 Infante D. Henrique e da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Gualdim Pais estiveram reunidos ontem nesta escola para debater a proposta de “reorganização da Rede Escolar” proposta pela câmara que prevê o encerramento da escola Infante D. Henrique e a transferência dos alunos para a escola Gualdim Pais e os alunos desta escola para a escola Santa Iria.

A maior parte dos pais dos alunos da escola Infante D. Henrique manifestaram-se contra a pretendida mudança uma vez que a escola Gualdim Pais não reúne condições de segurança para alunos do 1° ciclo, que neste caso são cerca de 180.

Preocupados com a segurança dos seus filhos, os pais só poderiam considerar uma eventual mudança se fossem feitas obras na escola Gualdim Pais. Essa foi a condição apresentada pelos pais das crianças perante o diretor do agrupamento, Paulo Macedo.

Quanto à mudança dos alunos (cerca de 360) da escola Gualdim Pais para a escola Santa Iria, também a posição dos pais foi contra.

Argumentos não faltam: a centralidade e a proximidade da escola, junto à Sociedade Gualdim Pais e à Canto Firme onde decorrem as aulas de música e dança do regime articulado e junto às piscinas onde funcionam as aulas de natação, podendo os alunos deslocar-se a pé para qualquer destes locais.

O elevado grau de satisfação em relação aos professores e pessoal auxiliar é outro argumento.

Além disso, a escola Gualdim Pais é a única que tem confeção própria das refeições que são também fornecidas aos alunos da escola Infante D. Henrique. A comida é considerada de alta qualidade.

Ficou marcada para segunda feira, dia 29, uma nova reunião para os pais dos alunos da EB1 Infante D. Henrique e da escola Gualdim Pais, reunião que se realiza nesta escola por razões logísticas. (informação corrigida)

No dia 30 há uma reunião em Lisboa sobre reestruturação da rede escolar, com o diretor do agrupamento, a câmara de Tomar e a DGESTE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. Infelizmente esta notícia apenas vem coinfirmar o costume – evidente falta de realismo da população tomarense, deserção cívica e agravamento da desgraça. Evidente falta de realismo porque de nada serve recusar o que é inevitável, salvo se forem encontradas alternativas viáveis, o que se afigura muito pouco provável. Nesta altura nada indica que a população residente ou a natalidade venham a aumentar. pelo contrário. E sem isso…
    Deserção cívica, bem à vista na paupérrima participação na RG convocada. Dos 540 pais ou encarregados de educação (180 da Infante D. Henrique, 360 da Gualdim Pais) apenas compareceram cerca de cem. A miséria de 19%. Menos de um em cada 5. É obra.
    Resta agora esperar que não tenham o desplante de se justificarem, alegando que às 9 e meia da noite estavam a trabalhar…
    Agravamento da desgraça, da óbvia decadência tomarense, porque os residentes do concelho continuam a rejeitar qualquer mudança, mesmo que indispensável. Neste caso até avançam com uma argumentação algo caricata. Segundo foi dito, a Escola Básica 2/3 Gualdim Pais não tem condições de segurança para alunos do 1º ciclo, a não ser que sjam feitas previamente algumas obras.
    Temos assim que um conjunto de edifícios escolares, cujo projeto é de origem escandinava e para uma escola do 1º ciclo, afinal só tem condições de segurança para alunos do 2º e 3º ciclo, bem como para fornecer as refeições aos alunos da Infante D. Henrique. Para a anunciada transferência não serve, por falta de segurança.
    Haja paciência!.

  2. Inteiramente de acordo com JCS. A falta de realismo é bem patente na forma como os tomarenses têm vindo a votar para a autarquia nos últimos 25 anos: quando era bem visível o caminho do despovoamento que se anunciava, insistiram nos mesmos figurantes. Juntava ainda à referida deserção cívica a falta de exigência dos tomarenses, como mostram as décadas de ausência de alternativas credíveis para o governo da cidade.
    Para além da opção a tomar, a questão principal quanto ao encerramento de uma das escolas tem que ver com a população residente com filhos na idade dos 7 aos 12 anos. Isto é, população activa dos 30 aos 45 anos. E, de facto, excluindo reformados, pensionistas, vendedores e turistas de passagem, aqueles são cada vez menos face à continuada falta .de oportunidades de trabalho. Por isso, não tarda que os principais empregadores em Tomar sejam a Câmara e a Misericórdia como em qualquer vila ou pequena cidade do interior profundo! É uma questão de tempo. Uma última observação: será que o momento escolhido teve que ver com o entusiasmo reinante pela preparação da chamada “Festa Grande”?

  3. Pois é verdade, sr. Francisco. Quando matutamos um bocadinho, constatamos coisas bem desagradáveis. A principal é que, apesar de não sermos do interior profundo, os principais empregadores da cidade e do concelho são, (julgo que por esta ordem):

    1 – Câmara Municipal
    2 – Ministério da Educação
    3 – Ministério da Saúde
    4 – Ministério da Justiça
    5 – MInistério da Administração Interna
    6 – Ministério das Finanças
    7 – Ministério da Defesa Nacional

    Ou seja, embora não estejamos num país comunista (felizmente!!!), em termos de actividade económica Tomar é muito parecida com qualquer cidade média cubana. A maioria dos seus habitantes ativos trabalha para o Estado. Depende do orçamento do Estado.
    E nestas condições, com a iniciativa privada carragada de encargos fiscais, e os potenciais investidores inibidos por uma burocracia local bronca e tenebrosa, é meu entendimento que não vamos longe.

  4. Concordo que há escolas a mais na cidade de tomar, face à realidade do nº de alunos. Essa não é a questão, que em si será óbvia.
    O que está em causa:
    – Qual o real motivo para o encerramento da escola do Infante?
    – Se o argumento é falta de condições, porque empurram os alunos para uma escola com menos condições?
    – Porque dão a informação como consumada sem consultar as associações de pais?
    – Porque se liberta a informação com 1 semana para qualquer decisão? para os pais não terem tempo de se organizarem na reclamação?
    Se fosse construído um centro escolar moderno na cidade, com todas as condições e depois encerrassem a Infante, St. António e a Varzea esse argumento da redução de escolas pegava, pois também essas outras escolas terão condições deficitárias. A falta de respostas claras quanto à organização e motivo destas alterações à pressa, quer por parte da vereação da câmara, quer por parte da direção do agrupamento deixa-me a mim e a outros pais de pé a trás.
    De uma coisa tenho certeza, nem os alunos ganham nada com esta alteração, nem os país deles. Não me parece que o país também ganhe. Quanto à Câmara ou Direção do agrupamento, fica por explicar com objetividade o que os move.

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