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Moradores protestam contra barulho da festa do caloiro no centro histórico

Foto de arquivo

A festa de receção ao caloiro que decorreu nesta noite de quarta para quinta feira na praça da República em Tomar suscitou muitas críticas por parte dos moradores.

Sendo dia de semana, em que muitos moradores têm de ir trabalhar no dia seguinte, o barulho provocado pela festa, muito para lá da meia-noite, foi criticado sobretudo nas redes sociais.

Ao som do DJ juntavam-se os gritos dos estudantes: “Tomar é nosso, Tomar é nosso e há-de ser, Tomar é nosso até morrer”.

“Isto é um inferno. Começar um Concerto a esta hora na Praça da República é uma coisa completamente absurda! Os moradores que se amolem”, desabafou uma moradora.

“Todos se esquecem que tanto na Praça como na Corredoura vivem cerca de 40/45 Pessoas, não contando com os Turistas na Pensão Luz, Hotel União e Hostel 2300! O porquê de não irem fazer estes Eventos para a tenda do mercado? Há moradores que vão para os seus empregos no primeiro comboio da manhã!”, realça outra residente.

“Mais uma noite de barulheira na praça da República. Os fulanos do politécnico não têm outro lugar para fazer as festas deles? Em pleno centro histórico e que vêm fazer barulho até às tantas e as pessoas a quererem dormir. Vão fazer barulho para a rua deles”, critica outro morador.

As críticas vão também para os estudantes que utilizavam as traseiras do edifício da câmara como urinol.

Contra estas críticas, há quem argumente que os estudantes do Instituto Politécnico de Tomar são um motor da economia local e que, por isso, tem de haver alguma condescendência.

Habitualmente este tipo de festas dos estudantes do IPT decorrem ou no próprio campus do IPT ou na tenda do mercado, mas este ano a câmara autorizou que se realizasse na praça da República.

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Agradavelmente surpreendida, porque alguns tomarenses anónimos resolveram finalmente protestar contra qualquer coisa que não lhes agrada, estranho que só o tenham feito durante e após o evento. Justamente quando já não tinha remédio.
    Servirá o protesto para o próximo ano? Oxalá, pois também durmo por estes lados. Desconfio porém que a falta de experiência cívica dá nisto. Ou não protestam, ou protestam fora de tempo. Por vezes, até muito fora de tempo. Em 2017 votaram pela continuação da governança da maioria ATL e só agora é que protestam contra uma actividade normal de ATL?
    Deus nos ajude, que bem precisamos

  2. Segundo li no Face, houve alunos que foram aliviar-se atrás da Câmara. Pouca vergonha e grande ignorância. Logo mais acima, nas escadinhas, há boas instalações sanitárias públicas, coisa rara em Tomar.
    A não ser que a intenção dos estudantes mijadores tenha sido outra: Não podendo decentemente “cagar prá Câmara”, ficam-se a meio caminho. Mijam-lhes nas botas, em sentido figurado, enquanto lhes estragam a reputação com um chinfrin infernal.

  3. Engraçado, esta terceira geração, que muitos deles já devem anos á cova, estarem Revoltados, e com razão, claro está. Serão os primeiros a estar no folclore da feira de Santa iria, em concertos no paraíso, e por aí fora. Querem festa, mas ao fim de semana, porque quem trabalhe ao fim de semana que se lixe, desde que estes velhoes estejam bem e as festas sejam quando e onde eles achem que deve ser, aí já está tudo bem.. Santa paciência….

  4. Acho engraçado, como é que o pessoal de Tomar odeia tanto os estudantes, actualmente vivo lá em tomar, acho ridículo essa contestação, se não fosse os estudantes e o politécnico as grandes empresas que actualmente estão em tomar nunca tinham aparecido, a está altura tomar era uma aldeia. É uma terra que é longe de tudo. Cinemas, não há, Centros comerciais não há, mas tem um politécnico que qualquer cidade gostaria de ter. Aproveitem os estudantes se não fossem eles não existia economia local.

  5. Independentemente de haver festa na praça o que se passa junto ao restaurante 15 todas as 4as feiras é uma vergonha. Portas abertas até à uma da manhã. Tudo a beber na rua, a partir garrafas, a vomitar e mijar paredes. A polícia inventa desculpas sucessivas e não aparece. Como é que as minhas crianças conseguem dormir? Em que condições estou no dia seguinte? Provavelmente conduzir 2 horas corresponde em arriscar a vida. Miseráveis e miserável gente que permite isto.

  6. Este seu infeliz comentário é um exemplo do baixo nível cultural e cívico dos estudantes do Politécnico. Não de todos, claro está. Mas de boa parte deles.
    Pintam a manta e fazem coisas que não lembram ao diabo, muitas das quais incomodam e muito a população da cidade, como todos sabemos bem. Pois apesar disso, quando algum jornalista ou simples habitante se queixa, de forma justificada e apresentando factos, a nula cultura cívica dos estudantes e ex-estudantes do IPT levam a reagir de forma salazarista. “Quem não é por nós é contra nós.” “Tudo pela nação, nada contra a nação”.
    Quem foi que lhe disse que “o pessoal de Tomar odeia tanto os estudantes”? Em que se baseia para fazer semelhante afirmação? Não será antes a geral intolerância às críticas por parte dos estudantes e profs do IPT, que não lhes permite encarar com normalidade as críticas fundamentadas?
    Mas somos estudantes do ensino superior, dirá ou pensará você. Pois tem razão. Estudantes do ensino superior de 2ª categoria. No caso, “conforme mostram as notas de admissão, em grande parte só os que não conseguem colocação noutro estabelecimento de ensino superior, o refugo do refugo, é que vêm para Tomar.”
    Reconheça-se que não é um bom cartão de visita. Deixe-se portanto de balelas tipo pscostista para tentar sacudir a água do capote e tenha a coragem de encarar as coisas como elas são factualmente. Infelizmente, em múltiplos aspectos, boa parte dos estudantes do IPT não demonstram grande qualidade. E tento ser moderado.

