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Derrapagem nos prazos das três principais obras camarárias

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Está visto que não há qualquer obra da câmara de Tomar que cumpra os prazos inicialmente previstos.

Na reunião de câmara desta segunda feira vão ser aprovadas três prorrogações de prazos das três principais obras camarárias em curso.

O caso mais grave é o da empreitada do Centro Escolar da Linhaceira que vê o prazo dilatado até 31 de marco de 2021, o que significa quase dois anos de atraso em relação ao prazo inicial. A obra deveria estar concluída em maio de 2019.

Na cidade, as duas obras em curso, Várzea Grande e av. Nuno Alvares Pereira, não cumpriram o prazo que já tinha sido dilatado até ao final de 2020. Agora os trabalhos têm de estar concluídos até 1 de fevereiro, novo prazo dado pela autarquia.

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. A principal causa desses sucessivos atrasos nas várias obras é bem conhecida desde há muitos anos. Resulta de a câmara ser de facto dirigida, não pelos eleitos, como devia ser, mas por um grupinho de ratazanas velhas, que ninguém ousa atacar. Sobretudo depois da infeliz tentativa de Rui Serrano/Luís Ferreira, logo corridos a pontapé e sem qualquer explicação convincente até hoje.
    Procurando assegurar algumas benesses por baixo da mesa, em vez do interesse público, começam esses roedores por impôr aos eleitos as suas opções à medida. Depois escolhem projectistas pouco capazes, mas generosos. Finalmente dão parecer mais favorável à empresa que mais prometeu, mesmo que não tenha capacidade demonstrada para a obra em causa.
    Sabedores de tudo isto e de bem mais, alguns eleitos, com destaque para a presidente Anabela, quando questionados, lá vão dizendo que vai haver penalizações, quando a obra estiver acabada. Não vai nada. É só conversa fiada. Os votos das ratazanas, entre as quais alguns fiscais de obras, vão fazer muita falta em Outubro, pelo que nenhum candidato vai correr o risco de os hostilizar. E Anabela Freitas é candidata.
    É como costuma escrever o outro, que tanto irrita os tomarenses e os metecos chupistas: Pobre terra! Pobre gente!

  2. Não é caso único em Tomar, infelizmente.
    E bem demonstra a incúria, a incompetência, ou a ausência de preocupação com a vida dos munícipes, e nalguns casos, com os negócios e a sobrevivência económica, dos munícipes.
    Ausência de responsabilidade técnica, e ausência de responsabilidade politica.
    Que consta dos contratos das empreitadas acerca de atrasos e de indemnizações?
    Ou isso nem sequer consta…?
    Se consta, quem não retira consequências? Se não consta, porquê? Foi só incompetência?
    Mas enfim, o mal não é de agora, nem o caso é único.
    Nos tempos do Presidente Paiva, também este disse a comerciantes massacrados por atrasos excessivos nas obras do Centro histórico: “Se estão mal, mudem-se”.
    Má sorte!

    • É como diz. Não se trata de caso único em Tomar. E como podia ser? Sendo a “doença” a mesma, os sintomas também são sempre os mesmos. É fatal.
      Talvez venha a haver mudança um dia. Quando houver eleitos com saber e coragem para endireitar certos funcionários superiores, cada vez mais gulosos e senhores de si, uma vez que nunca há qualquer inquérito interno. Quando houver, vai ser o bom e o bonito. E terá de haver, mais cedo ou mais tarde.

  3. Obras muito complexas que até se admite o prolongar do prazo, é preciso ter calma, porque depois das mesmas concluídas já ninguém se vai lembrar disso, incomoda e causa transtorno, verdade, mas vão ficar espetaculares. Já sei que a seguir vão aparecer os críticos, que isto que aquilo, mas são aqueles que nem a casa deles sabem governar, e na casa dos outros os problemas resolvem-se facilmente, mas sinceramente estou-me a c*g*r para esses arautos da desgraça. Bom 2021 para todos.

    • É preciso ter calma, escreve você. Porquê? Alguém está nervoso? “Depois das mesmas concluídas já ninguém se vai lembrar disso”, acrescenta. Tem a certeza? Olhe que se calhar…
      “Vão ficar espetaculares”, tal é a sua opinião, que se calcula muito objectiva e fundamentada. A verdade, porém, é que espectáculo já proporcionaram. E que espectáculo! Quanto a ficarem espetaculares, como escreve, logo veremos. Popularuchas e de mau gosto, de certeza.
      Parece-me que na sua frase “…estou-me a cagar para esses arautos da desgraça” há um pequeno lapso. Se bem entendo, você queria escrever “estou-me a cagar todo (ou será toda) com medo do que aí vem”. Não será assim?

