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Ainda o caso dos 7 milhões pagos pela Câmara à ParqT

Mais uma machadada na credibilidade da actual maioria

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Opinião de António Rebelo

 

Os leitores ainda se lembram, de certeza, porque 7 milhões de euros é mesmo muito dinheiro. Mas foi este montante que um tribunal arbitral fixou, como indemnização a pagar à ParqT (uma subsidiária da Bragaparques) pela Câmara de Tomar, devido à ruptura do contrato assinado por António Paiva para a construção do parque de estacionamento atrás da Câmara.

O assunto nunca foi cabalmente esclarecido, nomeadamente a fase que levou à nomeação de um tribunal arbitral. Por isso, já com esta maioria PS, houve quem solicitasse informações mais detalhadas e pedisse mesmo a consulta do processo. Alegando segredo de justiça, o executivo camarário tem vindo a protelar o acesso ao referido processo, pelo que os requerentes continuam a aguardar melhores dias.

Entretanto houve quem dissesse, mesmo sem ter lido o processo, que a Câmara de Tomar devia recorrer, pedindo a anulação ou revisão da sentença arbitral, porque manifestamente exagerada e leonina. A resposta foi pronta, vinda de um douto causídico local, apoiante da actual maioria. Sentenciou que a decisão arbitral não era recorrível.

Os anos passaram e fica-se agora a saber aqui que afinal a decisão era recorrível, e que a autarquia até podia ter ganho e assim poupado milhões. Porque não o terá feito? Cúmplices de quem?  Porquê?

É mais uma machadada na credibilidade da maioria PS, para defender os interesses locais. Se não há nada a esconder, porque não facilitam a consulta do processo todo? Que interesses estão em causa?

                                         António Rebelo

 

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Escrita por António Rebelo

Comentários

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  1. Se os deputados municipais da oposição questionarem a presidente ela não é obrigada a responder??? Não é esse o trabalho deles???!!!! E ela não pode alegar sigilo, ela tem o dever de transparência.

  2. Existem N requerimentos e perguntas feitas pelos vereadores que nunca tiveram resposta. Inclusivamente, propostas.
    Em Tomar existe uma fortíssima ditadura.

    • Acredito no que diz na sua primeira frase e acho lamentável que assim aconteça. Considero a sua segunda frase um manifesto exagero emocional.
      Por enquanto em Tomar e no país ainda não se deve falar de ditadura, quanto mais agora fortíssima. Há isso sim atitudes reprováveis de eleitos que têm tanto de democrata como eu de cardeal. Gente que atropela liberdades essenciais por manifesta ignorância e falta de vivência.
      Gente eleita que mostra desprezo pela oposição e pelos eleitores em geral. Gente que simplesmente não cumpre algumas leis básicas do país, mas que foi eleita e por isso agora temos de a aguentar até Outubro próximo. No mínimo. Pelo caminho que as coisas levam, apesar das asneiras que cometem, é bem possível que tenhamos de os aturar mais um mandato.

        • Porque não tenho como, nem onde nem com quem. E já não tenho idade para certas palhaçadas. Isso é bom para o Lula ou o Biden, que têm a minha idade, mas são mais jovens de espírito …e não vivem em Tomar.

    • Eu estou atento e já ouvi alguns lamentos da vereadora Célia Bonet, quem, com todo o respeito, eu tenho achado muito irritante nas reuniões de câmara. Se eu estivesse a presidir a uma reunião e alguém tivesse um comportamento similar eu acho que ainda seria mais autoritário do que aquilo que tenho visto á presidente. Não admitiria aquilo e metia -a na ordem. Mas os outros vereadores parecem-me educados e se isso acontece, se a presidente tem tiques autoritários e não responde os vereadores e deputados da oposição devem de usar estas páginas e as redes sociais para expôr essas situações porque eu, que estou atento, desconheço.

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