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Câmara dá 40 mil euros a festival Bons Sons que não se realizou

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Em 2020, devido à pandemia, não se realizou o festival Bons Sons que estava previsto para de 13 a 16 de agosto, na aldeia de Cem Soldos.

Apesar disso, a câmara de Tomar vai atribuir um subsídio extraordinário à organização do festival, referente à edição de 2020, no valor de 40 mil euros, metade do subsídio habitual.

A decisão vai ser tomada na reunião de câmara do dia 29.

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O assunto consta da ordem de trabalhos da reunião de câmara do dia 29 de março

Escrita por Redação

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Comentários

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  1. »Pelos fundamentos apresentados”, diz a proposta. Que fundamentos são esses? Se não houve festival, para quê e porquê os 40 mil euros? Porque são eleitores de uma freguesia que “vota bem”?
    E a vergonha, no meio deste lameiro, mora onde? Também já foi forçada a emigrar?

  2. A câmara que solicite a devolução da verba dispensada e aplique esse valor na ajuda a famílias carenciadas que tem vindo a aumentar. Fica a sugestão!

  3. A maior parte dos comentários – talvez provocados unicamente para própria notícia – roçam um primarismo e uma boçalidade que… só em Tomar.
    Em primeiro lugar deve levar-se em conta que em Cem Soldos, por acaso de uma conjugação de factores que justificariam alguma reflexão, ocorre de há uns anos para cá um dinamismo cultural e colectivo que projecta bem, com dignidade e autenticidade, o nome de “Tomar” muito para além do concelho ou mesmo do país.
    Eu não sou de Cem Soldos. E posso até nem pender muito para o lado político da malta dinamizadora daquela terra. Mas, por amor de Deus, não comparem o ambiente cultural e as iniciativas que por lá tentam levar a cabo com qualquer uma de qualquer lado deste concelho.
    Eu sei que 90 e muitos por cento não concordarão comigo. É para o lado que durmo melhor. Porque em Tomar não se pode dizer mal do que é de Tomar. E porque é de Tomar, deve então ser bom e há que defender porque é de Tomar.
    Então vejam lá: Acham que aquela pimbalhice sem tradição nem razão de ser a que chamam “Festa Templária” tem alguma razão de ser? A própria “festa dos tabuleiros”, que não passa de uma encenação para turista. É aquela coisa dos legos ou das estátuas que têm alguma autenticidade cultural? Ou esse grupelho de betinhos, com nome piroso de bolo enjoativo (Fatias daí) que faz umas coisas que com ar intelectual chamam teatro e depois dão sopa a quem lá vai?
    Pois. Tudo isto deveria merecer uma reflexão mais profunda. Questionarmo-nos sobre o apoio – o gasto de dinheiros públicos – deve ser virado para quem mostra ou simula actividade ou para quem precisa para sobreviver.
    Pena é que o que se consegue saber da vereadora da cultura é que conseguiu emprenhar.
    É pouco.

    • Pois, o costumeiro ódio de estimação em relação ao Fatias de cá, mais uma enfiada de opiniões bem escritas, mas muito mal fundamentadas.
      Agora deu-lhe para louvar Cem Soldos, decretando que tudo o resto, incluindo os tabuleiros, é caca, vá-se lá saber porquê.
      Segue-se a prenhez da vereadora, a fechar, depois de ter recalcado que em Tomar não se pode dizer mal do que é de cá.
      Que tal ultrapassar esses evidentes recalcamentos e começar a argumentar cabalmente as opiniões?! O Carvalheiro pregou-lhe alguma partida? Foi menos elegante?
      Ponha para trás das costas e recomece a viver .

  4. Vou responder-lhe. Posso não o fazer tão “bem escrito” quanto gostaria, mas para isso contribuem várias coisas: primeiro, estou cansado; segundo isto já terá um registo quase didático e para isso já me falta a paciência. Não dá tanto gozo. Mas vamos lá.
    Não me move rigorosamente nada contra esse tal Carvalheiro – que não conheço nem quero conhecer – nem contra essa moça vereadora. Se me refiro a eles é porque no que concerne à coisa pública a que dizem respeito, são mencionados enquanto agentes públicos. No caso da senhora, as performances do seu útero reprodutivo, só vêm à baila precisamente porque, pelos vistos é esse o assunto-tema da actividade cultural municipal.
    Mas digo-lhe mais: eu detesto mesmo a pessoalização. Essa coisa da pessoa e não o cargo ou a obra é muito próprio da cultura e das sociedade mediterrânicas de matriz católica-apostólica romana e constitui um denominador comum, ou factor de atraso, se quiser, destas sociedades. Tomar, na sua pequenez e interioridade é um bom exemplo disso mesmo.
    Repare que não fui eu que trouxe à baila esse tal Carvalheiro. Na minha perpectiva ele está ao nível do útero da outra: não interessa nada.
    Mas ele é o chefe e mentor de um grupozinho que se acha fazedor de teatro com direito a ser considerado o teatro nacional Dona Maria cá da aldeia. Isso até não teria mal nenhum se: 1) houvesse mais grupos e a sua selecção enquanto representativo do teatro que se fizesse por cá fosse democrática e baseada no mérito. O problema é que 2) nem há mais, nem aquilo é bem teatro. Uma vez fui ver uma das encenações que eles fazem. Foi ali para os lados de Almourol e tinha qualquer coisa de Viriato no título. De teatro, de representação, de linguagem cénica, de “texto” com um mínimo de conteúdo… nada. Ficou a memória de umas cavalgadas de uns cavalos que por lá romperam (eram os cavalos do Bacalhau), uns fogachos que foram acendidos de repente na encosta do castelo quando já era de noite e, finalmente (não podia deixar de ser), sopa no fim. Foi caldo verde. Depois disto já soube deles no Convento de Cristo (de onde foram corridos) e em outras performances, mas sempre servindo papas ou bolos. Aquilo, aquelas manobras, podem até ter muita piadinha, podem dar para entreter famílias que não tenham mais nada para onde ir. Mas o problema é que não é teatro. Ao ser servido como se fosse, cria na ideia das pessoas de cá que não tenham mundo nem referentes para avaliar a coisa, que se trata a obra genial e original. Mas não passa de uma pimbalhice tipo salada de efeitos especiais, numa tentativa de “envolver” o público, servindo-lhe, bem a propósito, as respectivas papas e bolos. Não tenho de facto nada contra esse tal Carvalheiro. Compreendo até que ele ache (foi ele que escreveu) que a Directora do Convento devia ser demitida (depois de os enxotar de lá) e que quem deveria dirigir aquilo deveria ser uma personalidade de cá. Não me importo nada que ele tente obter uma tença ou um cargo nesta republicazinha. Mas o que era bom mesmo era que fosse a fazer teatro. Teatro bom e não teatro cujo padrão de qualidade seja o ser “de cá”. Isso é pouco. Deveria envergonhar-nos. De tão “de cá” deste interior e profundo Portugal, fica ao nível da vereadora da cultura. E de quem os defenda por serem daí.

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