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Nos 100 anos da Gráfica de Tomar

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“A Gráfica de Tomar de Jacinto Nunes, Lda.”, a emblemática empresa da rua Infantaria 15 em Tomar, foi criada em 1921, ou seja, há 100 anos.

Na ocasião o jornal “Ecos de Tomar” e um grupo de cidadãos da terra juntaram-se e decidiram criar uma gráfica para imprimir o jornal até porque a tipografia onde era impresso fazia o serviço muito caro, conforme refere uma notícia publicada na época e reproduzida por Ccr Carvalhal (ver recorte em baixo).

21 de março de 1921 é a data oficial da fundação de A Gráfica de Tomar.

A empresa cresceu e chegou a empregar dezenas de trabalhadores. Ali eram impressos o jornal Cidade de Tomar, livros, milhares de cartazes e outros materiais.

Funcionou como gráfica, papelaria e livraria até meados de 2007, altura em que entrou em processo de insolvência que culminou com a venda de todo o recheio da empresa.

Treze anos depois, o prédio da Gráfica está em risco de colapso. Como mostra a foto em baixo, já não tem grande parte do telhado.

 

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Recorte do jornal Ecos de Tomar, janeiro de 1921

 

Uma nódoa no centro histórico

 

Descubra as diferenças

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. É da Empresa, e é da Cidade, e é do Concelho.
    Nessa fase da vida nabantina, havia pujança, havia iniciativa, havia ação, havia riqueza e emprego.
    Um seculo após, pouco disso há.
    Por razões diversas, foram-se instituições e extinguiram-se empresas. Ou seja, foram-se centros de racionalidade e de competência, e extinguiram-se núcleos de criação de riqueza, de investimento e de progresso, e de geração de emprego.
    Seria difícil contrariar o declínio registado, mas não seria impossível.
    Tivesse havido liderança e visão por parte da autoridade municipal, nestas ultimas 5 décadas passadas, e teria sido possível contrariar esse caminho.
    Mas não houve, seja a liderança seja a visão, e continua a não haver.
    O declínio, vai continuar.
    Mesmo que todos os responsáveis, enredados nas suas novelas partidárias, estejam alegres e aparentem estar felizes.
    Mas há cada vez menos empregos, menos população, e um pouco menos de tudo.
    Só é responsável quem se quer candidatar a ser, certamente portador de ideia e de projetos para romper com este estado de coisas.
    Mas o que se conclui é que os candidatos a ser, não sabem o que querem fazer, salvo ganhar eleições e ter Poder.
    Para rir.

    • Para rir, não fosse a vontade de chorar. Parece que vai ser agora recuperado o chamado “fórum romano” (que alguns dizem não o ser); despachem-se com a obra pois não falta muito para ter “Tomar em ruínas”. E a recuperação dessas ruínas, para turista ou académico visitar, será muito mais cara.

    • Caro Manuel Santos acho que está profundamente enganado quando diz que a culpa é das câmaras, que não tem poderes para intervir na administração das empresas, nada puderam fazer para impedir as falências. O que não tem faltado são projectos, as câmaras gastaram muitas dezenas, e se calhar até centenas, de milhões de contos e euros vindos dos fundos europeus, dos impostos e de endividamento, e chegámos ao fundo do poço.

  2. Nas últimas décadas, com o maior peso do Estado, onde se inclui o poder autárquico, existe uma competição entre países, regiões e cidades para captar investimentos. A tal ponto que são os próprios investidores a procurar benefícios dos poderes públicos. O que aconteceu em Tomar foi um misto de preguiça, falta de visão e o convencimento que mostrar o património era suficiente para garantir o futuro. Resultados á vista.

      • Vender ou ceder terreno a 1 euro para implantar uma fábrica, é corrupção? Baixar a derrama ou obter subsídios para a formação dos futuros empregados é corrupção? Investir nas acessibilidades para a futura empresa, é corrupção? Negociar uma redução de IRC quando estão em causa milhões de euros de receitas é corrupção? Não deve conhecer os processos desses autênticos salvadores da economia nacional como a AutoEuropa, Bosch, Continental, Renault, Navigator, etc, etc.

        • Eu não estou bem por dentro do assunto mas acho que o problema não está nos apoios do estado ou da câmara. Repare que na cidade têm surgido várias unidades hoteleiras nos últimos anos e esses investidores vão buscar apoios significativos de fundos europeus, e se calhar também da autarquia, que até tem um gabinete de apoio ao investidor chefiado directamente pela presidente. Eu leio frequentemente aqui no TNR acerca de apoios a ninhos de empresas, startups, etc… A sensação que tenho é que apoios não devem de faltar, não há é empreendedores na indústria que tenham ideias viáveis, vontade de investir em Tomar e capacidade de executar. O que não faltam em Tomar são terrenos desocupados, não estou a ver a presidente recusar um investimento por causa do preço do terreno!!! Se houvesse muita indústria e escassez de terrenos aí eram capaz de ser caros, mas infelizmente não é isso que se passa. E para terminar, eu também não sou apologista de apoios á balda. Eu sou contra o estado estar a subsidiar as empresas e quando terminam esses apoios os empresários fecham e vão cantar para outra freguesia!!!! Eu sou contra o estado enterrar mil ou três mil milhões na TAP, prefiro deixar falir, ou nos bancos. Aquilo que não for viável é para fechar. Gostaria também de saber quanto é que o estado gastou na AutoEuropa, que quando começou faziam também Ford, agora é só VW. Eu conheço bem o caso da Navigator, ex Portucel, eu até tenho um número reduzidissímo de ações deles, têm pago um dividendo simpático, mas houve uma pessoa com capacidade, infelizmente já falecido, o Pedro Queiróz e Mello, por detrás daquilo. Estou convencido que a Caima (Altri) em Constância, também sou acionista, já teria fechado se não tivesse por trás um gajo do calibre do Paulo Fernandes. Todas essas empresas têm capital de risco e dívidas muito elevadas. As empresas que faliram em Tomar não tiveram a sorte de ter tido ninguém desse calibre, com essa capacidade de gestão, que tivessem sido capazes de manter aquilo aberto. Tomarenses abram os.olhos e convençam-se que a câmara pouco póde fazer para atrair investimento indústial. Tem de ser o governo e a assêmbleia da república a alterarem as leis do país e a tornar o país competitivo. Chega de subsídios, estamos a receber milhões desde 86 e estamos cada vez mais pobres!!!!

  3. Eu enganei-me no nome do empresário falecido, não é Pedro Queiróz e Mello mas sim Pedro Queiróz Pereira.

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