    • Obras muito complexas? Edificar um pequeno centro escolar, requalificar uma pequena avenida ou ornamentar um largo modesto, são obras muito complexas? Não brinque com a gente Zequinha. A verdade é que, para os incapazes, os ignorantes e os incompetentes, tudo é muito complexo.
      Ajectivando de “muito complexas” as obrazitas da câmara de Tomar, que termo vamos usar depois para classificar as obras de um aeroporto internacional, de um hospital metropolitano, ou de uma universidade para 50 mil estudantes?
      Pela conversa, você integra o tal núcleo de ratazanas e já está a avançar a argumentação tosca e falsa que tenciona usar para convencer os eleitos a tudo desculpar mais uma vez. Sendo ano eleitoral, é bem capaz de ter sorte, porque os votos dos funcionários municipais são indispensáveis para prolongar a vergonhosa situação em que os tomarenses se encontram.
      Pagamos e somos enganados e mal servidos. Triste sina de quem nasceu e vive numa cova, onde forçosamente os horizontes são curtos.

    • Entretido a rebater a sua argumentação infantil, só agora me dei conta da parte final deste seu esterco. O que não deve surpreender porque você escreve como fala. Em cinco linhas usou apenas dois pontos finais. É pouco, para quem pretenda ser claro.
      “Sinceramente estou-me a cagar para esses arautos da desgraça”, escreve você, a coberto do pseudónimo amararicado. Com o falso pudor abimbalhado de substituir as vogais por *. Segundo a conhecida frase feita “o estilo é o homem”. Ou a mulher, bem entendido. Porque me considero um desses “arautos da desgraça”, para os quais se está cagando, solicito que me deixe formular uma pergunta também muito sincera: Se mesmo a sua escrita não vale um corno, e a sua argumentação é muito lacunar, tudo uma merda, em suma, para que quero eu os seus excrementos propriamente ditos?
      Até para esterco devem ser fraquitos.
      Da próxima vez convém rever o texto, antes de clicar no enviar. É o mínimo.

  4. Só derrapagem nos prazos? E derrapagem no custo final, evidente pelo menos no caso da Várzea grande? E derrapagem na qualidade? Como é bem sabido, qualquer obra feita à trouca-marouca, à pressa, em português simples, nunca cumpre os padrões mínimos de qualidade.
    Na av. Nun’Álvares salta à vista que em certos aspectos valia mais terem deixado como estava. E a Várzea grande de antes das obras era muito menos parola e exemplo de novo-riquismo exibicionista do que a actual. Mas lá diz o povo que gostos não se discutem. O pior é o resto. Mal empregado dinheiro.

  5. Devem de ser raras as obras que não derrapam, no tempo e no custo, e todos nós que fizemos obras em casa já passámos por isso. Há que lembrar que estas obras são todas feitas com contratos que contemplam penalizaçōes em caso de incumprimento. Mas os arautos da desgraça estão tão céguinhos que o tiro lhes vai sair pela culatra e a senhora Doutora Anabela Freitas vai continuar mais um mandato, a continuar a viver o sonho e a rir-se de quem lhe sustenta o nível de vida.

    • Sr. Helder:
      Este seu comentário limita-se, se bem li, a enumerar banalidades já antes referidas, avançando também pelo menos uma imprecisão e uma falsidade. Vamos por partes.
      1 – As obras derrapam sempre em tempo, custo e qualidade. Porque se esqueceu o sr. da qualidade? Simples lapso, agora tão na berlinda?
      2 – Não lhe parece que comparar obras em casa com obras públicas é um bocado abusivo? É que nas obras caseiras raramente ou nunca há projectos, técnicos responsáveis, concurso público, ou fiscalização adequada.
      3 – “Estas obras são todas feitas com contratos que contemplam penalizações em caso de incumprimento”, escreve o sr. Sendo assim, quando tiver algum vagar, fará o favor de enumerar publicamente quais as empresas que já foram penalizadas por incumprimento pela actual maioria socialista, que governa há 7 anos.
      4 – Só há “arautos da desgraça” para “quem tem alma de lacaio ou feitio de ditador”, para usar a feliz expressão do socialista Manuel Alegre. Para todos os outros são apenas cidadãos preocupados com os assuntos da sua terra, que exercem o seu direito à indignação, defendido por Mário Soares.
      5 – Dado que apelida a actual presidente Anabela Freitas de “Doutora”, informe por favor em que estabelecimento de ensino superior e quando é que a senhora obteve o mestrado e posteriormente o doutoramento. Que eu saiba é apenas licenciada pelo Politécnico de Tomar.
      6 – É sempre mau confundir os nossos desejos com realidades. A srª que preside até Outubro vai continuar mais um mandato? Bem sabe você, ou eu, o que vai acontecer daqui a 9 dias, ou 9 semanas, quanto mais agora daqui a 9 meses. A não ser que o sr. Helder esteja a frequentar algum doutoramento em adivinhação, para se tornar no novo professor Zandinga. Tendo em conta o estado a que chegou o ensino em Portugal, tudo é possível.