  7. Sou estudante que foi a essa festa na praça da república, pois este é o meu segundo ano no Ipt e fico triste com estas atitudes, porque as pessoas não percebem que somos jovens e que tomar não deixa de ser uma cidade universitária, que recebe dezenas de jovens por ano e a população não os aceita. Foi uma festa que acabou as duas da manhã feita para os novos alunos!! Desculpem se não entendem isso. Simm foi feito barulho, mas as pessoas têm de se mentalizar que onde existe uma universidade existem festas, existem praxes, existe barulho. Deixem nos aproveitar isto.
    falta me um ano para isto acabar e sei que levo imensas recordações de festas como aquela que criticam, de praxes entre outras.
    Deixem de ser assim e aceitem!! juntem se a festa se for preciso, mas não estraguem o nosso espírito academico.

  8. Em primeiro lugar ao moradores que tanto reclamam, agradecia que não aparecessem nas próximos eventos académicos a que tanto gostam de assistir. Uma vez que vos incomoda tanto que uma vez por semana haja barulho. Para não falar que que eventos de este tamanho raramente acontecem durante o ano (e que vos calharia bem abrir os olhos para a publicidade que circula pela vossa cidade e não vos apanhar de surpresa um evento que dura até no máximo dos máximos às 3 da manhã.
    Em segundo lugar às afirmações de que eventos ocorriam dentro do campus do IPT ou no mercado, de onde tiraram tamanha ignorância isso não consigo entender, só existem dois eventos que se decorrem no IPT à noite que era a semana académica (que nem todos os anos acontece) e uma festa de musica alternativa (que também é só uns dias por ano). Por favor não falem, sem nenhum conhecimento e não elaborem mais especulações sobre o que nunca aconteceu.
    Em terceiro lugar aqueles que têm a audácia de chamar ao alunos do IPT de segunda categoria, e desafio-vos a fazer o mínimo de pesquisa antes de afirmarem barbaridades, os alunos que vós odieis tanto. Pois as media não são nem perto de mas, a nossa universidade tem um adas melhores reputações em termos de empregabilidade ( perto de 100% em LEI), olhem para a quantidade de empresas que têm sedes no instituto e a quantidade absurda de palestras e eventos que ocorrem no campus só para os alunos.
    Em quarto lugar, por favor mas por favor, não desdenhem uma das poucas universidades que toma conta e respeita a cidade onde esta reside, não é preciso ir longe para sequer notar que esta cidade é estupidamente valorizada pelos alunos. Reparem que nós alunos do IPT estamos a restaurar o convento de Cristo e muitos patrimónios da cidade de tomar sem custos, que fotografamos eventos só pelo certificado de participação sem reclamar, que organizamos em conjunto com a câmara eventos do tipo do cityhack, que dentro de uns dias ocorrera um praxe organizado pelos alunos no âmbito de limpar as beatas do chão e outra que tem o objectivo a replantação de zonas desflorestadas, isto entre outros.
    Em quinto lugar por muito que isto já tenha sido repetido, a economia desta cidade centra-se principalmente na vida académica e nos estudantes que se deslocam para estudar aqui. Muito mais não será preciso dizer mais sobre o assunto, tirando que sem a universidade nem os seus estudantes nada aqui haveria para alem de casas e do mercado.
    E em ultimo lugar, agradecia que se as queixas são tantas, nãos as façam atrás de um ecrã onde têm o anonimato, mas que se dirijam a quem é o responsável pela cidade para que possam ver o quão poucas e ridículas esta “criticas” são.

    • Ó menina Patrícia, se me permite um educado alvitre (saberá o que é?), que tal aproveitar o tempo que passa no IPT para aprender a escrever em português com um mínimo de normalidade? É que assim, com erros de ortografia, de construção frásica e de vocabulário, além de evidentes exageros hiperbólicos, não consegue convencer ninguém. Nem sequer quando tenta passar a ideia de que os estudantes do IPT não são rascas. Este seu texto é a prova disso mesmo.
      Além disso comete outro erro crasso: Por evidentes razões de vária ordem, não são os vossos pais que têm de mudar. São vocês. Portanto, aqui em Tomar é tempo perdido acusar a população de hostilidade. Mesmo que fosse verdade, teriam de ser vocês a descobrir e depois tentar eliminar as causas dessa hipotética atitude que vocês julgam detectar nos tomarenses.
      Em resumo: Comportem-se! Ganhem juízo!

  9. Vão estudar (brincar ao estudante) longe das residências. Fiquem-se pelo ipt que ninguém se queixa. O próximo a vomitar a minha porta (provavelmente na próxima quarta feira) vai para casa em ombros…

    • APOIADO! Desde que também se aplique o mesmo tratamento aos que aproveitam para urinar contra as paredes e portas aqui das ruas.
      Ao contrário do que gritam, Tomar ainda não é deles, pelo menos enquanto formos nós a pagar os impostos. O resto é conversa para mobilar.

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