  6. Nas obras em casa trabalham electricistas, canalizadores, pedreiros, carpinteiros, ladrilhadores, etc…, e o ladrilhador só pode avançar depois do electricista e do canalizador. O electricista e o canalizador só pode avançar depois do pedreiro. E o pedreiro está dependente das condiçōes atmosféricas. A maioria das vezes o dono da obra espera acabar em Março e só acaba em Julho quando não em Setembro!!! Agora imagine em obras grandes e complexas!!!! Eu obviamente não tenho dados para lhe dizer quanto é que a câmara recebe em multas e quais as empresas multadas mas acredito que a câmara, que não nada em dinheiro, cobre essas multas sempre que puder. É um trabalho para o gabinete juridíco da câmara. Se vocês, oposicionistas, querem ser levados a sério têm de fazer critíca construtiva e não dizer mal de tudo.

    • Bom dia Helder, que aqui em Fortaleza, Ceará, Brasil, são 6 e 40 da manhã. Faz sol e o termómetro marca 29 graus no apartamento.
      Li e reli a sua argumentação referente a prazos, trabalhadores e condições atmosféricas. Procedo à maneira dos jesuítas. Respondo com duas perguntas: Porque motivo na Europa do norte, por exemplo, onde as condições atmosféricas são muito mais agrestes, e também trabalham nas obras os mesmos artífices, raramente há atrasos, atascos, ou inundações no caso dos sistemas de saneamento? O problema afinal é do clima, ou dos planos e dos técnicos?
      Sobre a sua restante prosa, desculpe mas vou ser um bocado duro consigo. Antes de mais, esclareço que não sou oposicionista. Sou socialista desde antes do 25 de Abril, como os tomarenses mais velhos bem sabem. Limito-me portanto a discordar politicamente da actual maioria PS, porque Tomar antes mais e acima de tudo.
      Segue-se que não procuro que me levem a sério. Apenas me preocupo com a minha terra. O meu longo passado fala por mim.
      Essa cantilena da “crítica construtiva e não dizer mal de tudo”, é chão que já deu uvas e outras coisas, mas agora é praticamente estéril. Não há crítica construtiva ou destrutiva. Apenas pontos de vista divergentes, que podem ser mais ou menos agradáveis ou desagradáveis, para quem se revela mais ou menos capaz.
      Como é evidente, nessa sua óptica, quem critíca só pode “dizer mal de tudo”, uma vez que o oposto seria “lamber as botas” aos que estão no poder. A tal “crítica construtiva”. Não contem comigo.

    • Boa tarde, em relação ao que o Senhor aqui descreveu (assim como e de igual forma no que diz respeito à noticia em si), só tenho a dizer uma coisa muito simples.

      – Má gestão da empresa contratada (tanto no Seu exemplo como no da Noticia) , tanto a nível da organização de trabalho como na organização do Pessoal para realizar o mesmo.

      Por isso Eu costumo dizer, quando não se sabe não se faz.

  7. Para “O Não sei das quantas”, é capaz de haver má organização, mas as coisas são o que são. Eu e a maioria dos Portugueses temos má impressão dos empreiteiros, dizem que aparecem na terça e depois vêm na quarta ou quinta, dizem que vêm ás nove e aparecem ás 11, o Português nisso é, regra geral, muito desorganizado (em tudo). Nunca chega a horas. E também somos muito maus pagadores, há muita malta que fica a dever aos empreiteiros de obras e eles passam á porta e vêm os caloteiros com boas máquinas estacionadas, e quando lhes perguntam pelo dinheiro dizem que isto anda mau, é a crise e mais o crlh!!! . Claro que há excepções. O Português é muito bom a arranjar desculpas, nisso somos os melhores. Mas mesmo em países do norte da Europa acredito que as obras também derrapem no tempo, nós temos a percepção de que eles são muito eficientes, mas lá também há problemas e não são tudo rosas…

    • Você acredita no que bem entender, Helder, pois estamos num país onde oficialmente há liberdade de opinião. Na prática é um bocado diferente, mas adiante. Se me permite um conselho, e uma vez que é verdade tudo o que diz dos empreiteiros, pergunte a quem já viveu da fronteira para lá, ou preferencialmente dos PIrinéus para lá, como é essa coisa das obras públicas. Tente saber, por exemplo, se por aquelas paragens também há sempre inundações nas ruas e praças logo que chove um bocadito mais, como acontece em Portugal.
      E olhe chove muito mais, sendo que boa parte da Holanda, por exemplo, está abaixo do nível do mar, incluindo portanto os rios.
      Termino concordando consigo quando escreve que “o português é muito bom a arranjar desculpas, nisso somos os melhores.” A sua escrita prova isso mesmo.

  8. Gostam tanto de bater nos empreiteiros, e nas empresad de construção. Mas talvez não saibam o tempo que essas obras estão paradas porque o senhor arquiteto, não gosta do tom de cor de uma fachada, de uma luminária, uma parede aqui que antes quero ali, um parecer, uma autorização. Trabalho em obras públicas e digo-vos que se vos passasse pela cabeça os atrasos provocados por arquitetos, arqueólogos, engenheiros, autorizações para iniciar novas fases de obra, talvez mudassem um pouco as ideias. Empresas com pessoal contratado, máquinas alugadas, logística para cumprir prazos e com esses atrasos muitas vezes a dar prejuízo ao valor contratado.

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